Os 4 fundamentos para aprender qualquer coisa

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Tenho estudado métodos de aprendizagem enquanto tento adquirir novas habilidades… e adoro aprender coisas novas. Mas ainda enfrento alguns problemas recorrentes.

1. Ficar sobrecarregado. Quanto mais você aprende, mais percebe que há muito para aprender. O iniciante não sabe o quanto terá de estudar, mas assim que começa a explorar, encontra novas cavernas, e elas são imensas. Quando se explora essas cavernas, outras maiores são encontradas. Isso pode sobrecarregar qualquer um, e muitas pessoas eventualmente desistem por conta desse sentimento.

2. O insucesso dá uma sensação ruim. Se você quer aprender a jogar xadrez, irá perder bastante de início. Depois você vai melhorar e continuará perdendo. Na verdade, não importa o quão bom você fique, você continuará perdendo várias vezes. Isso acontece não apenas com jogos, mas também quando você aprende outras línguas, habilidades físicas, assuntos acadêmicos — você vai errar muito. Há maneiras de garantir que os erros sejam raros, mas assim não é possível aprender muito.

3. Às vezes parece que você só está enxugando gelo. Em um mundo ideal, as pessoas aprenderiam em um ritmo vertiginoso, baixando novas habilidades e conhecimentos no cérebro como no filme Matrix. Infelizmente não funciona desse jeito. Você precisa ler e ler, praticar e praticar, e na maior parte das vezes você sequer tem uma melhora perceptível. Outras pessoas parecem aprender a uma velocidade dobrada! Às vezes parece que você não está aprendendo nada. Isso pode ser desencorajador.

4. Sempre há uma forte sensação de incerteza. Humanos em geral não gostam da sensação de incerteza. Nós a evitamos, sentimos medo, raiva ou frustração diante dela. Mas quando você tenta aprender uma nova habilidade, quase tudo é incerteza. Você esquece as coisas constantemente, não compreende nada ou, quando pensa que entendeu, tenta pôr em prática e percebe que não entendeu nada. Esse sentimento de incerteza leva muitas pessoas a desistirem.

Certo, todos nós queremos aprender novas habilidades — idiomas, programação, habilidades físicas, história, matemática, escrita, jogos, tantas coisas. Mas temos que lidar com esses quatro problemas.

Vamos cuidar deles. Veja abaixo quatro fundamentos para superar esses quatro problemas para que você possa aprender qualquer coisa.

Primeiro fundamento: foco mínimo

Sim, é verdade: existe um vasto montante de coisas novas para aprender, e é fácil ficar sobrecarregado. Mas essa verdade se estende para a própria vida — há tanto para ver e fazer, e nonguém jamais poderá fazer tudo. Podemos apenas dar um passo de cada vez.

Portanto não precisamos focar nas inúmeras cavernas que precisam ser exploradas… mas apenas naquelas que estão diante de nós.

Que pequena área você pode estudar nesse exato momento? O que pode ser conquistado de imediato?

Ignore o vasto território desconhecido por enquanto, se desligue do resto do mundo e esteja apenas em um lugar. Estude apenas aquilo. Um pequeno passo por vez, alguns passos a cada dia e conseguiremos explorar muito ao longo do tempo.

Segundo fundamento: vire os erros de cabeça para baixo

Você já viu o vídeo da Inteligência Artificial Deepmind aprendendo a andar? O que mais impressiona é que tudo foi feito por meio da tentativa e erro. Cada erro foi uma lição.

Na verdade é algo bem similar ao nosso próprio aprendizado. Não sabemos que nosso conhecimento é errado até testarmos e percebermos como funciona. Não podemos aprender nada até que muitos erros sejam cometidos no processo.

Até para aprender a andar é assim… cambaleando, caindo, até que pegamos o jeito. É desse jeito que aprendemos a falar, comer com uma colher, etc. É certo que nesses casos temos o benefício de ver alguém fazendo da maneira correta, mas precisamos tentar e errar muito até aprender.

Infelizmente, a partir de certo ponto, começamos a temer o erro, mas esse medo só serve para atrasar. Erros são o processo de aprendizado em si. Cada derrota no xadrez, cada erro quando estamos aprendendo a dar um salto para trás são lições.

Portanto, ao invés de olhar para o erro como algo ruim, vire-o de ponta cabeça. Erros são lições, oportunidades para melhorar, um velho e sábio professor nos dizendo onde devemos focar nossos esforços para aprender.

Quando você errar, sorria e agradeça pela lição.

Terceiro fundamento: sinta prazer no processo

É duro quando percebemos que não estamos fazendo nenhum progresso ou que as coisas estão se movendo com lentidão. Queremos chegar ao nível máximo (ou ao menos ser um “iniciante avançado”) o mais rápido possível, e quando a demora é cinco vezes maior do que esperamos, sentimos frustração.

A resposta é esquecer o andamento do progresso e sentir prazer no processo de aprendizado.

É como ir a uma caminhada e ter os olhos fixos na beleza do destino final… mas é uma longa jornada e você fica frustrado pela demora. Em vez disso, foque na jornada em si é uma maneira melhor de viajar. Aproveite a paisagem, o esforço, a beleza de cada passo.

Quando aprendemos, em vez de focar em onde queremos estar, podemos aproveitar o momento do estudo. Podemos ser gratos por estarmos onde estamos, por termos a oportunidade de aprender. Podemos aproveitar os erros e progressos que experimentamos até então.

Sempre que você começar a querer que as coisas fossem mais rápidas, é um sinal de que você precisa focar onde está agora.

Quarto fundamento: aprenda a saborear as incertezas

Acredito que a incerteza em aprender algo novo, em estar em um território desconhecido, provavelmente é o mais difícil. Não gostamos dessa incerteza e normalmente nos afastamos dela.

Com a prática consciente, podemos mudar nossos sentimentos acerca dessa incerteza. Podemos começar a encontrar alegria nesse lugar desconhecido, em não estar no completo controle das coisas, de não ter um chão sólido sob nossos pés. Pode parecer estranho, mas é possível.

Vejamos alguns exemplos:

Você está aprendendo a jogar Go e já planeja as primeiras partidas. Perde e continua perdendo, não tem ideia do próximo movimento, você tem receio de que cada pedra colocada é um grande erro. É uma situação de incerteza. Você é capaz de aproveitar esse processo de tentar algo sem saber o resultado? Você é curioso sobre o que irá acontecer após o próximo movimento? Veja isso como uma oportunidade para experimentação, exploração e diversão.

Quando você está aprendendo um novo idioma, você pode ter um profundo receio de falar por não saber se está fazendo isso certo. Mas se você não falar, nunca irá aprender. Ao invés de temer essa incerteza, mergulhe fundo e se passe por um tolo. É melhor ser um tolo que está aprendendo do que um frango que não aprende nada de novo. É como dançar com movimentos aleatórios no meio de uma multidão… apenas se divertir como um bobo. Você pode fazer o mesmo quando aprende um novo idioma — tente parecer um tolo, aproveite o território desconhecido.

Quando você está tentando aprender a tocar um instrumento musical, fica preso na certeza das músicas já aprendidas nas partituras, porque é fácil seguir instruções escritas. Mas você não aprende de fato até afastar a partitura e tentar tocar sozinho. E você realmente aprende quando tenta praticar sem seguir instruções escritas por outrem — apenas tocando sua própria música, fraseando e improvisando. Claro que muito mais incerteza, e provavelmente irá ficar uma droga. Mas e daí? Divirta-se e crie coisas. Deleite-se nesse espaço de criação e incerteza.

Portanto, a incerteza pode ser aproveitada se pensarmos nela como uma prática — de criação, aprendizado, exploração, curiosidade, descoberta, experimentação, abertura e novidade. Isso se chama coragem.

Seja corajoso hoje, e coloque-se em um lugar de incertezas. E então deixe seu coração se encher com a liberdade do desconhecido e voar sem um plano.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/carreira/os-4-fundamentos-para-aprender-qualquer-coisa/106179/

Sua equipe não precisa de mais metas

Eu acredito demais que a meta, por si só, não é o motivo que faz alguém se engajar para obter os resultados esperados

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Metas são muito importantes em nossas vidas, certo? Nas empresas não é diferente. Porém, tenho visto que há casos onde existem muitas metas e pouca causa, muitas metas e pouco propósito. Eu acredito demais que a meta, por si só, não é o motivo que faz alguém se engajar para obter os resultados esperados.

E esse é um problema que tenho percebido nas empresas. Muitos líderes são especialistas em calcular e definir as metas. Outros que são maravilhosos em comunicar essas metas; eles capricham no show pirotécnico, muito conteúdo motivacional e o go go go no final. Claro que não há nada de errado nisso, mas falta alguma coisa que na minha opinião é essencial.

Vejo poucos líderes se preocupando em conectar cada profissional de sua equipe com as metas necessárias para a empresa. Essa conexão acontece quando o profissional, ao receber a meta, encontra algum sentido pessoal em correr atrás para alcançar.

Existem profissionais que conseguem fazer isso sozinho e ao receberem a meta, já conectam o que eles irão ganhar se alcançarem aquela meta. O ganhar que eu estou falando não é o que já vem no pacote da divulgação feita pela empresa como premiações, bônus etc. É o que ele vai fazer com isso que realmente importa. O que tenho percebido é que quando o profissional consegue dar um significado pessoal ao alcance de uma meta da empresa, ele passa a tratar aquele meta como sendo dele, pois ele vai ganhar algo importante caso consiga entregar o resultado.

Mas, há também os profissionais que não irão conseguir fazer essa conexão sozinhos e por isso mesmo precisam do seu líder para ajudá-los. Essa ajuda passa principalmente por 3 pontos.

CAUSA: A razão pela qual aquele profissional deve se engajar e correr atrás da meta. O foco aqui deve ser no ganho dele, não no da empresa. Por qual motivo ele vai se comprometer? Quanto mais pessoal, mais forte é esse motivo.

PROPÓSITO: A intenção, o objetivo que se quer alcançar ao corre atrás da meta. E lembrando mais uma vez, não pode ser a meta em sí o propósito, deve haver algo maior. Qual o objetivo de correr e me comprometer para entregar os resultados.

VISÃO DE FUTURO: O que eu quero mudar em vida e que entregando os resultados eu posso realizar ou aumentam as minhas chances de realizar? Qual o cenário que eu vejo caso entregue o resultado? O que vai mudar?

Metas com CAUSA, PROPÓSITO e VISÃO DE FUTURO aumentam e muito as chances do engajamento do profissional para a entrega do resultado, pois ajudam a dar um significado ao seu trabalho e a seus esforços para o alcance da meta. Um significado pessoal, é claro!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/sua-equipe-nao-precisa-de-mais-metas/106175/

10 dicas para organizar finanças pessoais

Ao contrário do que pode parecer, a estabilidade financeira depende de ações relativamente simples – basicamente de planejamento e disciplina

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A organização das finanças pessoais representa um ponto fundamental na vida de todos nós. Dificuldades financeiras afetam diretamente o aspecto emocional e a produtividade no trabalho, além de acarretar instabilidade no ambiente familiar. Muitos acreditam que basta ter dinheiro para que todos os problemas se resolvam. Na verdade, isso é consequência, não causa.

Ao contrário do que pode parecer, a estabilidade financeira depende de ações relativamente simples – basicamente de planejamento e disciplina. Organizar as finanças representa o primeiro passo em direção à concretização de sonhos e projetos. A partir de iniciativas implementadas no dia-a-dia, qualquer pessoa pode obter equilíbrio financeiro e se transformar, em uma segunda etapa, em investidor. Eis algumas dicas:

1 – Dia do orçamento

Reserve um dia no mês para organizar a sua vida financeira. Monte uma planilha com despesas fixas, dívidas, pagamentos, gastos eventuais. Insira também todas as suas receitas, tais como salário, recebimento de aluguéis, ganhos eventuais etc. Monte seu orçamento mensal, adequando os gastos às receitas. O ideal é que sempre haja sobra de 10% a 20%.

2 – Defina prioridades

Caso o orçamento esteja em desequilíbrio – gastos maiores que as receitas –, o caminho é reduzir imediatamente as despesas. Defina prioridades e elimine o que não é essencial. Esse período de ajuste requer disciplina. Lembre-se que ele é necessário, porém transitório. Idas ao restaurante, passeios, viagens ou compras supérfluas podem esperar até que o equilíbrio financeiro seja retomado.

3 – Aprenda a usar o dinheiro

A maioria das pessoas se preocupa em aprender como ganhar dinheiro, mas não como usá-lo. Existe uma grande diferença entre as duas situações. Todos conhecem histórias de empresários que acumularam fortunas, mas que terminaram falidos. Nada melhor que aprender com os erros dos outros. Leia, estude, busque informação sobre finanças. Há diversos livros, revistas, jornais e sites que traduzem o “economês” para a linguagem do dia-a-dia.

4 – Estabeleça objetivos financeiros

Determine um valor, um prazo e um objetivo financeiro a ser atingido. Organize-se de forma a criar as condições para que a meta seja cumprida. Exemplo: comprar um carro no valor de R$ 30 mil, dentro de dois anos. Analise seu orçamento e veja como reorganizá-lo de forma a adquirir o automóvel no prazo estabelecido.

5 – Poupar sempre

Não há organização das finanças pessoais sem poupança. É a reserva de capital que permite que a pessoa enfrente situações emergenciais ou crises sazonais. Encare como compromisso a tarefa de guardar de 10% a 20% de sua receita mensal.

6 – Aprenda a investir

A partir de um determinado nível de organização das finanças, a pessoa dispõe de recursos para investimento. As contas estão em dia, não há dívidas pendentes e a meta de gastar menos do que ganha virou lei. Chegou a hora de fazer o dinheiro trabalhar para você. Busque investimentos de acordo com o seu perfil. Para isso, solicite a ajuda do seu gerente do banco, conte com o auxílio empresas especializadas em prestar esse tipo de assessoria ou se capacite para assumir a tarefa de cuidar dos próprios investimentos.

7 – Limite ao máximo o endividamento

Sempre que possível, opte por compras à vista. Controle a ânsia de consumo, junte recursos e adquira o produto ou serviço pagando de uma só vez. Isso aumenta o poder de barganha na hora da compra, permitindo descontos e outras vantagens (brindes, pontos extras em programas de fidelização etc). Use o financiamento apenas para situações específicas, como a compra de um imóvel.

8 – Fuja do crédito fácil (e caro)

Linhas de crédito como a do cheque especial e a dos cartões representam graves ameaças para qualquer planejamento financeiro. As taxas de juros são maiores e a pessoa é seduzida pela facilidade em contrair a dívida. Lembre-se que dinheiro fácil custa muito mais caro.

9 – Use a portabilidade

Quem tem contrato de financiamento ou empréstimo pode aproveitar as vantagens da portabilidade. Com ela, o devedor tem sua dívida “comprada” por outra instituição financeira, que lhe oferece condições de pagamento mais favoráveis. A pessoa troca a dívida cara por uma mais barata.

10 – Disciplina, antes de tudo

Nenhuma das dicas anteriores funcionará, se a pessoa não tiver disciplina para organizar as suas finanças. Seguir o planejamento traçado é fundamental. As tentações do consumo surgem a todo instante e é preciso se manter permanentemente focado no objetivo financeiro.

20 livros de Administração para baixar grátis

Confira lista de ebooks com bons conteúdos que podem ser acessados gratuitamente

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Para quem gosta de estudar, não falta opções livros na internet. De assuntos como formação do profissional de administração e liderança a marketing e gestão de pessoas, separamos alguns ebooks gratuitos com conteúdos relevantes para administradores:

Seu futuro em Administração
No livro, o autor Leandro Vieira demonstra como os profissionais de administração podem ser úteis para a sociedade ajudando a construir um país mais eficiente, eficaz e econômico. Leitura importante para refletir sobre o processo de formação e o próprio exercício da profissão de administrador.

10 ensinamentos para ser um líder de alta performance

Grandes profissionais, gestores e líderes compartilham suas experiências e percepções de como podemos nos tornar líderes mais eficientes e capazes.

Gestão pública empreendedora, por Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

A importância do planejamento financeiro para micro e pequenas empresas, de Juliana Cristina de Sousa.

A Profissionalização da Administração Pública, de Espartaco Madureira Coelho

Relacionamento com clientes: a evolução do marketing e a presença da tecnologia num ambiente de negócios B2B, de Fabio Zoppi Barrionuevo

Como Crescer Rápido: 5 Dicas para Escalar seu Negócio em um País Difícil
Mercados emergentes nem sempre são os mais propícios para um negócio crescer, mas os empreendedores neste eBook mostram que, com sonho grande e muito suor, a prosperidade vai do México à Turquia, dando um pulo no Brasil.

Como Construir e Executar seu Planejamento Estratégico
Planejar é estruturar o caminho entre o desejo e a ação. Livro mostra como direcionar recursos, dar velocidade e consistência às atividades do dia-a-dia e se permitir inovar, por meio da execução de um bom Planejamento Estratégico.

Liderança Inspiradora: Como Inovar na Gestão de Pessoas
Para se tornar um bom ambiente de trabalho, um negócio não precisa se ater a altos salários e benefícios, mas pensar no que é mais intangível: compartilhar sonhos, valores, cultivar relacionamentos e ter uma liderança inspiradora.

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Uma equipe de sucesso precisa de mais do que ser formada por pessoas competentes. A maneira que os colaboradores são agrupados, como se relacionam, onde dedicam sua atenção e como são geridos e liderados são alguns dos fatores que contribuem para a produtividade de um time.

Remuneração Variável: Como Recompensar seu Time pelo Resultado
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Afinal, que atitudes diferenciam um empreendedor de alto crescimento?

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Dicas para crescer seguindo um bom planejamento tributário – da escolha do regime de apuração até a emissão de notas fiscais e folhas de pagamento.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/20-livros-de-administracao-para-baixar-gratis/109547/

Gerenciamento de crise: a automação do atendimento

Considerando que as críticas, sugestões e quaisquer opiniões dos usuários podem ser vistas por todo mundo via mídias sociais, a internet mudou o relacionamento entre as empresas e o público

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Na era digital, em que as opções de compra e a quantidade de informação à disposição das pessoas são imensas, os clientes assumiram um grande poder diante das empresas na hora de adquirir um produto ou serviço. Hoje, deparamo-nos com consumidores infinitamente mais exigentes, com reclamações que já não se restringem ao balcão da loja ou a um simples telefonema.

Considerando que as críticas, sugestões e quaisquer opiniões dos usuários podem ser vistas por todo mundo via mídias sociais, a internet mudou o relacionamento entre as empresas e o público. A web permite que os clientes exponham as empresas, seja por motivos bons, seja por razões negativas.

As opiniões dos consumidores tomaram uma dimensão universal, podendo se transformar em graves crises graves para as organizações. Ou seja, se uma resposta ao cliente não for bem administrada, elas pode acabar se tornando uma ameaça séria à reputação e à credibilidade de uma marca.

Nesse contexto, é imprescindível que a empresa invista em uma central de atendimento ao cliente que seja realmente eficaz. Muitas vezes, os serviços de atendimento são lentos para dar uma resposta ao cliente, não dando retorno no prazo e com a qualidade exigida pelo consumidor. E, se essa reclamação for parar nos canais online, a empresa pode ter que enfrentar uma crise séria.

No mundo da conectividade e da velocidade da informação, a lentidão não é bem-vinda. Rapidez, presteza e eficácia são itens indispensáveis em um bom atendimento. Portanto, a palavra de ordem do atendimento nos dias atuais é: agilidade. E nada melhor do que a automação para tornar esse serviço mais ágil, já que, durante uma crise, a rapidez no retorno ao cliente é uma peça-chave para superar o momento difícil.

A verdade é que os clientes querem ser ouvidos, mas, mais do que isso, eles querem ter as suas dúvidas ou os seus problemas solucionados com uma resposta útil e dentro de um prazo justo. Você já reparou como pode ser difícil encontrar a seção de perguntas frequentes ou mesmo um e-mail para contato dentro de alguns sites? Se o cliente estiver com um problema em relação a uma marca e ainda encontrar dificuldades para se comunicar com a empresa, a crise pode se tornar cada vez maior.

Evolução do atendimento

Ao utilizar soluções como e-mail, chat ou até mesmo um sistema de autoatendimento, a empresa é capaz de proporcionar uma ótima experiência ao usuário. Isso porque, além de economizar tempo, o cliente não precisa gastar com ligações desnecessárias. E o trabalho dentro da empresa também é otimizado, já que o esforço dos atendentes pode ser alocado para tarefas mais complexas.

Lembre-se: durante uma crise, dar um retorno útil aos clientes e conseguir organizar o trabalho interno da empresa são o caminho para superar o problema. Portanto, no momento de dificuldade, a empresa precisa falar com o seu público como um todo, mostrando-se disponível sempre e não deixando dúvidas sobre a sua credibilidade.

As empresas que mais terão possibilidades de atender às exigências dos clientes são aquelas que podem automatizar os seus processos e integrar os dados. Esse tipo de solução permite reduzir processos e custos desnecessários, fornecendo informações relevantes e, principalmente, de uma forma rápida.

Gerenciamento da crise

Não basta apenas investir em soluções digitais para otimizar o atendimento ao cliente se você não investir, também, em uma boa gestão de todo o processo, especialmente nos momentos de crise. Nem sempre administrar uma central de atendimento é uma tarefa fácil, uma vez que é necessário lidar com dados de inúmeros clientes a fim de garantir uma prestação de serviço ágil.

Nesse sentido, o bom gerenciamento parte do envolvimento de toda a equipe de atendimento nas tarefas, permitindo que todo o negócio esteja preparado para enfrentar uma crise. O canal de atendimento deve ser definido pela empresa de acordo com o seu negócio, o perfil dos seus clientes e a sua estratégia, não abrindo mão da tecnologia como um auxílio para esse serviço.

Em uma época em que o cliente é o centro das atenções na hora de fechar um negócio, a construção de um relacionamento sólido contribui, e muito, na hora de gerenciar uma crise. Sendo assim, a estratégia de fidelização dos clientes está focada em oferecer uma excelente experiência.

*Marcelo Pugliesi é CEO da DT+Seekr, plataforma lider em soluções para o relacionamento com o consumidor online.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/gerenciamento-de-crise-a-automacao-do-atendimento/118425/

COMO REDUZIR OS CUSTOS E DOBRAR SEUS LUCROS.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/negocios/como-reduzir-os-custos-e-dobrar-seus-lucros/100606/

O dono da empresa deve investir em uma boa equipe de vendas e ter a certeza de que seus vendedores passam o tempo maior com seus clientes, e não executando tarefas administrativas ou outras coisas que não o “Foco com o Foco no Cliente.”

Uma empresa foi feita para gerar lucros, como disse o grande pensador da administração contemporânea, Peter Drucker: “ Dentro da empresa só existem custos, o lucro está no cliente, nas necessidades do mercado’”. Cabe ao vendedor encontrar as oportunidades e atender as necessidades dos clientes. O vendedor tem uma necessidade inata de vender, que o faz sair à rua, almoçar com os clientes e oferecer o produto ou serviço para gerar vendas.

O vendedor rem que ser o “CARA” que gera lucros, focado na capacidade de aumentar as receitas e gerar lucros mensais, e não simplesmente conhecer a respeito dos produtos ou serviços da empresa.

Regra de Ouro: contrate vendedores que saibam como vender, e não aqueles que conhece muito bem o produto, que aprendeu a tirar pedidos e abandona o cliente quando ele mais precisa. Qualquer pessoa pode se familiarizar com uma linha de produtos e uma oferta de serviços. O dono da empresa deve investir em uma boa equipe de vendas e ter a certeza de que seus vendedores passam o tempo maior com seus clientes, e não executando tarefas administrativas ou outras coisas que não o “Foco com o Foco no Cliente.”

Qual é o vendedor que gera mais lucros?

O primeiro vendedor passa somete 30% do tempo com os clientes, enquanto que o segundo vendedor , aquele da concorrência, passa 90% do seu tempo com os clientes É claro que os clientes vão dar preferência ao vendedor da concorrência . Nada vai proporcionar um retorno tão grande quanto o seu investimento em uma boa equipe de vendas, bem preparada, experiente e com perfil motivador, para cumprir as metas da empresa. É de responsabilidade do proprietário da empresa criar a cultura de reduzir os custos, pois todo custo não estratégico pode ser reduzido.

No dia a dia da organização, devemos ver todo custo como um obstáculo a ser vencido, ou melhor, encontrar um meio de eliminá-lo. Exemplo de custos não estratégicos; os espaços vazios em um escritório, um computador que não é utilizado ou uma recepcionista que passa o dia todo vendo TV ou lendo mensagens no Facebook. Quando você elimina todos aqueles custos que não produzem lucros, vai sobrar dinheiro para alocar em despesas verdadeiramente produtivas.

O momento para investir é agora?

Se você não está disposto a assumir o papel de empresário, talvez seja interessante buscar outras formas de investimento, como no mercado de ações, por exemplo

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O ano acabou! Apesar de termos vivido em 2016 uma recessão econômica, a promessa e o otimismo dos empresários para 2017 é de que as coisas melhorem e a economia volte a crescer a partir do segundo semestre. Para aqueles que sonham em ter o próprio negócio tenho uma boa notícia. A hora de investir é agora!

As crises são períodos difíceis para os negócios, onde as margem de lucro diminuem e fica cada dia mais difícil conquistar e manter clientes. No entanto, elas também reservam excelentes oportunidades para os negócios que se mantêm firmes no mercado.

Empreendedores dispostos ao risco costumam utilizar os períodos de baixa para renegociar contratos com fornecedores e investir no crescimento da marca, dessa forma, quando a economia volta a crescer, conseguem manter os preços negociados durante a crise e aumentam sua margem de lucro baseada no aumento das vendas. Certamente é mais arriscado investir nesse período, mas garanto, a economia é cíclica e ela vai voltar a crescer.

Se você ainda está com medo de investir antes do dinheiro voltar a aparecer, eu reuni alguns dados para convencê-lo. A consultoria Deloitte realizou uma pesquisa com empresas brasileiras e apontou que embora seja um otimismo cauteloso os empresários estão dispostos a investir 5% a mais se comparado ao que fizeram em 2016. Ainda de acordo com o levantamento, a parcela de empresas que registraram queda no faturamento em 2016 vai diminuir de 26% para 6%. Ou seja, existe luz no escuro túnel da crise.

É claro que, para quem está começando a flertar com o empreendedorismo, uma melhora tímida não é suficiente, uma vez que, mesmo com o cenário mais otimista, o risco ainda existe. Por isso, uma boa opção é investir no mercado de franquias, afinal de contas, mesmo com todas as dificuldades impostas pela economia neste ano, o setor se mostrou resiliente e registrou crescimento.

Só no segundo semestre, foram abertas mais de 2 mil unidades de franquias e o faturamento do setor cresceu 8,1% em comparação ao mesmo período do ano passado. Além disso, o franchising destaca-se por ser um investimento mais seguro que os demais. Se, aproximadamente, 60% das empresas fecham em seus primeiros cinco anos, a taxa das franquias cai para 4,3%.

A negociação de pontos comerciais também é uma excelente vantagem para as franquias. Para se ter um ideia, durante a crise, os valores chegam a estar 50% mais baratos do que estavam há dois anos e os contratos estão sendo fechados pelo período de cinco anos. Ou seja, ao investir agora, quando a economia já começar a se recuperar, você terá mais lucratividade ao operar com as atuais condições.

Para aproveitar esse momento, também é imprescindível fazer as escolhas certas! Em 2016, por exemplo, o segmento de franquias que mais se destacou foi o de Esporte, Saúde, Beleza e Lazer, com uma taxa de crescimento de 15%. De olho no futuro, a alimentação saudável já figura como uma das grandes tendências de 2017. Além disso, é fundamental escolher uma franquia bem testada, que já tenha anos de atuação, com processos estruturados e que não esteja saturada no mercado.

Com essas dicas em mente você pode partir para a escolha da marca, que deve ser feita de acordo com aquilo que você se identifica.

Para ter sucesso no setor você terá de assumir o papel de dono do negócio, participando ativamente da operação. Deverá trabalhar duro, cumprir com suas responsabilidades, se superar diariamente. Quanto mais se dedicar, mais sorte terá!

Todo mundo está esperando estabilidade econômica para começar a investir. Por isso, é tão importante você já começar a assumir-se como empreendedor e antecipar tendências. É possível notar um grande esforço do governo para reaquecer o mercado e retomar o crescimento do país. Se você pretende ter um negócio próprio a hora de investir é agora.

No entanto, se você não está disposto a assumir o papel de empresário, talvez seja interessante buscar outras formas de investimento, como no mercado de ações. Apesar destas não apresentarem a mesma rentabilidade que uma franquia, ao menos, você não precisará se esforçar tanto para ver seu dinheiro render.

Antônio Ricardo Mesquita – Sócio fundador da Sucão, franquia de alimentação saudável que se destaca no mercado Fast and Healthy Food.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/o-momento-para-investir-e-agora/115837/

Como conseguir o melhor empréstimo online?

Comparar questões como procedência da empresa, taxas contratuais e juros deve ser a prioridade de quem pretende fazer um empréstimo online

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Em um cenário econômico um tanto quanto instável, é comum que muita gente chegue ao final do mês com as contas no vermelho. Para não ter necessidades básicas cortadas ou o aumento das dívidas pelos altos juros cobrados, muita gente recorre aos empréstimos bancários para quitar todas as despesas urgentes. No entanto, muita gente termina cometendo o grave erro de contratar empresas sem o conhecimento necessário para um bom negócio, piorando a situação da dívida e adquirindo vários problemas ao invés de uma solução.

Outros, porém, preferem a contratação de empréstimos diretamente com os seus respectivos bancos. O problema neste caso é a demora no atendimento e a quase sempre limitada opção oferecida pelas empresas que atuam no Brasil.

Uma boa alternativa para quem não tem tempo e nem cabeça de ir até o banco é buscar um empréstimo pessoal online. A opção pode ser uma boa solução para diversos problemas financeiros, mas requer cuidados para não contratar serviços por impulso e piorar a situação financeira.

As vantagens são muitas: rapidez e praticidade, possibilidade de simulação antes da contratação oficial, possibilidade de escolha do início do pagamento e descontos automáticos em caso de pagamento antecipado da dívida.

Então, como encontrar e contratar a melhor opção para o seu caso?

Um das principais orientações dadas na hora de realizar qualquer compra é: compare as opções disponíveis e só então escolha o mais adequado para a sua necessidade. Com empréstimos não seria diferente.

Comparar questões como procedência da empresa, taxas contratuais e juros deve ser a prioridade de quem pretende fazer um empréstimo online.

Para isso, empresas especializadas em serviços financeiros, como é o caso da Financer, por exemplo, desenvolveram ferramentas de comparação de serviços que visam poupar tempo e dinheiro de clientes que não querem contratar um pesadelo em forma de empréstimo.

Financer oferece um serviço gratuito de pesquisa de acordo com filtros como valor do empréstimo, número de parcelas, taxa de juros, etc.

A empresa foi lançada em 2015 e em menos de dois anos tornou-se reconhecida internacionalmente em países como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha. A marca também atua em outros grandes mercados como Dinamarca, Suécia, Finlândia, Polônia, Dinamarca, Holanda, República Tcheca e México. No Brasil, a Financer passou a oferecer a ferramenta de comparação de empréstimos no início de 2017.

Não importa se você é adepto aos empréstimos ou se nunca fez um. Comparar as opções disponíveis no mercado é a melhor maneira de economizar tempo, dinheiro e evitar dor de cabeça.

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/economia-e-financas/como-conseguir-o-melhor-emprestimo-online/120309/

Como investir com segurança

Prática já comum no mercado, apesar da proibição, se torna legal com a sanção presidencial

O Poder Executivo sancionou na última segunda-feira a legislação referente a concessão de descontos para os consumidores de acordo com o meio de pagamento escolhido, dinheiro (espécie), cheque ou cartões de débito ou crédito, bem como a permissão da variação do preço em função do prazo para pagamento.

Portanto, a MP 764 de 2016 se tornou Lei após as alte24rações sofridas na Câmara durante a sua tramitação e torna legal o estabelecimento de políticas de diferenciação de preços, prática que apesar de proibida já era amplamente praticada no comércio.

A adesão a diferenciação não é obrigatória e caso a opção da empresa seja por oferecer tais descontos, deve ser afixado avisos em locais visíveis com as informações sobre os meios para pagamento e os prazos disponíveis, tornando possível ao consumidor visualizar quais são os descontos praticados pelo estabelecimento. As empresas que descumprirem as regras, estarão sujeitas às multas e penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Fique atento(a)!

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/descontos-conforme-meio-e-prazo-de-pagamento-sao-liberados-por-lei/105444/

Fluxo de caixa na prática

O fluxo de caixa é uma ferramenta importante na gestão da empresa, e aqui descrevo de forma simples e direta como elaborá-lo.

FLUXO DE CAIXA NA PRÁTICA

Este artigo tem por finalidade descrever os processos, na prática, que levam a elaboração do fluxo de caixa e a Tesouraria, que é chamada de pára-choques da empresas, onde acontecem os “finais” das operações da empresa, recebendo valores de vendas e pagando as obrigações decorrentes de sua operação, que é responsável por elaborar o fluxo de caixa.

O setor de Tesouraria nas empresas é composto pelos setores de contas a receber, contas a pagar e controle de caixa e bancos, de uma forma geral, trata-se dos ativos de com maior disponibilidade, ou seja, é o caixa da empresa e o passivo, contas a pagar, com exigência imediata, que são pagamentos de fornecedores, funcionários, empréstimos e financiamentos de curto prazo e obrigações tributárias.

Vamos abordar:
Controle de caixa e bancos: Dinheiro em caixa;
Contas a Receber: Valores a receber das vendas da empresa;
Contas a pagar: Valores a pagar decorrentes das operações da empresa.

Fluxo de caixa: Importante ferramenta da gestão financeira do dia-a-dia das empresas. Considerada por alguns gestores a ferramenta mais importante de gestão.

Na prática as empresas são abertas para gerarem lucro, pois sem isso elas não sobrevivem e mesmo as organizações sem fins lucrativos, precisam de superávit para sobreviver, o superávit é o nome dado ao resultado financeiro positivo nestas organizações, nas empresas o nome disso é lucro.
Porém na afirmação acima há uma distorção, uma empresa pode obter lucro contábil, porém pode não gerar caixa, isso acontece quando a empresa faz vendas a prazo e paga suas despesas a vista, assim na contabilidade teremos lucro, porém o fluxo de caixa será negativo, pois os pagamentos foram feitos antes do recebimento das vendas e isso confunde muita gente que não é familiarizado com a gestão financeira, pois aqui estamos falando de duas visões sobre finanças, que são os regimes de competência e caixa.

No regime de competência os valores são registrados assim que conhecidos, ou seja, quando a nota fiscal ou documento que comprova uma receita ou despesas é gerado, chega no setor contábil este já é registrado na contabilidade.
No regime de caixa o registro é feito apenas no recebimento e no pagamento, ou seja, as entradas e saídas são registradas no momento que são creditados ou debitados nas contas da empresas, podendo ser no caixa da empresa ou numa conta bancária.

Veja que são momentos diferentes de registrar uma mesma operação, uma registra com os documentos que comprovam as receitas e as despesas, regime de competência, e a outra no recebimento ou pagamento destas, regime de caixa e é aí que pode surgir a divergência de apuração de resultado, pois os pagamentos podem ter ocorrido antes do recebimento e isso geraria um fluxo de caixa negativo, porém um resultado contábil positivo, quer dizer, lucro.

Esclarecidos estas abordagens da gestão financeira, focaremos o regime de caixa, que é considerado para a elaboração do fluxo de caixa.

Vamos supor que você está em seu primeiro dia de trabalho como gestor financeiro de uma empresa e a primeira coisa que você precisará fazer é apurar os reais saldos iniciais de caixa bancos para, a partir destes, começar a gerenciar a tesouraria da empresa que terá como fim a elaboração do fluxo de caixa e gestão dos valores a pagar e receber.

Desta forma você deverá levantar os valores em dinheiro e saldos de contas bancárias, segue exemplo abaixo com dados fictícios:

EMPRESA XYZ
DATA:   14/06/2017                                
SALDOS INICIAIS:
CAIXA (DINHEIRO) R$ 513,00
CONTA XXXXX-X BCO DO BRASIL R$ 1.617,38
APLICAÇÃO CDI BB R$ 28.367,43
CONTA 1234-56 BANCO ITAÚ R$ 2.929,44
APLICAÇÃO CDI ITAÚ R$ 23.455,17
TOTAL R$ 56.882,42

 

De posse do levantamento dos saldos iniciais você terá a disponibilidade imediata da empresa, tomando o cuidado de observar que há aplicações que podem estar bloqueadas para resgates, pois por exigência dos bancos podem ficar um tempo indisponíveis, isso acontece devido que o rendimento destas aplicações é maior que a poupança.

Agora você precisará se concentrar no contas a receber.
O contas a receber é um importante setor da empresa e deve estar muito bem controlado para que não “escape” nenhum valor que tenha a receber, imagine a empresa faz todo um esforço de venda, prospecta cliente, negocia, vence a concorrência, faz a venda, presta o serviço ou entrega o produto e na hora de receber o valor este não acontece.

Em outro artigo vamos discutir os processos que geram tanto o contas a receber como o contas a pagar, abordando estes setores como parte de um processo de negócio desde a necessidade do cliente até o recebimento, e desde a necessidade da empresa de recursos até o pagamento, descrevendo as regras de negócio destes processos.

Assim você solicitou ou mesmo elaborou um relatório com os valores a receber, conforme abaixo:

EMPRESA XYZ RELATÓRIO DE CONTAS A RECEBER                         
DATA EMISSÃO 14/06/2017
CLIENTES DATA VENCIMENTO VALOR A RECEBER
CLIENTE A 14/07/2017 R$ 29.188,30
CLIENTE B 30/06/2017 R$ 1.318,00
CLIENTE C 03/07/2017 R$ 42.129,66
CLIENTE D 10/07/2017 R$ 63.444,30
TOTAL R$ 136.080,26

Note que neste ponto já temos os valores disponíveis e a receber, agora vamos precisar levantar os valores a pagar da empresa, conforme relatório abaixo:

EMPRESA XYZ RELATÓRIO DE CONTAS A PAGAR
DATA EMISSÃO 14/06/2017
FORNECEDORES/DESCRIÇÃO DATA VENCIMENTO VALOR A PAGAR
FORNECEDOR A 20/06/2017 R$ 2.368,49
INSS 20/06/2017 R$ 11.544,18
FORNECEDOR B 22/06/2017 R$ 23.656,18
FORNECEDOR C 22/06/2017 R$ 33.668,99
ENERGIA ELÉTRICA 25/06/2017 R$ 518,00
ÁGUA 25/06/2017 R$ 329,53
FORNECEDOR D 27/06/2017 R$ 1.958,41
ALUGUEL 30/06/2017 R$ 2.368,00
IR/CSSL 3/3 1º TRIM/2017 30/06/2017 R$ 3.844,66
TOTAL R$ 80.256,44

 

Agora temos os relatórios com todos os valores que compõe os setores que queremos abordar, e inclusive dados para começar a elaborar nosso fluxo de caixa e assim o faremos.

Lembrando que estes dados são fictícios.

Para elaborar o fluxo de caixa, temos que levar em consideração que muitas vezes teremos somente previsões de valores a pagar, como folha de pagamento, impostos, contas de água e luz. Poderemos tomar por base valores anteriores e variação de faturamento por exemplo, temos os seguintes valores de folha de pagamento dos últimos três meses:

EMPRESA XYZ

VALORES DE FOLHA DE PAGAMENTO
MÊS 1 R$ 25.688,44
MÊS 2 R$ 26.487,38
MÊS 3 R$ 24.314,77
TOTAL R$ 76.490,59
MÉDIA R$ 25.496,86

Veja que a média dos últimos três meses é de aproximadamente R$ 25.500,00, e vamos considerar esse valor para o próximo mês. Essa variação de valor na folha de pagamento acontece devido a horas extras, rescisões, dissídio, novos funcionários contratados entre outras situações que podem impactar no valor final da folha.

Encontraremos essas variações em outras contas a pagar, como energia elétrica, água, impostos, etc. Estes custos são fixos, quer dizer, acontecem todos os meses, mas podem ter variações nos valores conforme demonstrado e, quando o gestor financeiro tiver os valores finais informados pelos departamentos de RH e Contabilidade deve atualizar o fluxo de caixa.

Veja abaixo como ficou o fluxo de caixa da Empresas XYZ.

EMPRESA XYZ FLUXO DE CAIXA

DATA EMISSÃO: 14/06/2017

DATA 20/06 22/06 26/06 27/06 30/06 03/07 05/07 10/07 14/07
SALDO INICIAL 56.882,42 42.969,75 -14.355,42 -15.202,95 -17.161,36 -22.056,02  20.073,64 -5.426,36 58.017,94
ENTRADAS(RECEITAS) 0,00 0,00 0,00 0,00 1.318,00 42.129,66 0,00 63.444,30 29.188,30
TOTAL ENTRADAS 0,00 0,00 0,00 0,00 1.318,00 42.129,66 0,00 63.444,30 29.188,30
SAÍDAS (DESPESAS)
FORNECEDORES 2.368,49 57.325,17 1.958,41
INSS 11.544,18
ENERGIA ELÉTRICA 518,00
ÁGUA 329,53
ALUGUEL 2.368,00
IMPOSTOS 3.844,66
FOLHA.PGTO -PREV. 25.500,00
TOTAL SAÍDAS (3) 13.912,67 57.325,17 847,53 1.958,41 6.212,66 0,00 25.500,00 0,00 0,00
SALDO FINAL  42.969,75 -14.355,42 -15.202.,95 -17.161,36 -22.056,02  20.073,64 -5.426,36 58.017,94 87.206,24

 

Note que no dia 22/06 já teremos um saldo negativo de fluxo de caixa, de posse dessa informação o gestor financeiro deve tomar as medidas necessárias sempre procurando suprir estas necessidade de caixa com o menor custo possível.

As ações que podem ser tomadas são adiantamento de recebíveis de títulos em bancos e renegociações com fornecedores, porém há compromissos inadiáveis como impostos e folha de pagamento.

Note também que em 30/06/2017, que seria o dia de fechamento contábil a empresa apresenta um resultado negativo de caixa, de -R$ 22.056,02, considerando o regime de caixa, porém se considerarmos o regime de competência o resultado é positivo em R$ 87.206,24, lembrando que estamos considerando a previsão da folha de pagamento e este valor pode variar, conforme já mencionado acima.

Há ferramentas como sistema ERP (Enterprise Resource Planning – Planejamento de Recursos Empresariais) que são softwares integrados que “montam” o fluxo de caixa de forma automática, necessitando o software estar parametrizado e com as informações atualizadas.
Pode-se também utilizar o Excel, (como utilizado neste artigo) e usar a ferramenta de tabelas dinâmicas que também elaborará o fluxo de caixa de forma automática necessitando sempre atualizar a planilha de dados.

Como profissional da área financeira, eu sempre atuei de forma ativa quanto ao fluxo de caixa, não apenas colhendo os dados para sua elaboração, mas também atuando e apoiando a diretoria e gerências no sentido de tomar ações para suprir o caixa, pois a forma mais barata de fazê-lo é com recursos oriundos das vendas.

A atuação também pode ser um acompanhamento da utilização de recursos para redução de custos que impacta positivamente no fluxo de caixa, como telefonia, planejamento tributário, planejamento de recursos humanos, melhoria contínua de processos etc.
Enfim o objetivo deste artigo é abordar as principais fontes de dados que compõe o fluxo de caixa e como elaborá-lo.

Em caso de dúvidas meu email é alessandroabc@gmail.com terei prazer em poder ajudar de alguma forma sobre este assunto.

fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/economia-e-financas/fluxo-de-caixa-na-pratica/105289/24