Bolsa de valores: 7 comportamentos que levam o investidor à ruína

Para consultora de finanças, há um déficit de conhecimento entre a população sobre o funcionamento da Bolsa de Valores; fatores comportamentais são os mais danosos à rentabilidade

Com 1,6 milhão de pessoas físicas cadastradas, 2019 foi o ano do boom da Bolsa de Valores. É fato que o interesse pelo mercado aumentou muito, mas isso não se traduz imediatamente em uma boa performance.

Por mais que as pessoas estejam pesquisando informações técnicas do mercado, ainda existe um ‘gap’ entre o que elas acham que é investir na renda variável e como o mercado financeiro funciona.

“Estudiosos do tema atribuem a causa da baixa performance ao behavior gap”, explica Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth e assessora financeira. Segundo Casabona, esses erros são muito mais emocionais do que técnicos.

“Dessa forma, muitas vezes o investidor novato pode ter a ilusão de estar indo bem, mas na verdade ele está se autodestruindo. Nesses casos, saber o que não fazer já é um excelente começo. São como regras de segurança”, diz. Casabona destaca os principais erros cometidos por investidores envolvendo questões comportamentais.

1. Efeito retrovisor

“Esse é um dos erros mais comuns. Ele tem origem justamente no pensamento de que a Bolsa deve trazer bons retornos no curto prazo. Na verdade, o mercado de ações deve ser visto como um investimento de longo prazo e, se for visto dessa maneira, o desempenho de cada papel também deve ser analisado através de um longo período de tempo”, afirma.

2. A estratégia do “eu também”

“É preciso tomar cuidado com o sentimento de manada. As informações se espalham muito rápido no mercado, mas geralmente quando a maioria das pessoas já sabe de algo é tarde demais. O planejamento financeiro muda de acordo com a pessoa e tem muitos fatores envolvidos. Perfil de risco, patrimônio aportado, objetivos, tempo de investimento, etc. É melhor focar no seu próprio planejamento, para não se perder no caminho”, explica Casabona.

3. Efeito Las Vegas

“Em alguns casos ações podem valorizar muito em um dia, promovendo bons ganhos rapidamente. Na verdade, essas subidas tem muito mais a ver com a sorte do que com o planejamento em si. A bolsa não deve ser tratada como um cassino, até porque, assim como nos cassinos, o investidor pode perder todo o seu capital ou grande parte dele”.

4. Negociar baseado em notícias

“As notícias são diárias, mas os investimentos não precisam ser. É claro que é muito importante se informar sobre as empresas que você tem dinheiro investido, porém, às vezes, as notícias podem gerar flutuações muito grandes durante um dia e não é incomum que depois de um tempo a ação volte ao seu valor padrão, fazendo com que o investidor acabe se desfazendo de posições muito precocemente”.

5. Medo e ganância

“Esses dois sentimentos são inimigos do mercado. É preciso ter muita cautela. Segurar uma ação por tempo demais, ou de menos, pode prejudicar seus ganhos, por isso é preciso deixar os dois de lado e focar na análise técnica”.

6. Ânsia por resultados rápidos

“Esse tópico tem muito a ver com o anterior. É muito importante ter consciência de que a renda variável é um investimento de longo prazo. O Ibovespa, por exemplo, valorizou 25% nos últimos 12 meses, outras carteiras de investimento valorizaram até mais do que isso no mesmo tempo, porém, se ao invés de confiar no longo prazo o investidor buscar ter resultados rápidos é muito provável que ele tenha um desempenho bem pior”.

7. Psicologia humana

“É bastante difícil agir de maneira racional todo o tempo. As vezes o próprio psicológico do investidor pode leva-lo a supervalorizar os seus ganhos e menosprezar as perdas, o que, no final, acaba dando a falsa noção de que ele está fazendo tudo certo. O planejamento é importante justamente por isso, para minimizar as falsas impressões”.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/bolsa-de-valores-7-comportamentos-que-levam-o-investidor-%C3%A0-ru%C3%ADna

Receita estende prazo para declaração do IRPF até dia 30 de junho

O governo resolveu prorrogar o prazo devido à dificuldade de alguns contribuintes para reunir documentos necessários durante o período de isolamento social

A Receita Federal anunciou, na última quarta-feira (1º), que o prazo para declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física, que acabaria no dia 30 de abril, foi estendido para 30 de junho. Segundo o secretário da Receita Federal, o ritmo de entregas das declarações está superior ao do mesmo período do ano passado, mas a Receita resolveu prorrogar o prazo devido à dificuldade de alguns contribuintes para reunir documentos necessários durante o período de isolamento social.

Segundo o secretário, apesar de a entrega das declarações neste ano estar em ritmo superior ao do mesmo período do ano passado, a Receita concordou em prorrogar o prazo depois de ouvir relatos de contribuintes confinados em casa com dificuldades em obter documentos na empresa ou de conseguir recibos com clínicas médicas para deduzirem gastos.

“O ritmo de entrega continua bom. Até ontem, tínhamos recebido 8,8 milhões de declarações, 400 mil a mais que no mesmo período do ano passado. Isso representa 27% do esperado. Porém decidimos pela prorrogação por demanda de contribuintes confinados em casa, mas que relatam a falta de documentos ou documentos que estão na empresa, no escritório ou na clínica. Eles estão com dificuldade momentânea de obter todos os documentos necessários”, explicou o secretário José Barroso Tostes Neto à Agência Brasil.

A Receita também está avaliando a possibilidade de rever o cronograma de restituição para quem já entregou a declaração. Além da prorrogação do prazo para IRPF, o secretário também anunciou a desoneração, por 90 dias, do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito, com o objetivo de baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo; e o adiamento das contribuições de abril e maio para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição patronal para a Previdência Social, paga pelos empregadores. Todas essas parcelas serão pagas de agosto a outubro.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/receita-estende-prazo-para-declara%C3%A7%C3%A3o-do-irpf-at%C3%A9-dia-30-de-junho

Governo aprova projeto de lei que prevê renda básica emergencial de R$ 600

A medida teve a votação concluída no Senado na segunda-feira (30) e agora será regulamentada por meio de um decreto

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, na tarde da última quarta-feira (1º), o projeto de lei que cria uma renda básica emergencial de R$ 600 aos trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa, durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. A medida teve a votação concluída no Senado na segunda-feira (30) e agora será regulamentada por meio de um decreto.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), informou que o texto sancionado por Bolsonaro contém três vetos, que ainda não foram divulgados pela Presidência da República.

Critérios

Pelas regras contidas no projeto de auxílio emergencial aprovado pelo Congresso, os trabalhadores deverão cumprir alguns critérios, em conjunto, para ter direito ao benefício, como não ter emprego formal; não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família; ter renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00); e não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

A liberação dos recursos também depende da abertura de um crédito extraordinário no Orçamento federal. O pagamento será feito ao longo de três meses, com operacionalização pelas redes dos bancos públicos federais: Caixa Econômica Federal, casas lotéricas, Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (Basa) e Banco do Nordeste (BNB), após o cruzamento de dados para definir quem tem direito ao benefício.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/governo-aprova-projeto-de-lei-que-prev%C3%AA-renda-b%C3%A1sica-emergencial-de-r-600

4 comportamentos que limitam a sua prosperidade

Parar de prosperar é uma das formas de parar de evoluir. Com sabedoria e boas decisões é possível prosperar até o fim da vida.

Você qual o maior risco que corre na vida? Não mudar. Não há evolução sem mudança. E quem não consegue mudar a si mesmo, não muda coisa alguma, tampouco o ambiente ao redor. Parar de prosperar é uma das formas de parar de evoluir. Com sabedoria e boas decisões é possível prosperar até o fim da vida. Possuir estratégias para o aumento constante dos rendimentos, adotar a disciplina de poupar e uma inteligência de investimentos são elementos básicos para o seu crescimento financeiro. Muitas pessoas estão cientes disso e poucas praticam. Entretanto, o papel deste artigo é apontar alguns erros que você pode cometer sem perceber, que limitam a sua prosperidade.

Vamos definir a prosperidade como a capacidade do indivíduo enriquecer com qualidade de vida. Não é apenas a construção de riqueza, como muitos pensam. Prosperar é crescer de maneira sustentável, com equilíbrio na vida e nas finanças. Você vai concordar comigo se eu lhe disser que não vale a pena ganhar muito dinheiro sofrendo com um câncer no estômago. Também não é interessante estar cheio de saúde e disposição, mas sem dinheiro para viver boas experiências. Reflita, honestamente, sobre as suas próprias atitudes e veja se você se identifica com algum comportamento citado a seguir:

1. Fazer investimentos de baixa liquidez. Liquidez é a capacidade do investimento se transformar em dinheiro. Casas, terrenos e outros imóveis nem sempre são bons negócios. Muitas pessoas juntam dinheiro por mais de 20 ou 30 anos, ou recebem uma indenização e investem em imóveis, acreditando que conseguirão revender com algum lucro, ou conseguir uma renda fixa através de um aluguel. Em outros casos, consideram um alívio sair do aluguel. A crise (que está durando bastante) nos mostrou o aumento do número de placas mencionando “aluga-se” e “vende-se”, assim como a diminuição do número de compras e alugueis nas capitais. São comuns os casais que investem cerca de R$ 400.000,00 num apartamento para morar ou desejam alugar por R$ 3.000,00 mensais, aproximadamente, pois sempre existiu muita demanda na época dos nossos avós. Atualmente, essa expectativa é ilusória em muitos casos. Até você conseguir um locatário, você vai pagar entre R$ 400,00 e R$ 1.000,00 de condomínio mais o IPTU durante meses e, quando conseguir alguém que o alugue, no lugar de aderir ao aluguel de R$ 3.000,00, ele vai lhe oferecer metade do valor para alugar. Se você não aceitar, ele conseguirá outro proprietário que o faça. Talvez o montante de capital que você tem acumulado seja muito mais rentável numa previdência privada, num CDB, ou LCA. Existem dezenas de fundos que rendem mais de 1% ao mês e mais de 14% ao ano. Dependendo do montante que você investir, alguns nem cobram imposto de renda no momento de sacar os rendimentos. Um montante de R$ 400.000,00 bem aplicados podem gerar mais de R$ 6.000,00 de rendimentos mensais com o risco zero. Com essa renda mensal adicional, você pode morar muito bem e ainda sobrará dinheiro para elevar o seu padrão de consumo ou de investimentos, sem contar com salário do seu trabalho. Aprenda mais sobre aplicações e fundos de investimentos em renda fixa para usufruir do seu capital com sabedoria.

2. Investir mais em ter e menos em ser. Pessoas mais conservadoras acreditam que quando conquistarem um bom emprego, uma boa casa e um bom carro serão felizes. É possível, mas será que elas já se responderam alguma vez: quantos países e culturas diferentes você conheceu? Você desenvolveu algum talento artístico? Trabalhou por alguma causa ou movimento importante? Quantas vidas você impactou positivamente com o seu trabalho? Você investiu no seu conhecimento a ponto de crescer continuamente na carreira ou na vida? Todos somos capazes de ter e ser tudo o que quisermos, mas precisamos eleger prioridades, pois todas as escolhas exigem investimento de tempo e dinheiro. Lugares podem lhe gerar experiências memoráveis. Culturas diferentes podem gerar impacto positivo nos seus valores e visão de mundo. Conhecimento pode transformar o seu mundo e a realidade das pessoas ao seu redor. Você pode priorizar as experiências que realmente serão capazes de agregar valor à sua vida.

3. Parar de aprender. É a forma mais eficaz de parar de evoluir. Imagine o caso do Joaquim que concluiu a Formação Técnica em Mecatrônica nos anos 80 e construiu a carreira numa empresa automobilística a partir dos 20 anos de idade. Com 30 anos ele foi promovido para Gerente de Operações. Aos 40 anos, tornou-se Diretor de Operações e conquistou uma renda mensal de R$ 14.000,00. Ele fez apenas alguns cursos técnicos obrigatórios pela empresa (dentro do horário de expediente para não chegar tarde em casa). Ele casou jovem, teve dois filhos e focou na construção do patrimônio familiar. A esposa largou o emprego quando teve o primeiro filho. Ele trocou de carro a cada 3 anos e comprou um belo apartamento para a família. Ele nunca fez uma previdência privada ou fundo de investimento, pois acreditou que a empresa era sólida, que nunca seria demitido e geraria uma boa aposentadoria. Sempre gastou tudo o que ganhou, pensando em dar o melhor para os filhos. Uma vida boa, certo? Errado. A crise chegou e ele foi demitido com 50 anos de idade, pois a demanda de carros novos diminuiu e a empresa precisou cortar gastos. Ele sempre trabalhou na indústria automobilística. E agora, qual será a profissão dele? Qual indústria do segmento automobilístico vai querer contratar um profissional de 50 anos com a pretensão salarial de R$ 14.000,00? Como ele vai pagar a faculdade dos filhos? Como ele vai manter o padrão de vida da família? Mesmo se a pretensão salarial fosse R$ 3.000,00, qual a empresa vai querer contratar uma pessoa bem mais velha que não entende de softwares e só sabe fazer operações industriais? Como ele vai pagar o Plano de Saúde da esposa e dos dois filhos? Pelo menos, ele recebeu uma indenização de R$ 350.000,00. E agora, o que fazer com esse dinheiro? Empreender? Ele só tem experiência na indústria automobilística. Aplicar para manter a renda? Agora está tarde demais, as corretoras oferecem no máximo R$ 4.500,00 de retorno mensal sob o investimento, é pouco para quem estava acostumado a ganhar R$ 14.000,00 mensais. A esposa está com pressão alta e crises de ansiedade, muito preocupada. A família perdeu o plano de saúde e todos os benefícios que o marido recebia da empresa. Só o plano de saúde (básico) do casal com mais de 50 anos será mais de R$ 1.200,00. Ele estará disposto a vender o patrimônio da família que construiu durante todos esses anos? Você conhece alguma história assim? É culpa da crise, certo? Não! A responsabilidade é dele, pois ele parou de aprender e evoluir, não investiu em nenhum curso diferenciado, leitura de livros, workshops, encontros de networking e negócios, não fez Coaching, não aprendeu sobre tecnologias, softwares ou informática. Ele estagnou e só aprendeu o que a empresa obrigou! Existem milhares de casos assim no Brasil. Investir em conhecimento deve ser a prioridade do ser humano para a vida inteira. Do contrário, poderá ficar ultrapassado e ninguém é insubstituível.

4. Gastar tudo ou mais do que ganha. O Joaquim, antigo Diretor de Operações do item anterior é interessante para esclarecer esse tópico. Já pensou se ele tivesse guardado 20% de tudo o que ele rendeu desde o primeiro salário, dos 20 até os 50 anos de idade? Aplicados com 1,3% ao mês e 14% ao ano? Ele teria um montante de capital aproximado de R$ 672.000,00. Ele recebeu mais R$ 350.000,00 da empresa quando foi demitido, lembra? Somando os dois ele teria R$ 1.022.000,00 acumulados. Numa previdência privada, por exemplo, esse montante aplicado geraria mais de R$ 14.500,00 mensais (vitalícios). Sem contar que o casal com mais 50 anos pode trabalhar com muita saúde e disposição no Marketing Multinível, por exemplo, com baixo risco e horários flexíveis, gerando ainda mais renda. Se não quiserem trabalhar, tudo bem. Podem viajar em cruzeiros todos os anos com essa renda vitalícia e se matricular no curso de Dança de Salão mais próximo, curtindo a melhor idade. No lugar disso, eles têm um apartamento grande que ninguém quer comprar e um carro que gera um custo fixo mensal de R$ 1.000,00, além de um monte de dívidas e doenças cardíacas de tanta preocupação. Reserve pelo menos 20% de todos os seus rendimentos e aplique corretamente. Mas nunca lhe sobra dinheiro, correto? Exatamente, o dinheiro nunca vai sobrar. Primeiro você deve reservar os 20% e adequar o estilo de vida com os 80%. Corte a TV a cabo, corte o excesso de restaurante, diminua a prestação carro, dê o seu jeito. Faça o que for necessário para priorizar a reserva financeira e investir, saindo de um modelo mental consumista e migrando para um modelo mental próspero.

Você pode escolher entre a escassez e a abundância. A escassez é mais fácil com escolhas cômodas, mais rápidas e confortáveis. A abundância exige a mentalidade e comportamento prósperos. Quem pensa de maneira próspera eleva o nível de perícia e conhecimento para aumentar os ganhos financeiros, faz escolhas inteligentes de consumo que geram recompensa e não desperdício, aprende continuamente sobre fundos de investimentos, negócios, bolsa de valores e seguros. A melhor maneira de se preparar para mudanças é mudar.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/4-comportamentos-que-limitam-a-sua-prosperidade

Lucrando com a crise

Muito se fala sobre maneiras de lucrar com a crise econômica de nosso país, mas será que esta é a maneira mais sábia de agir?

É da natureza humana querer sempre mais e encontrar maneiras inteligentes de lucrar preenchendo um vazio onde antes existia uma necessidade, e isto não é algo negativo, pelo contrário, é evidente os inúmeros benefícios que o dinheiro pode trazer para o individuo ou para a população, dito isto não venho criticar aqueles que estão encontrando maneiras de se sustentar durante um episódio caótico que se aproxima do presente mas sim comentar sobre uma atitude que ocorre e que pode gerar consequências extremamente negativas em qualquer período de crise.

Existe um ditado que diz: “Enquanto uns choram, outros vendem lenços”. Para muitos uma filosofia de vida, são aqueles que aproveitaram a oportunidade para subir os preços do que já estava com a venda garantida, ou então aqueles que começaram a utilizar o medo da situação para o marketing de seu negocio, existem ainda aqueles que anseiam para que tudo fique pior operando vendido no mercado financeiro. É necessário empatia em períodos de crise, pois muito dos esforços de quem tenta constantemente lucrar com quem tenta apenas sobreviver poderia estar sendo utilizado de forma construtiva para sanar os problemas do pais o mais rápido possível.

Torcer para o desastre é uma atitude extremamente negativa, neste momento é importante pensar na preservação do seu capital ao invés do lucro, e em ajudar utilizando seu tempo e dedicando esforços para elaboração de soluções e formas de amparar o próximo isto é uma maneira inteligente e muito eficiente de contribuir com a sua comunidade e consequentemente com o seu país. Não podemos pensar em lucrar daqueles que só querem sobreviver, precisamos agir de forma sensata, sábia e inteligente.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/lucrando-com-a-crise

Como fazer com que elefantes namorem formiguinhas

Os desafios no engajamento entre grandes empresas e startups: quais dificuldades devem ser superadas para que esse casamento prospere e, melhor, traga bons negócios?

Engajar nossa indústria com startups é mesmo a saída? Cada vez mais ouve-se que sim: que as startups são a melhor maneira que temos para construir um mundo melhor. Sendo assim, as corporações deveriam olhar para isso como um movimento estratégico para se tornarem mais inovadoras e terem acesso a tecnologias de vanguarda. No entanto, não é nada fácil fazer com que estes casamentos prosperem.

Por que? Quais são hoje os principais desafios no engajamento entre grandes empresas e startups? Disciplinas novas requerem erros e acertos. Aprendemos muito em uma centena de projetos realizados nos últimos 15 anos no Brasil e podemos dizer que os principais desafios são:

Falta de um direcionamento estratégico – não há, na maioria das corporações, um modelo de gestão ou mental orientado à Inovação Aberta: esquecem-se de derrubar os muros, abrir as portas e passar a considerar, de verdade, as startups como parceiras estratégicas e efetivas para a inovação. As corporações, para se engajarem, têm que flexibilizar eventuais regras e isto não é nada fácil na era do compliance. A dica aqui é definir previamente e, com a máxima clareza, os focos estratégicos de inovação da companhia e quais deles serão alcançados com startups. Além disso, superar com energia as eventuais barreiras;

Como encontrar os parceiros ideais? O cenário do empreendedorismo de startups no Brasil é multifacetado e dinâmico. É um grande desafio identificar os parceiros certos para as necessidades específicas das empresas nesse mar de alternativas. É preciso ter um conhecimento avançado do ecossistema – uma espécie de inteligência de mercado – e validar cada passo no processo de seleção. Uma das formas mais efetivas de obter esse resultado é por meio do matchmaking, quando startups, investidores, especialistas de mercado, profissionais de grandes empresas e executivos de alta gestão têm interesses correspondentes. Sendo assim, as corporações não devem avançar em inovação aberta sem antes definir os critérios e requisitos que vão orientar a seleção das startups mais adequadas para as suas necessidades;

Como garantir o engajamento dos colaboradores e outros agentes internos? Não basta encontrar o parceiro ideal. É preciso avançar na integração entre os processos da empresa e os das startups, superar as barreiras tecnológicas, de conexão com sistemas legados – por exemplo, as travas culturais, como o “not invented here” -, e outros mil motivos aparentemente razoáveis – só aparentemente. Para isso, é preciso investir na gestão da mudança e na construção de uma cultura mais adaptável e propícia à inovação. Uma verdadeira cruzada na direção do engajamento dos colaboradores de ambas as partes. Eles terão que aprender a identificar, gerenciar e superar a resistência a mudanças. Primeiro em si mesmos e depois nas equipes e nos pares;

Como assegurar o avanço efetivo dos trabalhos na direção desejada? O “casamento” requer uma gestão baseada nos preceitos do PMO (Project Management Office), ou seja, como se trataria qualquer projeto complexo na empresa. Metodologias ágeis de gestão de projetos, como Scrum e Lean, serão essenciais para que se encontre uma linguagem comum de controle e divisão dos trabalhos entre startups e equipes internas da corporação.

 07Nesta etapa do casamento, o caráter dos trabalhos deve assumir configuração de desenvolvimento experimental – A implementação das soluções e serviços específicos das startups deve ser feita numa perspectiva inicial de tolerância ao erro e de aprendizado, eventualmente, de forma isolada da operação principal, e de modo a viabilizar a adequação dos elementos tecnológicos às necessidades específicas do relacionamento.

É, portanto, um processo crítico, que deve ser gerido de forma efetiva, para garantir o alcance dos resultados esperados. Uma das etapas-chave é, por exemplo, o desenvolvimento de um MVP (Minimum Viable Product), uma prototipação rápida. A implementação desses passos experimentais e iniciativas-piloto gerará informações necessárias para a validação das proposições (eventualmente com a geração de business cases) ou possível correção e adequação, quando necessário.

Sua empresa está pronta para o desafio? Há muitas e excelentes oportunidades em volta dela que, certamente, estarão alinhadas aos seus objetivos. O resultado pode ser excepcional.

Valter Pieracciani é empresário, escritor e sócio-diretor da Pieracciani Desenvolvimento de Empresas – Consultoria em Inovação

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-fazer-com-que-elefantes-namorem-formiguinhas/123472/

É possível desenvolver uma gestão colaborativa em empresa de TI?

O modelo de gestão colaborativa oferece crescimento de conhecimentos e experiências profissionais, uma realidade pouco usual.

Alternativas e novos formatos que visam melhorias para as pessoas que trabalham em uma empresa e, consequentemente, para a empresa, estão constantemente nos planos da Área de Pessoas e das lideranças. Após experiências profissionais e muita pesquisa, conheci o formato de gestão colaborativa, que inspirou desde o início a minha empresa, pelo manifesto de metodologias ágeis na produção de software, área que sempre atuei e que montei uma empresa.

Desde que nasceu a ideia de montar uma empresa na área de desenvolvimento de software, eu e meus sócios sempre tivemos como meta principal influenciar de forma positiva o mercado de tecnologia. Cada um de nós já fazíamos isso nos ambientes técnicos que trabalhávamos, mas faltava algo: construir uma empresa com base nos valores e princípios que sempre entendemos como novas formas de trabalho e liderança no século XXI. E na nossa opinião ter uma organização hierárquica (ou não tê-la efetivamente) é o que mais precisava ser mudado e estar mais adequado ao perfil da nova geração de pessoas que trabalham com tecnologia das gerações Y, Z e demais gerações que um dia estarão no mercado de trabalho.

Sendo assim, encontramos no modelo de Gestão Colaborativa a melhor forma para estimular a autonomia, incentivar a colaboração entre as pessoas e ter transparência nas relações. Ao pé da letra, é o tipo de gestão onde não tem chefe, mas sim uma equipe em sinergia, em que cada um sabe exatamente quais são suas responsabilidades, sem a necessidade de ter alguém as cobrando ou monitorando o que estão fazendo. O ponto chave é fazer com que as pessoas tenham senso de responsabilidade e realizem suas atividades com propriedade, para adquirir consciência de sua relevância e impacto no ambiente e nos projetos que atuam.

Assim também temos menos processos burocráticos e menos disputas de poder, as ações acontecem de maneira mais rápida e orgânica e as pessoas se sentem (e são) parte das soluções, criando um ambiente mais agradável e justo para todos, onde vivências e experiências são mais relevantes que cargos.

Essa cultura pode ser notada já na etapa de recrutamento, quando trazemos pessoas alinhadas com a nossa cultura de trabalho, dispostas a evoluir e aperfeiçoar nosso ambiente. E claro que há dificuldades, desde a chegada de novas pessoas na equipe até a adaptação a um novo formato de trabalho, com mais autonomia, por isso o processo de integração e os esforços para transmitir a filosofia adotada durante o processo na entrada de uma nova pessoa são essenciais.

O modelo de gestão colaborativa não é comum no mundo corporativo, por isso as pessoas inicialmente têm dificuldade para lidar com a liberdade e a responsabilidade das suas ações. Somos ensinados a obedecer a alguém no ambiente profissional, e nós buscamos o oposto: sai de cena o discurso do “meu chefe que mandou” e vigora a ideia de que “se eu me comprometi, eu vou fazer, pois impacta diretamente todo o meu time”.

Para pessoas que trabalham em empresas que adotam esse modelo sempre surge a pergunta: se não tenho “chefe”, como meu trabalho será reconhecido e como terei aumento de salário ou promoção?

Trabalhamos de maneira simples: buscamos empoderar as pessoas para que elas consigam conversar com toda sua equipe. Um modelo que encontramos foi o de abrir dois períodos ao longo do ano para a proposta de aumento salarial. A pessoa apresenta suas entregas e argumentos para o time e propõe um valor que considera adequado. Depois disso, é feito um alinhamento com a Área de Pessoas para verificar os pedidos, que são avaliados junto a informações e a pessoa receber um posicionamento.

O modelo de gestão colaborativa oferece crescimento de conhecimentos e experiências profissionais, uma realidade pouco usual. Aliado a isso, buscamos compor um cenário de equilíbrio e ritmo sustentável, mesmo percebendo que existe uma corrida sem limites por mais aprendizados e vivência em projetos complexos e inovadores. Sim, isso é possível dentro de um ambiente colaborativo, mas existem pessoas que não conseguem enxergar, pois priorizam o reconhecimento somente por meio de status ou cargos. As pessoas não precisam pensar da mesma forma e a questão cultural é um fator relevante, afinal cada um tem o seu propósito de carreira e o direcionamento de como vai buscar os seus objetivos – e não há mal algum nisso.

Victor Hugo Germano é co-fundador da Lambda3, empresa de software sob medida especializada em desenvolvimento, mobile, DevOps e nuvem.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/e-possivel-desenvolver-uma-gestao-colaborativa-em-empresa-de-ti/123473/

Por que os pequenos negócios quebram?

Há três tipos de personalidades dentro de cada empresário que abre um negócio e que o atrito entre elas é o principal culpado para a falta de prosperidade

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Você sabia que, segundo o Sebrae, 98,5% das empresas no Brasil são micro e pequenos negócios? E segundo o IBGE, de cada 10 negócios abertos no Brasil, 6 fecham antes de completar 5 anos? Pasmem, nos Estados Unidos, esse dado é ainda mais negativo, pois lá, 80% das empresas fecham antes de cinco anos de atividade.

Dados preocupantes e que muito têm a ver com as três personalidades que existem dentro de cada dono de um pequeno negócio. Um estudo da E-Myth Worldwide, publicado no livro O Mito Empreendedor, de Michael Gerber, chegou à conclusão que, uma das principais razões para que a maioria das empresas fecharem as portas, é a briga entre as personalidades existentes dentro do próprio dono do negócio.

Segundo Gerber, há três tipos de personalidades dentro de cada empresário que abre um negócio e que o atrito entre elas é o principal culpado para a falta de prosperidade. São elas:

1) Técnico: é aquele que sabe colocar a mão na massa, gosta de fazer, representa 70% do perfil do empreendedor novato. Caracteriza-se por viver o presente, desconfia de ideias ambiciosas, é focado na realização e, por isso, acha que ninguém realiza uma tarefa tão bem como ele. Desta forma, defende a bandeira: “Se quer bem feito, faça você mesmo”. Um erro muito comum do técnico é pensar, quando empregado, que vai abrir um negócio e continuar fazendo a mesma coisa, ganhando mais e com maior liberdade por não ter patrão.

2) Administrador: é o perfil pragmático, que adora planejar. Vive o passado, afinal, aprende com os erros para se organizar melhor a cada dia. É daquele tipo que primeiro precisa conhecer a casa para só depois pensar em morar nela. Geralmente representa 20% do perfil de empreendedores. Sua bandeira é: “Se ele não planejar as coisas, nada de bom vai acontecer”.

3) Empreendedor: é o perfil sonhador, aquele visionário catalisador da mudança e representa 10% do perfil empresarial. Caracteriza-se pela criatividade e sempre chega com ideias para inovar o negócio, quer transformar continuamente sonho em realidade. Vive no futuro, do tipo que termina de construir a casa e já pensa na próxima. Sua bandeira é: “Se não for ele, ninguém cria nada”. Perfil empreendedor: Conheça com a Tray as características necessárias Patrocinado 

Agora imagine o encontro dessas três pessoas na empresa: o perfil empreendedor já chega falando que tem uma brilhante ideia. O administrador então retruca: Ah, não, nem terminei de planejar a primeira ideia e você já aparece com outra, pode esperar para nos organizarmos direito. E enquanto os dois estão discutindo o técnico aproveita para sair de fininho e já começa a colocar a mão na massa.

E essa guerra mental e cotidiana na cabeça do empresário costuma ser fatal para o desenvolvimento do negócio. E sabe o que é o mais agravante? Quando ele percebe que não está dando conta e decide contratar alguém para ajudar, é comum escolher uma pessoa com o mesmo perfil do seu, afinal, uma personalidade semelhante à sua irá agradá-lo e o problema tende a persistir.

Então a dica para evitar este ciclo negativo é ter a consciência de que o pequeno empresário que deseja crescer vai precisar dos 3 perfis. Mas cabe a ele reconhecer o seu perfil mais saliente e valorizar e dar espaço para as outras 2 personalidades atuarem dentro de cada decisão, ou encontrar pessoas com perfis complementares, podendo ser um funcionário ou até um sócio.

É importante lembrar que grande é aquele que reconhece a grandeza do outro, ou seja, identificar, relevar e valorizar o perfil do outro e, a partir daí, trabalhar em harmonia para o bem do próprio negócio.

Além disso, é preciso saber treinar adequadamente as pessoas ao seu redor para poder delegar, pois, se a empresa depende de você para tudo, na verdade você estará atuando mais como empregado do que empresário.

Erik Penna — Palestrante de vendas e motivação, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10”, “21 soluções para potencializar seu negócio”, “Atendimento Mágico – Como Encantar e Surpreender Clientes” e “O Dom de Motivar na Arte de Educar”. Saiba mais sobre motivação e vendas em: www.erikpenna.com.br

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/por-que-os-pequenos-negocios-quebram/123500/

Bitcoin: a Serra Pelada das moedas digitais

A polarização quanto a “ser um bom negócio”, “ser uma moeda” ou “ser um ativo”, tem chegado as arraias do debate às vezes até desrespeitoso

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A disparada de preço de determinado “ativo” gera uma corrida pelo lucro rápido, fácil. Ficar rico sem trabalhar é algo que faz sentido no subconsciente humano. E aí as pessoas pagam o equivalente a um apartamento por alguma coisa inútil (como 1 Bitcoin, que não serve para nada).

O cenário brasileiro anda agitado com a valorização meteórica da mais famosa das cryptomoedas (bitcoin)! Até a Câmara dos Deputados está perdida e correndo contra o tempo para tentar regulamentar o uso de moedas digitais, devido ao teor das discussões da audiência pública que ocorreu no dia 19 de dezembro de 2017.

Os debates nas redes sociais não são menos acalorados, muitas vezes beirando a revolta, tanto dos que apoiam quanto dos que a odeiam. A polarização quanto a “ser um bom negócio”, “ser uma moeda” ou “ser um ativo”, tem chegado as arraias do debate às vezes até desrespeitoso. Os “early adopters” xingam qualquer um que critique a moeda: retrógrado, atrasado ou defensor do status quo dos bancos.

Do outro lado, economistas e analistas (alguns de peso, outros nem tanto!), fundamentam seus temores e alertas. Buscam suas análises em fatos históricos e cíclicos da economia mundial, na maioria as vezes sem sucesso! Não que seus fundamentos sejam inválidos: a multidão de “crentes” nas cryptomoedas simplesmente nega, em trocadilho gramatical, “o outro lado da moeda”, literalmente.

Entre discussões e debates, venho tentando formar uma opinião sobre as cryptomoeda. E sobre elas, de forma geral, já cheguei às minhas conclusões. Eu não acredito em bolhas… mas que elas existem, existem! Tulipomania é a mais famosa delas, mas tantas outras já se mostraram arrasadoras em mercados muito estruturados. Um detalhe: não é porque um investidor de credibilidade e peso adere ao ativo, que isso torna o ativo seguro, capisce?

Mas com relação ao bitcoin, especificamente, ainda tenho buscado entender alguns movimentos de mercado para formar meu convencimento. Portanto, esse momento em que escrevo essas linhas, acredito que o que deixarei aqui é o que tenho até agora. Certamente, com toda essa dinâmica que vemos, isso vai mudar! Em suma: é apenas mais um ativo, no caso digital, para investimentos.

Dinheiro e moeda, certamente, não o é. E isso não tem relação alguma com defesa aos bancos ou a conservadorismo. Isso é lógica pura (a qual tem faltado muitas vezes nos debates sociais) sobre a forma em que o dinheiro (efetivo) circula em função da aquisição e venda da moeda digital. Não é porque os cryptopunkers disseram que isso é uma desmonetização do dinheiro que isso é uma desmonetização.

Aliás, chamá-la cryptomoeda a mim parece muito mais uma bela sacada de marketing, estruturada em um fantástico storytelling da “lenda do seu criador anônimo”, do que efetivamente um meio monetário. Prefiro o termo “ativo digital fantástico” (porque realmente é!), que atende nesse momento minhas conclusões e evidências sobre essa nova onda.

A bitcoin, bem como as demais cryptomoedas, padece de um dos maiores problemas do mundo moderno: falta de liquidez! Dinheiro que é dinheiro, está disponível de imediato, na mão ou virtualmente, para adquirir bens e serviços. E essa é uma das maiores barreiras que as moedas digitais (atualmente!) sofrem. Sim, sim, eu sei que isso é fácil de resolver… mas enquanto não for resolvido, é um limitador.

Some-se a isso os custos de transação. Certamente nem todo mundo (ou quase ninguém!) entende como funciona a famosa “mineração” das moedas. E a grande sacada delas está nesse processo. Certamente, por essa razão chamei este post de “Serra Pelada” das moedas digitais. Vemos um batalhão de pessoas buscando ganhar dinheiro com o “ouro digital” que brota das CPU e GPUs mundo afora, em uma busca insana pela “pepita” (bloco de dados) mais pesada e mais brilhante, e que pague mais!

Não me diga que você não sabia que os mineradores podem escolher quais “blocos” minerar, em função dos melhores pagamentos? Essa é uma das razões pelas quais algumas transações entre carteiras demoram horas… e outras alguns minutos! A coisa não é tão democrática assim…

Atrele a isso tudo que o algoritmo criado pelo lendário desenvolvedor da moeda, vive alardeando que em dois mil e alguma coisa, será minerado o ultimo bitcoin… praticamente uma mina de “ouro” que, com o tempo, se esgotará, e todo o “produto” que foi minerado ficará circulando no mundo em uma quantidade estável, porém com uma cotação totalmente instável. E que venham as especulações!

 

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Assim, vemos pessoas nos mais recônditos cantos do mundo investindo em placas de processamento, hardware, usinas de energia portáteis, hipoteca da casa, empréstimos em bancos (tradicionais!) para viabilizar a tão sonhada mineração! Se pensarmos bem, em nada difere dos mineiros que, buscando o enriquecimento, largaram famílias país afora para ir viver em condições precárias em Serra Pelada, em busca de uma vida melhor. Se alguma vez você ler a história do Tio Patinhas, vai ver que, antes dele ficar quaquilhonário, se endividou em bancos e perdeu diversas “minas de ouro” em razão dos empréstimos para adquirir os materiais de mineração…

As “fazendas de mineração” não tem tanto glamour como pensamos! A imagem que se tem é de uma central hiper resfriada, com controles e luzes piscando e todo aquele charme do Vale do Silício. Faça uma busca simples no Google e verá que esse romantismo é bem longe da realidade dos mineradores da vida real. Famílias estão ficando malucas com seus adolescentes que montam verdadeiras centrais em casa e consomem a energia do bairro todo.

Ainda temos o alarde mundial (que confesso não saber se é verdadeiro) que o consumo de energia está aumentando assustadoramente para as mineradoras, e que isso pode causar um colapso energético, ou coisa do tipo! Vejam, é o mesmo caos de um impacto ambiental de uma mineradora de ouro, não é? Uma perfeita Serra Pelada, com toda sua glória e suas mazelas!

Na prática, o que mudou foi o instrumento e o formato: ao invés de picareta, precisamos de um laptop e placas potentes de processamento; ao invés da terra e mercúrio, utilizamos energia elétrica aos “tubos” e cryptografia decodificada; no final, de uma tonalada de barro (blocos de dados para serem descryptografados), sai 1 biticoizinha… ou quando não, um centésimo de milésimo de uma bitcoin.

E esse é outro detalhe: moeda, em sentido estrito, é uma unidade de medida com referencial definido. Moeda digital fez com que “um inteiro”, fosse dividido aos milhares dos milhares, chegando ao ponto de uma pessoa adquirir ou receber 0,000001 de bitcoin, pode?

Entre essas e outras características, que as moedas digitais ainda possuem desafios grandes para serem socializadas e aceitas pelo mercado corrente. Sim, existe um lobby fortíssimo dos bancos e outros meios de pagamento para que isso tudo seja barrado. É sim um dos maiores impactos no sistema financeiro mundial. Porém, tais limitações ainda dificultam que o ativo seja facilmente transacionável por pessoas comuns. Fora as acusações de lavagem de dinheiro e os esquemas de pirâmide usando moedas digitais.

Como tudo nesse mundo capitalista em que vivemos, quem tem dinheiro, tecnologia e conhecimento, pode operar facilmente com moedas digitais, pagando com cartão de credito, ou transferências internacionais. Porém, traga isso ao mundo real, do dia a dia, da compra do pão na padaria aos quilos de carne no açougue… é quase que ressuscitar a URV… quem se lembra?

Sou um entusiasta dessas inovações e acredito fortemente que o blockchain, que é a tecnologia que permite essa corrida do ouro, veio para ficar. Mas confesso que essa euforia com a bitcoin é mais um modismo digital. Veja-se os choques anafiláticos que pessoas tem sofrido mundo afora quando a moedinha dá um sustinho e cai uns 90% em meia hora… Imagina!

Costumo dizer que bitcoin é para os fortes… de bolso! Se você tem dinheiro para perder e não vai passar necessidades, invista! Ainda dá para ganhar um bom dinheiro… e para perder um tanto bom também. Contudo, dinheiro e moeda não estão nem perto do que é um bitcoin, uma grande sacada de ativo digital dos tempos modernos. E por fim: quer saber quando uma bolha está chegando ao seu limite ou querendo estourar? Preste atenção aos movimentos de “liquidez” de grandes investidores no ativo… se começarem a vender, tem coisa por ai!

Vinicius Carneiro Maximiliano — Advogado corporativo e gestor contábil. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV e especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, atuou como advogado de Propriedade Intelectual no Brasil para a Motion Picture Association (MPA), Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADEPI) e também para a União Brasileira de Video (UBV). Em seguida, foi gestor de projetos especiais na Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) – e Business Software Alliance (BSA). Nomeado pela OAB/SP para a Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa. É diretor executivo da Etecon Contabilidade, escritório especializado em questões fiscais e contábeis para empresas tradicionais e da nova economia digital. Autor do livro “Dinheiro na Multidão” – Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional”, obra em que analisa o mercado de financiamento coletivo no Brasil e as questões fiscais e burocráticas que podem impactar esse segmento de mercado.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/bitcoin-a-serra-pelada-das-moedas-digitais/122856/

6 erros em sites que afastam os clientes

Saiba como solucionar os principais deslizes que podem atrapalhar a experiência dos usuários na web

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Cerca de 74% dos consumidores fazem pesquisas online antes de realizar uma compra ou contratar um serviço, segundo dados da TNS. É indiscutível que ter um site é essencial para que uma empresa ou profissional liberal ganhe mais visibilidade na internet e, assim, conquiste um maior número de clientes. Porém, existem algumas dicas que precisam ser levadas em consideração na hora da criação e gestão da página, tanto para transmitir confiança e credibilidade ao negócio, como para proporcionar uma boa experiência ao usuário, fazendo com que ele continue em seu site.

A Alboom, plataforma que possibilita a criação de sites profissionais de forma mais prática, intuitiva e acessível, listou os seis principais erros em sites que podem espantar clientes e deu dicas de como solucionar esses problemas.

Erro 1: Não atualizar o site com frequência

É muito importante manter sua página sempre atualizada, com informações relevantes de mercado, lançamentos, promoções e, principalmente, últimos trabalhos realizados. Um site atualizado transmite mais credibilidade ao negócio, além de impulsionar o posicionamento do site em mecanismos de buscas, como o Google por exemplo.

Com a plataforma de criação de sites da Alboom, é possível gerenciar o conteúdo sozinho, sem a necessidade de um programador ou designer. Além disso, as alterações podem ser feitas tanto por desktop quanto pelo celular, o que facilita a atualização.

Erro 2: Não se preocupar com o layout

O site é o cartão de visitas da empresa ou profissional. Por isso, é importante que o layout passe confiança ao usuário. Tenha o cuidado com a curadoria das informações, como imagens, vídeos e textos. Além disso, tenha em mãos seu logotipo para que a identidade seja desenhada de forma única em seu site.

Erro 3: Imagens ruins ou sem resolução

As imagens também possuem papel importante no desenvolvimento de sites, principalmente para profissionais criativos – como fotógrafos, designers, decoradores e arquitetos, por exemplo. Por isso, é essencial preocupar-se com resolução e dimensão das fotos utilizadas. Na ferramenta da Alboom, os sites possuem hospedagem na nuvem e capacidade para armazenar milhares de fotos e vídeos em alta resolução.

Erro 4: Navegabilidade ruim

Páginas que demoram muito a carregar podem fazer com que o visitante desista do acesso – 40% dos internautas abandonam sites que levam mais de 3 segundos para carregar, de acordo com pesquisa da Kissmetrics. Por isso, pensar na navegabilidade e na velocidade de carregamento é essencial para manter as pessoas na página.

Erro 5: Design não-responsivo

Atualmente, de acordo com dados da FGV, o Brasil possui 280 milhões de dispositivos móveis conectáveis à internet. Nos sites criados na Alboom, cerca de 70% dos acessos são de navegações mobile. Por isso, ao programar um site, também é necessário pensar na usabilidade da página em todos os dispositivos – desktop, smartphones e tablets. Não ter um site responsivo faz com que a página fique desconfigurada na tela, prejudicando a experiência do usuário e podendo até afastá-lo da sua página.

Erro 6: Não fornecer seus contatos no site

Ao criar uma página na internet, é necessário também fornecer ao usuário uma forma de entrar em contato com você – para tirar dúvidas, fazer sugestões e, principalmente, adquirir o serviço que você oferece. Coloque um formulário de contato e/ou informações como e-mail e telefone, de preferência em uma área de fácil acesso do site. Se o internauta tiver que procurar muito para adquirir esses dados, ele pode perder o interesse.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/6-erros-em-sites-que-afastam-os-clientes/122870/