Quais as vantagens de contratar PJ para sua empresa?

Muitos gestores querem entender quais são as vantagens de contratar PJ para o quadro de colaboradores da sua empresa. Contudo, a verdade é que essa alternativa pode ser bastante interessante para o negócio

Muitos gestores querem entender quais são as vantagens de contratar PJ para o quadro de colaboradores da sua empresa. Contudo, a verdade é que essa alternativa pode ser bastante interessante para o negócio.

O regime de trabalho PJ (Pessoa Jurídica) é caracterizado quando um profissional que já possui uma empresa registrada presta serviços para outra empresa.

Quem pode prestar serviço como PJ?

As pessoas que atuam como Pessoa Jurídica se comportam como uma empresa prestadora de serviços. Ou seja, elas possuem CNPJ, emitem nota fiscal e devem cumprir outras burocracias inerentes ao segmento de negócio.

Portanto, quando um PJ fornece serviço para uma empresa, ele precisa emitir nota fiscal para empresa recebedora, pois é ele que vai arcar com os impostos diante do pagamento recebido.

Podem atuar como PJ nas empresas os seguintes tipos classificações de empresas:

• MEI – Microempreendedor Individual (limite de receita bruta anual é de 81 mil);

• Empresário individual que trabalha por conta própria;

• Empresa Individual limitada EIRELLI – Constituída com um capital de no mínimo 100 salários mínimos;

Quando uma empresa contrata um PJ para prestar serviços para sua empresa, não pode exigir o que configure uma relação trabalhista como por exemplo: Subordinação e Pessoalidade.

A razão disso é que a empresa contratante não vai precisar pagar nenhum encargo trabalhista como acontece na contratação de uma PF (Pessoa Física).

Todavia, o profissional que oferece serviços como PJ deve cumprir todas as obrigações de uma empresa como: Calcular e pagar impostos de Imposto de renda pessoa jurídica, ISS, elaborar relatórios obrigatórios e em alguns casos, ter um contador.

Quais as vantagens de contratar PJ

As empresas podem encontrar vantagens de contratar PJ, afinal, essa ação pode reduzir de maneira considerável os custos com as obrigações trabalhistas.

Os maiores motivos para fazer isso são:

Redução de custos: é impossível não falar sobre isso, pois todo o empresário sabe que os gastos com folha de pagamento de funcionários é exorbitante. Isso se explica porque inúmeros itens são pagos através dela, entenda:

• Salário mensal

• Décimo terceiro salário

• Férias

• Contribuição previdenciária

• Salário família

• Horas extras, adicional noturno, periculosidade (quando houver)

Além disso, ainda a empresa precisa investir em um departamento de recursos para contratação, treinamento, exame médico admissional e demissional, entre outros.

Custa muito caro ter funcionários de carteira assinada no Brasil e não é só isso, na hora da demissão também existem muitos gastos envolvidos.

As vantagens de contratar PJ é justamente essa, pois nesse caso, a empresa só precisa pagar o salário acordado por suas horas trabalhadas ou serviços realizados.

Maior liberdade na concessão de benefícios

Com a lei trabalhista, as empresas devem seguir tantas regras que praticamente não possuem carta branca nem para dar alguns diferenciais aos funcionários como bonificações.

As premiações são grande chamariz para retenção de talentos, e a contratação PJ permite isso, uma vez que os custos com burocracias são menores.

Os prestadores de serviço contratados como PJ têm a possibilidade de ganhar mais e ainda ter premiações que podem aumentar ainda mais a produtividade.

Não é necessário perder tempo com burocracia trabalhista

Fazer a seleção e contração são etapas bastante cansativas em uma empresa, depois disso, ainda vem a parte burocrática que envolve a assinatura da carteira, recolhimento de documentos para a contabilidade, marcação de exames médicos e pagamento de impostos.

Além de reter tempo de uma funcionário que precisa ser contratado para isso, ainda gera custos. A empresa que não fizer isso ainda corre muitos riscos de levar processos.

Essa é outra vantagem da contratação de PJ, pois nesse caso, basta firmar um contrato entre ambas as partes sem vínculos a longo prazo e sem responsabilidade trabalhista.

Diminui o serviço do departamento pessoal da empresa

Você como empresa já parou para pensar que para manter essa burocracia de contratação de funcionários pessoa física precisa pagar mais pessoas no setor de RH?

A contratação gera uma alta carga de trabalho nesse setor, afinal, hoje em dia existe uma grande rotatividade de funcionários.

A burocracia é tão grande que muitas vezes, a empresa precisa contratar mais pessoas para cuidar disso. Afinal, são tantas etapas que envolvem divulgação de vagas, recebimento de currículos, entrevistas, seleção, treinamento, cuidados documentais; exames e outros.

Depois de tudo isso, corre-se o risco do funcionário contratado ainda não ficar 3 meses na empresa e o processo de contratação precisa começar novamente na busca de outro.

As vantagens de contratar PJ nesse caso é que ambas as partes assinam um contrato com prazo para começar e outro para terminar um trabalho. Além de garantir que um serviço tenha mais chances de finalização, o departamento de RH da empresa não sofre nenhuma sobrecarga.

Para saber se realmente vale a pena contratar um PJ para sua empresa, avalie cada situação e converse com profissionais experientes para te ajudar a explicar melhor as vantagens e desvantagens de cada escolha. Um bom contador faz a diferença!

7 piores erros do e-commerce

Venda de produto em falta no estoque: esse erro deve ser o mais frustrante para os consumidores

O e-commerce brasileiro cresceu 75% em maio. É o que indica o Mastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque. Além disso, datas importantes para o comércio, como o Dia dos Namorados, parecem não terem ficado esquecidas mesmo com a pandemia. Um levantamento feito pelo movimento de inteligência de mercado Compre & Confie mostrou que, entre 28 de maio e 12 de junho, foram realizadas 15,8 milhões de compras pela internet, um aumento de 112,8% em comparação ao ano anterior.

Não há dúvidas de que as compras online estão caindo no gosto do brasileiro, uma tendência que deve permanecer mesmo após a pandemia. O que não se pode afirmar, entretanto, é que todos estejam tendo uma boa experiência como clientes. Com as lojas fechadas, muitos consumidores podem até relevar algumas falhas de estratégia das lojas online, entendendo o momento ímpar que estamos vivendo, mas paciência tem limite. Por isso, decidi listar os sete piores erros com que me deparei nos últimos meses e como as empresas podem aprender com eles.

1. Falha no cadastro

Aplicativos para compra em supermercados com modalidade de entrega estão salvando a vida de muita gente, principalmente de quem é considerado um grupo de risco e precisa evitar sair ao máximo. Mas o que fazer quando você passa horas escolhendo todos os produtos, fazendo a compra do mês, e quando você vai efetivar a compra, a ferramenta apresenta falhas para cadastrar o usuário? Imperdoável.

2. Adeus ao produto dos sonhos

Novas lojas online não param de surgir. Eis que você encontra o produto que estava procurando a um preço interessante em uma delas, por meio de um anúncio, e na hora de fechar o pedido, seu cadastro não é aceito ou o site nem mesmo tem essa funcionalidade, imprescindível para a venda do produto. É mais uma venda que o lojista perdeu por falta de planejamento…

3. Erro de logística

Depois de descobrir um produto por anúncio e informar todos os seus dados no cadastro, inclusive seu endereço, o site pede que você informe o CEP na finalização da compra. Somente aí, diz que não atendem sua região. Há maneiras de programar o site e avisar o consumidor de que sua localização não faz parte da área de entrega, sem que ele tenha que passar por todo esse desgaste.

4. Falta de organização na entrega

O que dizer de um aplicativo de entrega de compras de restaurantes que não orienta ou não exige que os restaurantes credenciados possuam embalagens específicas para o transporte dos alimentos e ao receber a sua refeição tão desejada a encontra parecendo que alguém a comeu antes de você?

5. Falta de transparência para o cliente

É uma prática comum de muitas lojas famosas revender os produtos de um lojista parceiro. Porém, isso precisa ficar claro para o consumidor, para que ele possa decidir de quem prefere comprar.

6. Venda de produto em falta no estoque

Esse erro deve ser o mais frustrante para os consumidores. Imagine comprar um produto pela internet e nada dele chegar a sua casa. Então, quando você decide abrir um chamado no SAC da loja, recebe como resposta que o que você comprou está em falta no estoque? O conflito é enorme.

7. Falta de clareza nas informações

O que dizer de uma loja virtual de um famoso supermercado que só te informa o prazo de 20 dias para entrega das compras no fechamento do carrinho? Todo mundo sabe que a pandemia vem atrasando diversas entregas, mas é preciso deixar isso claro desde o início.

A meu ver, todos esses sites, aplicativos e lojas virtuais ferem o mais importante mandamento digital: o foco no cliente. Eles desenvolvem soluções de e-commerce para que eles próprios vendam seus produtos, sem pensar nas necessidades e expectativas do consumidor final. Quanto antes as empresas adotarem as práticas de UX e UI, melhor será sua relação com os clientes, gerando, assim, mais vendas e valor de marca.

Cold mail não é uma novela

Cinco parágrafos é o necessário para um cold mail. Se forem menos do que cinco, melhor!

Alguns profissionais de vendas mandam o cold mail e junto uma apresentação da empresa. Péssima estratégia, pois você queima todas as suas cartas que tem na manga.

Recentemente, em um curso de prospecção analisei um e-mail de prospecção onde o vendedor descreveu quase todo o histórico da empresa e junto enviou uma apresentação em pdf novamente com o histórico da empresa.

E para piorar, antes deste e-mail houve um contato telefônico onde ele também falou sobre a empresa. Ou seja, redundância!

E quer mais uma verdade? Nada contra a automação de cold mails, eu mesma uso, mas se trata de e-marketing com um nome mais bonitinho. E é spam, sim.

Se é enviado em massa para uma lista e sem autorização, não tem outro nome a não ser e-marketing e spam.

Fonte: https://administradores.com.br/artigos/cold-mail-n%C3%A3o-%C3%A9-uma-novela

A COVID-19 e a metamorfose na administração

Devido às ações de combate a pandemia do novo coronavírus foram necessárias adaptações comportamentais não apenas no âmbito pessoal mas também no contexto organizacional.

Devido às ações de combate a pandemia do novo coronavírus foram necessárias adaptações comportamentais não apenas no âmbito pessoal, como também no profissional.

No que tange a gestão organizacional, grande parte das empresas passaram por um processo que poderíamos chamar de metamorfose ambulante – breve analogia a música de Raul Seixas lançada em 1973 – no qual foi e ainda é possível verificar a dinamicidade corrente das ações e situações contextuais mercadológicas.

Partindo para o contexto acadêmico podemos verificar contribuições de diversos teóricos que discorrem sobre capacidades dinâmicas, criatividade, inovação e tecnologia. Entretanto o contexto atual permite a observação da prática dos achados ainda que seja feita de forma obrigatória. Uma dessas práticas que ainda pouco disseminadas no panorama nacional foi o famoso home office o qual surge desconstruindo a ideia de eficiência atrelada apenas pela presença física. Muitas empresas com culturas flexíveis e voltadas à inovação já aplicavam o home office no seu cotidiano, entretanto a partir do novo cenário o que parecia impossível de se aplicar em organização “tradicionais” foi permissivo por meio da pressão por adaptação.

Apesar da distância entre os colaboradores especialistas defendem que a pratica permite maior interação entre a equipe por necessitar de um contato mais frequente facilitando feedbacks “fora da tendência”, ou seja, sem ciclo definido. Agora são passados de maneira mais ágil e prática, possibilitando maior flexibilidade na resolução de questões e melhorias comportamentais.

Ademais o uso de meios digitais se tornou cada vez mais valorizado e ferramentas tecnológicas se apresentam como fundamentais para prestação de suporte nas atividades cotidianas, trazendo um novo significado a maneira de trabalho e permitindo o desenvolvimento de soft skills.

Outro ponto que merece destaque é o e-commerce. O fato de ter acesso a redes sociais não significa dizer que o empreendedor está otimizando seu uso. Com a pandemia a valoração das redes sociais foi crescente e teve impactos diretos na forma de consumo refletidos também na maneira de ofertar produtos/serviços aos clientes. Grandes e pequenos empreendedores observaram a importância de investir em marketing digital o qual se transfigurou de uma ferramenta de apoio para uma ferramenta básica de divulgação que necessita de estratégias para atingimento dos resultados.

A economia low touch também emerge com mais força permitindo a inserção de novos modelos de negócios com base no menor contato direto entre vendedores e clientes, usando o e-commerce como meio de disseminação das informações e do processo de venda. Permitindo um olhar sinérgico entre as vendas regulares e um processo de venda que propicia maior autonomia de escolha dos clientes a partir de plataformas interativas.

Esses novos caminhos trilhados pelas organizações trarão consequências na maneira de gerir negócios possibilitando maior acessibilidade e capacidades dinâmicas. Para o enfrentamento das dificuldades é necessário desenvolver estratégias corporativas adaptáveis com foco nos objetivos pois como citado por Lewis Carroll “para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve” (CARROL, 1865).

Serviços financeiros se reinventam para acompanhar demanda

As empresas de serviços financeiros estão adotando novos tipos de transações e aplicativos, enquanto modernizam sua infraestrutura

A transformação digital anda de mãos dadas com os aplicativos e não é mais apenas uma frase de marketing atraente apenas. Para 74% das organizações, os aplicativos são essenciais para os negócios – sem aplicativos, elas não podem operar.

O dado é do levantamento State of Application Services 2020, que entrevistou 488 profissionais de finanças no mercado mundial, incluindo o Brasil.

Para oferecer produtos customizados e eficazes para seus clientes, as empresas de serviços financeiros estão adotando novos tipos de transações e aplicativos, enquanto modernizam sua infraestrutura. Inclusive para acompanhar o galopante crescimento que as fintechs vêm tendo.

As experiências personalizadas do usuário, serviços de valor agregado e ecossistemas em expansão prometem oportunidades interessantes para o crescimento da receita em todo o ecossistema.

Para competir em superescala, o segmento está tratando cada aplicativo como um ativo crítico para os negócios, escolhendo a melhor nuvem para cada um, de acordo com 41%.

Somente no ano passado, a importância das plataformas em nuvem nesse segmento subiu onze pontos atingindo 49%, indicando a crescente demanda em relação à nuvem. Segundo a pesquisa, 26% disseram que os aplicativos suportam seus negócios e fornecem vantagem competitiva. Ninguém respondeu que não precisa de aplicativos para operar.

Apesar do Brasil ainda ter um número enorme de desbancarizados, todos os levantamentos vêm mostrando que as operações mobile são predominantes. Muitas fintechs, de crédito por exemplo, usam apenas o recurso do app para prover seus serviços financeiros, visando essa fatia sem acesso aos bancos.

E a segurança, como fica?

As estratégias de múltiplas nuvens precisam incorporar a segurança de maneira eficiente e eficaz para criar confiança. Três em cada quatro entrevistados disseram que é importante implantar e aplicar as mesmas políticas de segurança locais e na nuvem.

A nuvem oferece uma velocidade sem precedentes na implantação de aplicativos para organizações que correm em direção à transformação digital, e três em cada quatro dizem que o principal fator desses esforços de transformação é aumentar a velocidade de lançamentos de novos produtos ou serviços.

Quando o alvo é o time de líderes seniores em serviços financeiros, é revelador que a análise de ameaças em tempo real salta para o segundo lugar no ranking. Totalmente diferente do resultado global, onde os líderes seniores colocam a análise de ameaças em tempo real em sexto lugar.

Gateways API e o Open Banking

O fator determinante para a adoção no mercado é um pouco diferente entre as regiões. Cerca de 47% estão planejando implementar Open Banking. Os gateways de API têm um papel importante devido ao aumento da eficiência operacional para aplicativos internos.

Na região EMEA, é visto como um mecanismo para dar ao consumidor mais controle sobre seus dados. Nos EUA, é uma maneira de os bancos maiores e mais estabelecidos oferecerem recursos personalizados aprimorados que alavancam a inovação da fintech no mercado. Na Ásia/Pacífico, estão surgindo novos ecossistemas digitais focados em serviços financeiros inovadores, os “SuperApps” como WeChat e Gojek.

Já as implantações de Web Application Firewall aumentam a cada ano, com 81% em uso, comparado à 77% em 2019. Quase um terço das organizações avalia o tipo de aplicação antes de implantar uma WAF.

Atrair e reter clientes nativos digitalmente também está obrigando o setor financeiro inovar mais rapidamente, usando a nuvem pública e as arquiteturas modernas (nativas da nuvem ou do contêiner). A lista começa com gateways SDN e SD WAN em 42%, seguidos por gateways API em 39% e controle de acesso, em 35%.

Selecionei alguns destaques que servem de base para onde esse setor está caminhando:

– 84% estão executando a transformação digital – com ênfase em acelerar a velocidade de lançamentos.

– 87% são multicloud e todas usam serviços de aplicativos em busca da confiança digital.

– 68% implementaram Open Banking e estão usando gateways de API para oferecer inovação.

– 81% implantaram Web Application Firewall contra ameaças crescentes.

Seguro sobre a vida de menores de 14 anos

Seguro de Vida para menor de 14 anos

A fundamentação apresentada pelo corretor de seguros indagador é o fato de um determinado órgão público de sua região deliberar sobre a exigência de seguro de APP para o transporte de passageiros, incluído os veículos de transporte escolar, com valor mínimo fixado muito superior ao custo médio de um funeral naquela localidade.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Oportuno lembrar que em nosso país de dimensões continental, encontraremos o transporte de escolares do ensino fundamental ao ensino superior. Portanto, este tipo de transporte não possui a priori indicativo de idade de seus passageiros.

De maneira simplista a resposta seria que se trata de uma exigência do órgão regulador de seguros e de acordo com a legislação vigente. Ora, estaria prestando um desserviço ao indagante que se preocupou em inteirar-se do clausulado de seguro, como prevê a sua condição de corretor de seguros, na busca de conhecimento para o assessoramento correto e efetivo ao seu cliente “o segurado”, na prestação do serviço no qual é o especialista.

É importante a apresentação do questionamento sobre a razão de encontrarmos no segmento de seguros de pessoas, comumente tratado como “seguro de vida”, a proibição de contratação para menores de 14 anos, fato expressado em condições abarcadas em clausulado específico neste ramo de seguro.

Para tratarmos de assunto, devemos buscar por todas as vertentes referentes ao mesmo, afim de que seja elucidada a questão apresentada, pois a mesma não resulta tão somente da letra fria das condições gerais de uma apólice, mas possui alcance precedente a esta, sendo regido pelo compendio de normas do nosso ordenamento jurídico, ao qual todos nós estamos subordinados.

Devemos ter em mente que, quando tratamos de uma apólice de seguro, obrigatoriamente a mesma possui no mínimo “condições gerais”, no linguajar do “segurez”, que podemos simplificar para “REGRAS DO CONTRATO DO SEGURO”, o qual deve estar consonante com as legislações que são pertinentes aquela contratação, destacando-se a legalidade do seu clausulado, ou seja, não é admissível que as cláusulas do contrato de um seguro venha a ferir quaisquer legislações, inclusive a nossa constituição e demais normas infraconstitucionais.

LEGISLAÇÕES RELACIONADAS À MATÉRIA

Quando tratamos de seguro, cujas normativas são exaradas através da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) ou CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados), estamos lidando basicamente com portarias ou resoluções. Estas, por sua vez, devem estar em perfeita consonância toda a legislação vigente, ou por conflito legal serão consideradas nulas de pleno direito, por infringir a subordinação a que estão afetas em nosso ordenamento jurídico.

LINDB – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

Lei nº 12.376/10

Possui por definição normatizar o modo como devemos interpretar a aplicação de todas as leis, destacadamente em relação à sua vigência, eficácia, validade e aplicabilidade.

Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e respectivas emendas

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

CÓDIGO CIVIL

Lei 10.406/02

Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos.

Art. 790. No seguro sobre a vida de outros, o proponente é obrigado a declarar, sob pena de falsidade, o seu interesse pela preservação da vida do segurado.

Parágrafo único. Até prova em contrário, presume-se o interesse, quando o segurado é cônjuge, ascendente ou descendente do proponente.

LEGISLAÇÃO DE SEGUROS

Em relação ao tema em debate, existem as seguintes normativas em seguro:

Decreto-Lei nº 2.063/40 – (Regula as operações de seguros)

Art. 109 É proibida a estipulação de qualquer contrato de seguro sobre a vida de menores de quatorze anos de idade, sendo, porém, permitida a constituição de seguros pagáveis em caso de sobrevivência, estipulando-se, ou não, a restituição dos prêmios em caso de falecimento do segurado.

Circular SUSEP 302/05 (regras para planos de seguros de pessoas)

Art. 8o Para os menores de 14 (catorze) anos é permitido, exclusivamente, o oferecimento e a contratação de coberturas relacionadas ao reembolso de despesas, seja na condição de segurado principal ou dependente.

Circular SUSEP 316/06 (regras complementares de planos de seguros de pessoas)

Art. 8o Para os menores de 14 (catorze) anos é permitido, exclusivamente, o oferecimento e a contratação de coberturas relacionadas ao reembolso de despesas, seja na condição de segurado principal ou dependente.

Circular SUSEP 440/12 (regras para planos de micros seguros)

Art. 9o Para os menores de 14 (catorze) anos é permitida, exclusivamente, a oferta e a contratação de coberturas relacionadas ao reembolso de despesas, seja na condição de segurado principal ou de dependente.

COMPOSIÇÃO DOS RAMOS DE SEGUROS DE “VIDA”

Os SEGUROS DE PESSOAS, comumente citado como “SEGURO DE VIDA”, são definidos através da Circular SUSEP nº 455/12 nos grupos denominados “Pessoas Coletivo” e “Pessoas Individual”. Todos os ramos agregados nestes grupos possuem similaridade em suas bases com o indicativo para a garantia do seguro da vida das pessoas, razão de sua tratativa usual como “SEGURO DE VIDA”

Isto se dá em razão de seu objetivo, ou seja, o que se pretende contratar é um pagamento pecuniário (denominado indenização nos contratos de seguro), quando ocorrer o falecimento da pessoa (ou seja, cessou a vida), na ocorrência do fato caracterizado em cada nomenclatura do ramo especifico, o qual define por lógica a circunstância ou objetivo da contratação do seguro.

No presente caso tratamos exclusivamente da cobertura de morte, existente no seguro de APP (Acidentes Pessoais de Passageiros), contido no ramo 82 e denominado Acidentes Pessoais. Em outras palavras, uma indenização por haver cessado a vida de um ser humano, quando estava na condição de passageiro de um determinado veículo e desde que seja em consequência de um acidente com o referido veículo. Portanto, estamos aventando a hipótese de um seguro sobre a vida de um indivíduo.

Cabe destacar que, o seguro de APP (Acidentes Pessoais de Passageiros) é contratado pelo número de passageiros do veículo e, portanto, não haveria cabimento se pretender obter informações de cada um dos passageiros conforme ocorre na maioria dos seguros de pessoas, como: Nome, data de nascimento, etc.

EXIGÊNCIA DE SEGURO POR ÓRGÃOS PÚBLICOS

É salutar que os órgãos públicos busquem administrar os serviços prestados sob a sua administração de forma condizente com as diretrizes aplicáveis aos princípios básicos que norteiam a administração pública, dentre elas a “eficiência” com a promoção sustentável destes serviços, englobando as variáveis que permitam que efetivamente retornem à população a melhor condição de utilização daqueles serviços. Neste sentido, é louvável e admirável a inclusão da obrigação de contratação dos mais variáveis seguros atinentes a cada situação em particular.

Por outro lado, não há cabimento considerar que os responsáveis pela elaboração destas exigências conheçam plenamente as peculiaridades concernentes a cada necessidade cabível nas determinações a serem exaradas, entre elas o seguro. Destarte, é plenamente possível que o objetivo intencional não coadune com a definição externada quando da elaboração da normativa.

Há que se considerar, ainda, que na elaboração de uma determinada norma, por ser extensiva a vários segmentos, possa haver o recrudescimento de alguma parte sobre a qual haveria a necessidade de melhor adequação, ou ainda, ser elaborada em separado.

Por estes ângulos, cabe a todos nós elucidarmos eventuais inconsistências apresentadas, por se tratar de óbice passível de ocorrência natural e não de maneira deliberante.

Equívocos, quando identificamos, devem ser verificamos com acuidade e devidamente tratados, invocando-se pela justa coerência na deliberação pela prestação do serviço pretendido.

O fornecimento de subsídios que permitam ao órgão a reflexão sobre a questão, que devidamente assessorada pela sua área jurídica, ensejara a condição para que execute os ajustes necessários, será o exercício pleno de nossa cidadania.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao analisarmos o material legislativo apresentado, identificamos que em nossa constituição, quando faz referência aos trabalhadores proíbe tacitamente o labor para menores de quatorze anos e apregoa a obrigação dos pais na assistência de filhos menores. Aqui nos deparamos inicialmente com a fixação de uma idade mínima a ser considerada (quatorze anos).

Em nosso Código Civil, é fixado como “… absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida os menores de 16 (dezesseis) anos…”, e destaca no art. 790 critérios para o seguro de vida de outros. Neste ponto, deixa clara a necessidade de haver efetivo interesse na contratação de seguro.

Nas normativas supracitadas, houve por parte dos legisladores um cuidado todo especial nos direitos dos menores, resultante da obrigação precípua do Estado na proteção destes indivíduos pelo princípio da igualdade com o respectivo tratamento isonômico (tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades).

Considerando a subordinação de nossa legislação, encontramos no Decreto-Lei nº 2.063/40, que regula as operações de seguros no Brasil, a proibição de “… estipulação de seguro sobre a vida de menores de quatorze anos de idade…”, deixando lícito a contratação para o caso de sobrevivência. Nesta última condição, o legislador entendeu tratar-se de situação na qual há interesse na sobrevivência dos menores de quatorze anos.

Este decreto-lei possui perfeita consonância com o Código Civil em vigor, quando tratamos do tema em foco, por ser normativo específico para seguros e não conflitar com legislações superiores, ou ainda, não haver sido revogado o seu artigo que trata da matéria.

Nas normativas editadas pela SUSEP, em pleno respeito à ordem legal, apresenta os parâmetros que as Seguradoras devem considerar na elaboração de seus clausulados, quanto ao seguro sobre a vida de indivíduos.

Neste diapasão e feitas todas as reflexões pertinentes ao tema “INDENIZAÇÃO DE SEGURO DE APP (ACIDENTE PESSOAIS DE PASSAGEIROS), RESTRITA PARA MENORES DE 14 ANOS”, o entendimento cabível não pode figurar de forma diferente de ser ilegal a indenização securitária pela ocorrência do falecimento de menores de 14 anos, em todos os segmentos de seguro de pessoas, no qual se inclui o seguro de APP (Acidentes Pessoais de Passageiros), não somente pelo constante de toda a legislação relacionada, mas também, em consequência da obrigação basilar do Estado na proteção do cidadão e destacadamente dos menores.

Se houver o entendimento de que seja necessária a contratação de seguro de Acidentes Pessoais de Passageiros, o ideal é que esta modalidade de seguro garanta valores que sejam compatíveis ao montante razoável às despesas permissíveis, conjugado com outros seguros que possam ter alcance em outras peculiaridades que norteiam a pretensão de outras abrangências, como o por exemplo o Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Passageiros em Viagem Municipal ou Intermunicipal.

Fonte: https://administradores.com.br/artigos/seguro-sobre-a-vida-de-menores-de-14-anos

Banco de areia: é hora de agir com calma

“Neste momento passamos por um período tenebroso que se assemelha a um barco encalhado em um banco de areia. O que fazer?”

Nestes dias penumbrados em decorrência de uma epidemia que assolou todos os continentes, fazendo-nos reclusos em nossos próprios lares, recebemos uma enxurrada de informações sobre a evolução do coronavírus, mais conhecido como COVID-19.

Neste momento me pego a pensar sobre o que é verdade, realidade e o que simplesmente é uma “Fake News”. Tudo? Nada?

Bem neste momento passamos por um período tenebroso que se assemelha a um barco encalhado em um banco de areia. O que fazer?

Primeiro, não se desemperre, pois a água pode ser funda ao seu redor e traiçoeira.

Segundo, deve-se agir com calma, pois do contrário poderá ocorrer avarias no barco.

Se o socorro não chegar a tempo, sempre poderá ocorrer da água se elevar e o barco irá flutuar novamente e poderá seguir seu curso tranquilamente… se você estiver vivo e o barco sem avarias.

Portanto é tempo de refletirmos a respeito de como vamos agir durante este período de turbulência para ao final seguirmos nosso curso com serenidade.

Juntos vamos passar por esta crise, pois juntos somos mais forte.

Fonte: https://administradores.com.br/artigos/banco-de-areia

Universidade nos EUA oferece mestrado em Compliance com aulas via internet

Brasileiros podem conquistar título americano de Master of Science in Compliance da Ambra University

Em um mercado acirrado no qual se busca por profissionais mais atualizados quando se trata de conhecimento, um diploma de mestrado faz toda a diferença tanto no currículo quanto na formação teórica para atuação profissional em alto nível. Para quem já está no mercado, no entanto, muitas vezes, o processo de assistir a aulas presenciais, com horários fixos e necessidade de deslocamentos, mostra-se inviável na rotina. Por isso, instituições com programas de mestrado 100% via internet têm conquistado cada vez mais alunos que precisam ou preferem liberdade de tempo e espaço para estudos.

É o caso da Ambra University, instituição de ensino em Orlando, na Flórida, que oferece um mestrado em Compliance com aulas pela internet, conferindo ainda, ao profissional, um diploma de universidade credenciada nos Estados Unidos da América.

Voltado para profissionais de administração, contabilidade, engenharia, auditoria, direito que queiram ingressar de forma diferenciada na área do Compliance, o programa da Ambra confere o título americano de Master of Science in Compliance.

Aulas, seminários e CAP Method®

mestrado em Compliance da Ambra University tem aulas em português e confere um título de mestrado americano.

O programa compreende:

  • 400 aulas gravadas
  • 120 encontros ao vivo com professores via internet
  • 40 palestras ao vivo

Tudo que é obrigatório no mestrado é realizado via internet e, opcionalmente, o mestrando pode ir até Orlando para workshops complementares, congressos, palestras etc.

Ao final, o mestrando produz uma dissertação de mestrado com supervisão e orientação individualizada de professor doutor usando ferramentas de escrita de documentos na nuvem como o Google Docs e diversas outras soluções tecnológicas. Ademais, cada mestrando realiza diversas reuniões semanais ou quinzenais com seu orientador ao longo da produção da dissertação de mestrado.

Um dos diferenciais do programa são os Compliance Serial Seminars, seminários no estilo americano de ensinar negócios e direito nos quais os mestrandos têm contato com profissionais da área de compliance que são convidados para dar palestras e promover discussões. Ao final do módulo, os mestrandos produzem um livro em conjunto que pode se publicado internacionalmente com ISBN pela editora da universidade, a Ambra University Press.

A Ambra utiliza o CAP Method® que é uma metodologia de ensino-aprendizagem registrada no US Patent and Trademark Office que usa prática deliberada, feedback e avaliação formativa para garantir a entrega de competências de alto nível para cada profissional que cursa o mestrado diferenciando-se significamente do modelo de EaD praticado predominante no ensino superior do Brasil e também em parte das instituições dos EUA e Canadá que atuam na educação a distância.

No fim das contas, o objetivo do mestrado em compliance é dotar o profissional de competências de alto nível transformando o mestre em qualificado profissional para resolver complexos problemas de áreas correlacionadas com compliance.

Conhecimento aprofundado

A área de compliance é naturalmente multidisciplinar e o mestrado em compliance proporciona grande diferencial competitivo para profissionais interessados em compliance, governança corporativa, auditoria, diplomacia corporativa, etc.

Atualmente, existem dezenas de milhares de vagas para profissionais de compliance nos Estados Unidos sendo essa uma ótima área para profissionais que desejam abrir a possibilidade de atuar internacionalmente. Ademais, no Brasil a demanda por profissionais da área de compliance está em amplo crescimento.

Ao final do Mestrado em Compliance, os mestrandos saem com a seguinte produção:

  • 8 artigos acadêmicos
  • 10 apresentações ou debates de caso
  • 1 a 3 capítulos de livros.
  • 1 dissertação de mestrado

Os mestrandos também possuem acesso a mentorias exclusivas, podem participar em banca de trabalho de graduação e também como orientadores de graduandos.

O juiz de direito Marcus Magalhães, que atua no Mato Grosso do Sul, afirma que se surpreendeu com a quantidade de conteúdo e qualidade do ensino. Por ser um mestrado 100% online, ele esperava que o ritmo fosse mais tranquilo. “A Ambra adota um padrão de aulas gravadas e encontros ao vivo com os alunos e professor. É bastante puxado, nós fazemos módulos de um trimestre e o corpo docente é excelente. A bibliografia é bastante extensa, tanto textos avulsos quanto livros, em todas as disciplinas”, afirmou Magalhães.

Outros alunos da universidade também falam sobre a excelência do ensino. “A qualidade é ímpar. Os professores são muito bem preparados”, explicou o mestrando Elizandro Natal Brollo. “O mestrado em compliance da Ambra é um mestrado com um grande conhecimento aprofundado. Ele tem discussões amplas envolvendo questões de governança corporativa, compliance em si, diplomacia corporativa, gestão estratégica, análise econômica do direito. É um conhecimento que realmente faz sentido no mundo prático”, explica Alfredo Freitas, um dos fundadores da Universidade.

Inscrições

A Ambra está com processo seletivo aberto para preencher até 10 vagas na próxima turma do mestrado em compliance. Para mais informações sobre o Mestrado em Compliance,acesse a página do programa de mestrado.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/universidade-nos-eua-oferece-mestrado-em-compliance-com-aulas-via-internet

Jovens estão adiando sonhos em razão da pandemia, indica pesquisa

A faculdade é a razão principal de frustrações entre jovens de 16 a 24 anos

No “ano da quarentena”, a Geração Z, conjunto de jovens com idades entre 16 e 24 anos, está sendo obrigada a adiar sonhos e planos. É o que indica a pesquisa “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena”, realizada pela HSR Specialist Researchers. O estudo mostra que esse público tem se adaptado a muitos novos aspectos durante o isolamento social, mas está pessimista em relação ao futuro próximo, e 59% dos entrevistados acreditam que serão forçados a adiar quase todos os planos que faziam para este ano.

A faculdade é a razão principal de frustrações. Entrar, cursar ou se formar no ensino superior foi apontado por 37% dos entrevistados como o maior projeto de vida a ser adiado em razão da pandemia. Viajar foi citado por 22% deles, trabalhar ou mudar de emprego por 15% e socializar em festas e eventos foi citado por 8%, assim como tirar CNH – carteira de habilitação (7%), entre muitos planos, são apontados por eles como sonhos que demorarão mais do que imaginavam para serem realizados. No geral, os jovens não se sentem à vontade com a quarentena: 61% estão entediados e 59% ansiosos.

Aprendizados

O estudo “Zners – A Geração Z que Viveu a Quarentena” ouviu os jovens para analisar cinco dimensões: ‘Relacionamento Familiar’; ‘Vivendo em um Mundo 100% Online’; ‘Alimentação e Saúde’; ‘Educação e EAD’; e ‘Valores Emergentes e Aprendizados da Pandemia’. Embora existam percepções pessimistas, também foram identificados aspectos positivos nos entrevistados.

A interação com a família cresceu e o compartilhamento das refeições faz parte da rotina. Para 47% deles há mais conversas com as pessoas de casa e 40% estão participando mais das refeições em família. Além disso, 27% também estão conversando mais com familiares que moram em outra casa.

O estudo comprovou que esses jovens estão explorando muito bem todas as possibilidades das plataformas de conversas online nesses tempos de isolamento social. No total, 59% passaram a utilizar mais as ferramentas digitais de comunicação, sendo que 48% buscam esses recursos para “encontrar” os amigos. Além disso, 41% dos entrevistados estão criando mais conteúdo, enquanto 21% aproveitam o tempo para fazer novas amizades virtuais.

A Geração Z também está se aventurando na cozinha e fazendo ainda mais atividade física durante a pandemia. Além disso, 57% deles acreditam que, após o período de isolamento, o público ficará mais sintonizado nas questões de higiene e metade desse conjunto ainda vê preocupação crescente das pessoas no que diz respeito aos cuidados com a mente.

Insatisfação com EAD

Com relação aos estudos, os entrevistados apontaram problemas e insatisfação. O ensino a distância está alcançando 56% dos jovens, porém 67% desse conjunto não estão gostando da prática. Entre as falhas apontadas está a falta de método, conteúdo e dinamismo das aulas. Além disso, a ausência de contato pessoal com os amigos no dia a dia é muito sentida e torna a educação remota chata.

Adicionalmente, a pesquisa indica alguns aprendizados nesse período, bem como o fortalecimento de valores. Para 51% deles ficaremos ainda mais humanos e 50% acreditam que cuidaremos mais uns dos outros. Os resultados também revelam que 43% dos entrevistados pensam que seremos mais colaborativos. E o olhar para o próximo também ganhou importância, pois 75% manifestam medo de contaminar outras pessoas de forma geral e 57% expressam temor de contagiar alguém da própria família. Outro dado sinaliza que 47% pretendem continuar a ajudar amigos, familiares, vizinhos e desconhecidos após a pandemia .

“Essa geração tem uma relação com o tempo bem especial. Esses jovens não se veem projetando a vida em décadas, mas, no máximo, em poucos anos. Quando se percebem em um momento sem muitas perspectivas ou solução aparente em curto prazo – da qual não podem fazer parte – desanimam. Eles são ágeis e, de certa forma, se acham independentes. O cenário faz com que toda essa certeza de vida enfraqueça”, analisa Naira Maneo, sócia-diretora da HSR Specialist Researchers.

Metodologia

A pesquisa realizada na segunda semana de maio ouviu mais de 1,5 mil jovens, entre 16 e 24 anos, das classes sociais A, B e C, nas principais capitais brasileiras, tendo como base questionário estruturado a partir de levantamento qualitativo realizado em abril. O estudo foi estruturado em cinco dimensões para analisar de forma ampla os pensamentos e sentimentos dos jovens.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/jovens-est%C3%A3o-adiando-sonhos-em-raz%C3%A3o-da-pandemia-indica-pesquisa

Lives: onda passageira ou vieram para ficar?

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias

Nos últimos meses, o mundo passou por mudanças, a pandemia levou a maior parte da população para dentro de casa, a sociedade foi obrigada a se reinventar, os recursos digitais nunca foram tão importantes e o papel das redes sociais ganhou ainda mais significado na vida das pessoas, seja para se comunicar com familiares e amigos ou para entretenimento e informação. Diante do novo cenário, houve a explosão de lives (transmissão ao vivo de vídeos), uma importante ferramenta para se comunicar com os públicos de interesse.

As transmissões ao vivo, que faziam sucesso entre os adolescentes, viraram febre e se multiplicaram, atingindo as mais diversas faixas etárias. Os artistas da música reuniram fãs isolados e conectados na tela do celular ou computador, os shows online viraram um fenômeno, uma alternativa para o mercado musical e um formato interessante para ações de marketing.

Mas será que as lives vieram para ficar ou são só uma onda passageira?

Segundo levantamento realizado pela MindMiners, empresa de tecnologia especializada em pesquisa digital, a pedido da CNN Brasil Business, 76% dos entrevistados afirmaram que querem a continuidade das lives, mesmo após a pandemia. A pesquisa foi realizada com 500 pessoas, de todas as regiões do país e classes sociais distintas.

A audiência das transmissões ao vivo é de dez a vinte vezes maior do que a de vídeos gravados, segundo um estudo da consultoria Forrester e da IBM. O poder e o engajamento das lives também chamaram a atenção de marcas, empresários e profissionais de diversas áreas.

A qualquer hora do dia é possível observar conteúdos dos mais variados tipos, pessoas compartilhando conhecimento, inclusive como forma de promover seus negócios, academias e marcas transmitindo aulas de exercícios em casa, bate-papos sobre diversos temas, entrevistas com profissionais da área da saúde, executivos de segmentos diversificados e especialistas em economia. É uma gama gigantesca de possibilidades e um canal de comunicação interessante para aumentar a conexão com o público desejado, atrair novos seguidores, fidelizar os existentes, divulgar produtos e serviços e fortalecer o nome ou a marca.

Uma das principais características da live é a espontaneidade, mas dependendo da proposta do conteúdo, o preparo para falar sobre o assunto, a escolha de um ambiente adequado, boa conexão com a internet e um bom áudio são importantes para o sucesso da transmissão. Fazer uma live sem interagir com o público não faz muito sentido, então é interessante responder perguntas e comentários, cumprindo mesmo o papel de aproximação proporcionada pelo formato. Estar preparado para não ser apenas mais um no meio de tantas opções, pode fazer a diferença. Avisar com antecedência os seguidores sobre a transmissão ao vivo, informando o tema, data e horário, também é essencial. A divulgação garantirá mais audiência e as pessoas poderão se programar para assistir ao conteúdo.

O fato é que as transmissões ao vivo entraram com força na rotina de muita gente e até conquistaram pessoas que se diziam resistentes à tecnologia. A ferramenta deve continuar sendo muito utilizada pós-pandemia e pensar na responsabilidade do conteúdo a ser transmitido é extremamente importante.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/lives-onda-passageira-ou-vieram-para-ficar