Relp: Receita Federal libera adesão ao programa que permite regularização de dívidas

Relp permite o parcelamento de dívidas do Simples Nacional com até 90% de desconto sobre multas e juros.

A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29) a Instrução Normativa RFB nº 2.078, que regulamenta o Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional (Relp) instituído pela Lei Complementar nº 193, de 17 de março de 2022.

Vale lembrar que os contribuintes estavam à espera da liberação da adesão desde o dia 22 de março, quando o Comitê Gestor do Simples Nacional publicou uma resolução que estabelecia regras para o programa.

Desde então, a Receita Federal não havia liberado o acesso ao parcelamento, porque o executivo teria que apresentar uma compensação financeira para viabilizar o programa.

Quem pode aderir ao Relp

Podem realizar a adesão ao Relp, as micro e pequenas empresas, inclusive o Microempreendedor Individual (MEI) , estando ou não atualmente no Simples Nacional.  

Ou seja, mesmo que tenha sido excluída ou desenquadrada do regime, a empresa poderá aderir ao programa e parcelar suas dívidas, desde que tenham sido apuradas pelo Simples, com vencimento até fevereiro de 2022.

A Receita Federal estima que cerca de 400 mil empresas farão adesão ao programa, parcelando aproximadamente 8 bilhões de reais junto ao órgão.

Como aderir ao Relp

Para aderir ao programa o representante da empresa deve acessar o portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, em gov.br/receitafederal, e clicar em Pagamentos e Parcelamentos, seguido de “Parcelar dívidas do SN pela LC 193/2022 (RELP)” ou “Parcelar dívidas do MEI pela LC 193/2022 (RELP)”, conforme o caso. 

As adesões também estão disponíveis pelo Portal do Simples Nacional, em gov.br/receitafederal/simples. O prazo de adesão foi prorrogado antes mesmo do programa ser liberado e, agora, acaba no dia 31 de maio.

Durante a adesão, a empresa deverá indicar as dívidas que serão incluídas no programa. Se optar por incluir dívidas parceladas ou em discussão administrativa, precisará desistir do parcelamento ou processo, conforme o caso.

A aprovação do pedido de adesão fica condicionada ao pagamento da primeira prestação e quem não pagar integralmente os valores de entrada até o 8º (oitavo) mês de ingresso no Relp (previstos no art. 4º da IN), terá a adesão cancelada. Para contribuintes que aderirem no dia 29 de abril de 2022, a primeira parcela terá vencimento no mesmo dia.

Quais débitos podem ser parcelados?

Podem ser parcelados todos os débitos, exceto as multas por descumprimento de obrigação acessória, como as por atraso na entrega de declarações, às contribuições previdenciárias apuradas na forma dos anexos IV e V da Lei Complementar nº 123/2006, os demais débitos não abrangidos pelo Simples Nacional e as dívidas de empresas com falência decretada.

Pagamento Relp

O pagamento poderá ser realizado em até 180 vezes, com redução de até 90% das multas e juros, dependendo do volume da perda de receita da empresa durante os meses de março a dezembro de 2020, calculado em relação a 2019. Parcelamentos rescindidos ou em andamento também poderão ser incluídos.

O objetivo do Relp é proporcionar melhores condições para que as microempresas e empresas de pequeno porte e MEI possam enfrentar os efeitos econômicos causados pela pandemia da Covid-19, permitindo que se mantenham regularizadas.

Modalidades

Quem teve a receita bruta reduzida em:

  • 80% ou mais (ou ficou inativo): paga 1% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 90% de desconto sobre multas e juros.
  • 60%: paga 2,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 85% de desconto sobre multas e juros.
  • 45%: paga 5,0% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 80% de desconto sobre multas e juros.
  • 30%: paga 7,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 75% de desconto sobre multas e juros.
  • 15%: paga 10% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 70% de desconto sobre multas e juros.
  • Sem perda (0): paga 12,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 65% de desconto sobre multas e juros.

Atenção! O saldo da dívida referente especificamente às contribuições previdenciárias retidas de segurados (Art. 195, I, ‘a’, e II da CF/88) poderá ser parcelado em no máximo 60 vezes.

Como pagar as parcelas?

O saldo parcelado em até 180 vezes deve respeitar os seguintes valores mínimos:

  • do 1ª à 12ª parcela (primeiro ano): 0,4% do saldo consolidado da dívida;
  • da 13ª à 24ª parcela (segundo ano): 0,5% do saldo consolidado da dívida;
  • da 25ª à 36ª parcela (terceiro ano): 0,6% do saldo consolidado da dívida; e
  • a partir da 37ª parcela, o saldo, dividido em até 144 vezes.

As parcelas também não poderão ser inferiores a R$ 300 para micro e pequenas empresas, ou R$ 50 para MEI.

A cada parcela é acrescido juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação (pedido de adesão) até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% relativamente ao mês em que o pagamento for efetuado.

Saiba mais:

Relp é prorrogado para 31 de maio

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51363/adesao-do-relp-e-liberada/

INSS: reajuste fica menor com desconto do Imposto de Renda

Com a tabela do Imposto de Renda congelada desde 2015, aumenta o imposto pago por aposentados.

O reajuste anual dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) considera a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e é aplicado sobre o valor bruto do benefício, ou seja, antes dos descontos. 

Segurados que recebem aposentadorias, pensões e outros benefícios acima do salário mínimo tiveram a renda reajustada pelo índice exato de inflação, de 10,16%.

Para aposentados e pensionistas que tiveram o benefício concedido a partir de fevereiro de 2021, o primeiro reajuste foi proporcional, conforme o mês de início do pagamento.

O extrato de pagamento da aposentadoria, que pode ser consultado pelo site gov.br/meuinss ou aplicativo de celular Meu INSS, mostra os valores descontados do benefício. O extrato também pode ser solicitado pelo telefone 135.

Especialistas alertam que é importante prestar atenção nas faixas de tributação antes de pedir uma revisão ao INSS. A correção mais recente feita na tabela usada para calcular o desconto do Imposto de Renda é de 2015

Sem o reajuste na tabela, cada vez que o valor da aposentadoria sobe, mesmo que não haja um aumento real no poder de compra, mais contribuintes acabam pagando mais IR.

Isenção do Imposto de Renda

Segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), se a correção acompanhasse o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nenhum contribuinte com renda tributável mensal inferior a R$ 4.427,59 pagaria o imposto.

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) calcula que em 2022 a Receita recolhe R$ 149 bilhões a mais do que seria devido caso os valores fossem reajustados integralmente pela inflação desde 1996. 

A defasagem na tabela do IR no governo de Jair Bolsonaro (PL) atingiu um pico na série histórica, iniciada em 1996.

“O governo anuncia o reajuste todo mês de janeiro de cada ano e aquele aumento não chega no bolso dele [do aposentado], justamente porque a mordida do leão aumentou. Ele acaba pagando mais imposto”, explica o analista editorial da área de IR do IOB, David Soares.

Hoje, contribuintes que recebam até R$ 1.903,98 são isentos do IR, e os aposentados e pensionistas que têm 65 anos ou mais têm isenção especial —há direito ao dobro da isenção sobre o benefício. Para essa categoria, o IR só é calculado sobre o valor que passar de R$ 3.807,96 mensais.

Tônia Galetti, coordenadora do departamento jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindinapi), defende que a isenção do Imposto de Renda deveria se estender para todas as faixas de benefícios. “O aposentado tem um custo de vida maior e um poder de compra menor”, justifica.

Segundo Tônia, 69% dos beneficiários recebem apenas um salário mínimo (R$ 1.212). Para estes benefícios, o reajuste é o mesmo do salário mínimo, que subiu de R$ 1.100, em 2021, para R$ 1.212, em 2022. 

Para definir o valor do piso de 2022, o governo fez uma estimativa da inflação calculada pelo INPC. 

Segundo especialistas, considerando a inflação registrada e o valor que havia deixado de ser pago no piso de 2021, a correção do salário mínimo em 2022 ficou R$ 1 abaixo do necessário para repor o poder de compra dos trabalhadores.

Fonte: com informações da Folha de S.Paulo

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51374/inss-reajuste-fica-menor-com-desconto-do-imposto-de-renda/

Imposto de Renda 2022: veja o que mudou na declaração de poupança

A Receita Federal exige que as poupanças com saldo superior a R$ 140 em 31 de dezembro de 2021 devem ser declaradas.

A Receita fez modificações na principal ficha do Imposto de Renda (IR) na declaração deste ano, a de “Bens e Direitos”. Nessas fichas estão relacionados os imóveis, veículos e investimentos.

Quem tem dinheiro guardado na poupança, deve ficar atento à mudança de código na declaração para informar esse investimento. 

Devido à exigência da Receita sobre a declaração de poupanças com saldo acima de R$ 140 até 31 de dezembro do ano passado, é importante estar em alerta, pois a obrigatoriedade vale tanto para as contas em nome do contribuinte quanto  em nome dos dependentes, como os filhos.

Mudanças na ficha de Bens e Direito

A partir da declaração deste ano, é necessário informar um “grupo” e um “código para cada bem ou investimento na ficha de “Bens e Direito”.

Quanto à poupança, ela se enquadra no grupo quatro, aplicações e investimentos, e no código um, depósito em conta poupança.

Dessa forma, no programa de preenchimento do IR, o contribuinte deve localizar a ficha “Bens e Direitos” no menu do lado esquerdo da tela.

Caso o declarante já tenha a poupança desde 2020 e continuou com ela no ano passado, basta localizá-la na lista de bens dentro da ficha e clicar em cima dela para os dados atualizarem.

Ao realizar a importação da declaração de 2021 para o programa da declaração de 2022, alguns bens já tiveram seus grupos e códigos atualizados automaticamente.

Se o contribuinte já tinha a poupança declarada no IR 2021, é importante conferir se o grupo e o código estão corretos no programa do IR 2022.

Eventualmente, podem acontecer erros na importação dos dados do programa anterior para o atual. A partir daí, o processo é igual ao das declarações de anos anteriores.

Caso o contribuinte tenha aberto a poupança em 2021, este deve clicar em “Novo” para criar uma ficha para a nova poupança, informando se a conta é própria ou de algum dos seus dependentes.

Em “localização”, deve selecionar “105-Brasil”. Em localização informar o CNPJ do banco onde o declarante abriu a conta. Essa informação, assim como os saldos e rendimentos da poupança, o contribuinte encontra no informe de rendimentos que deve ser disponibilizado pelo banco no site ou aplicativo onde é possível acessar a conta.

No campo “discriminação”, o contribuinte deve informar que se trata de uma poupança, em qual banco ela está, agência e o número da conta. Se a conta for conjunta, informe nesse campo o nome do outro titular e o CPF.

Já nos campos “situação em 31/12/2020” e “situação em 31/12/2021” informe os saldos nas duas datas.

Caso o declarante tenha aberto a poupança no ano passado, deve deixar o campo “situação 31/12/2020” com valor zero. Se a conta for conjunta, cada pessoa deve informar na respectiva declaração do saldo correspondente à sua parte nos campos de saldos em 31/12/2020 e 31/12/2021.

Se não for possível definir o valor de cada um, ou se não estiver claro quanto pertence a cada titular, então deve-se informar metade do saldo em cada declaração.

Depois disso, clique em “OK” para concluir o preenchimento da ficha. 

Repita o processo acima para todas as poupanças mantidas em seu nome ou dos dependentes com saldo acima de R$ 140.

Informar os rendimentos é importante

Além de preencher os dados e o saldo da poupança, é necessário informar o rendimento acumulado pela aplicação no ano de 2021.

No entanto, os rendimentos entram em outra ficha da declaração, de “rendimentos isentos”.

A partir deste ano, a Receita criou um “atalho” para informar os rendimentos a partir da ficha de “Bens e Direitos”.

Após informar os saldos da aplicação em 2020 e 2021, o contribuinte encontrará logo abaixo o botão “rendimentos”. Basta clicar nele e o programa irá abrir automaticamente em uma janela na ficha de “rendimentos isentos”.

Outro caminho é acessar a ficha de “rendimentos isentos e não tributáveis” pelo menu esquerdo da tela do programa de preenchimento do IR.

Se optar por esse caminho, o declarante deve clicar em “Novo” e em seguida selecionar em “tipo de rendimento” o código “12-Rendimentos de caderneta de poupança”.

Além disso, o declarante deve informar se a poupança é própria ou de um de seus dependentes.

No campo “CNPJ da fonte pagadora” ele deve colocar o CNPJ do banco onde a conta foi aberta.  Do mesmo jeito, informe o nome do banco no campo “nome da fonte pagadora”.

Logo depois, no campo “valor” informe o total de rendimentos da poupança em 2021, conforme aparece no informe de rendimentos fornecido pelo banco.

Por fim, clique em “OK” para concluir o preenchimento.

Com informações da UOL Economia

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51378/ir-2022-mudancas-na-declaracao-de-poupanca/

Retomada Fiscal: empresas podem negociar débitos até 30 de junho

Programa de Retomada Fiscal permite negociar débitos inscritos em dívida ativa até 29 de abril de 2022 em condições especiais.

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o prazo para adesão às negociações do Programa de Retomada Fiscal até 30 de junho. Podem ser negociados os débitos inscritos em dívida ativa até 29 de abril de 2022.

As negociações da Retomada Fiscal traz alguns benefícios como descontos, entrada facilitada e prazo ampliado para pagamento.

Renegociação

Aqueles que já possuem acordos de transação formalizados poderão negociar novas inscrições com as mesmas condições da negociação original. Para tanto, basta recorrer ao serviço de repactuação de transação. 

No caso de contribuintes que já possuem parcelamento ou transação, mas desejam mudar de modalidade, poderão desistir da negociação para aderir a outra modalidade que considerarem mais vantajosa. A data limite para desistir do acordo anterior é 31 de maio. Após a desistência, o valor pago das prestações é abatido no saldo devedor final.

Contudo, antes de desistir de uma negociação, o contribuinte deve verificar se o caso dele realmente se enquadra na modalidade pretendida. Ao desistir de uma negociação, além de perder eventuais benefícios, não é possível voltar atrás. Por isso, é importante conferir os requisitos para adesão e também comparar os benefícios.

Programa de Retomada Fiscal

A iniciativa abrange um conjunto de medidas adotadas com o objetivo de estimular a conformidade fiscal relativa aos débitos inscritos em dívida ativa da União, permitindo a retomada da atividade produtiva em razão dos efeitos da pandemia de Covid-19.

Até abril de 2021, as modalidades de transação contribuíram para regularizar cerca de 3 milhões de inscrições, o que representa R$ 263 bilhões negociados – valor total sem a aplicação final dos descontos.

Com informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51390/retomada-fiscal-adesao-e-prorrogada-ate-30-de-junho/

Receita Federal intensifica fiscalização sobre produtos que burlam regras tributárias

Por meio da rastreabilidade fiscal, será possível verificar toda a trajetória de um produto, desde a origem até que ele chegue ao consumidor.

A Receita Federal lançou um programa de rastreabilidade fiscal para intensificar o combate de bens contrabandeados ou que burlam as regras tributárias vigentes. 

O programa foi desenvolvido com base em boas práticas já executadas por outros países. 

De acordo com o secretário Especial da Receita Federal, Júlio César Gomes, existe uma grande quantidade de produtos e mercadorias que ingressam no país de forma irregular. “Sem pagar tributo e sem saber a procedência”, pontua.

Segundo ele, por meio do programa, será possível verificar toda a trajetória de um produto desde a origem até que ele chegue ao consumidor. “Você pode saber se houve o pagamento do tributo, se esse produto não foi desviado, se a procedência é legal, regular”, explicou.

Rastreabilidade fiscal

O Programa de Rastreabilidade Fiscal foi instituído pela Portaria RFB nº 165/21 para criar um padrão nacional de controle de produção e de rastreabilidade de produtos, por meio da utilização de selos digitais e da integração com o sistema de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

A adesão será obrigatória para alguns artigos específicos como bebidas e cigarros, sendo voluntária por empresas de outros setores interessados no monitoramento, visando garantir a autenticidade de seus produtos e combater a pirataria e as falsificações.

O programa ainda prevê que consumidores tenham acesso às informações para verificação da legalidade e veracidade dos produtos, por meio do selo digital. Esse controle social será realizado mediante programas de incentivo.

O monitoramento fortalecerá a repressão contra a importação, produção e comércio ilegal de produtos falsificados, protegendo a livre concorrência de mercado, a saúde e os recursos do usuário, favorecendo também o controle logístico das empresas envolvidas, e o diálogo entre contribuintes.

O novo programa também poderá incluir produtos de forma facultativa e personalizada conforme os interesses das empresas monitoradas, e será coordenado por grupo de trabalho no âmbito da Receita Federal, alinhado com os setores produtivos e fornecedores da tecnologia utilizada na construção dos sistemas a serem implementados.

Camelódromo virtual

A empresas de comércio eletrônico estrangeiras que vendem mercadorias para brasileiros sem pagar os devidos impostos também estão na mira da Receita Federal.

Uma medida provisória será publicada para tratar sobre plataformas e aplicativos de e-commerce que vendem diversos produtos importados, mas sobre os quais não se sabe a verdadeira procedência. 

De acordo com o secretário, muitos vendedores se fazem passar por pessoas físicas quando, na verdade, são empresas constituídas para se valer de isenções, o que constitui fraude.

Segundo o secretário, hoje o Brasil recebe cerca de 500 mil camelódromos virtuais por dia. 

“É uma quantidade muito elevada. A gente precisa interferir nessa dinâmica para proteger nossa indústria nacional, nossas empresas e o emprego no nosso país. A ideia é dar um novo tratamento tributário a esses produtos”, conclui.

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51393/receita-federal-vai-realizar-rastreabilidade-fiscal-sobre-produtos/

Entenda a diferença entre um token e uma criptomoeda

A principal distinção está na forma como os ativos são criados.

Ainda existe muita confusão dentro do mercado de ativos digitais e poucos investidores sabem qual a real diferença entre tokens e criptomoedas.

Isso ocorre porque trata-se de um terreno inexplorado para a grande maioria das pessoas. 

“A grande diferença entre tokens e criptomoedas está na maneira como os ativos são criados. Enquanto as criptomoedas existem de forma independente, descentralizada e possuem sua própria blockchain, os tokens são emitidos em blockchains já existentes”, explica o CEO da BlueBenx, Roberto Cardassi.

Criptomoedas

São moedas digitais que possuem base tecnológica e dispõem de sua própria blockchain.

Elas são descentralizadas e independentes, não são reguladas ou emitidas por nenhum banco central, diferente das moedas fiduciárias.

As criptomoedas são utilizadas como moedas reais, ou seja para transferir dinheiro; como unidade de valor, para precificar bens e serviços; e como reserva de valor. 

Com o surgimento do bitcoin, primeira criptomoeda criada, se tornou possível realizar as transações financeiras de pessoa para pessoa. Não havendo a necessidade de uma instituição financeira controlar a operação.

A tecnologia blockchain substituiu o lugar desse intermediário garantindo a conclusão da operação e a confiabilidade das informações. Esse banco de dados acompanha todas as transações, que são verificadas e validadas em rede por computadores no mundo todo.

 Tokens

São ativos digitais, criptografados, emitidos de maneira controlada para garantir a titularidade sobre um determinado ativo e possuem promessa de valorização futura.

Eles são criados em blockchains já existentes. Ou seja, são cripto ativos que necessitam de uma outra plataforma tecnológica para serem emitidos e negociados. 

Os tokens servem para representar a titularidade sobre ativos negociáveis. Aqueles que são lastreados em ativos reais podem representar a propriedade sobre: imóveis, metais preciosos, precatórios, obras de arte e criptomoedas, por exemplo. 

Nesse universo existem também os “security tokens”, também chamados de STOs, que representam o investimento de alguém em um projeto.

De um lado existe a empresa que emite e recolhe recursos para desenvolver o projeto e do outro, as pessoas que compram acreditam na ideia e apostam que o valor do token aumentará no futuro.

Diferença entre tokens e criptomoedas, seus usos distintos que se encontram na tecnologia

As criptomoedas e os tokens têm usos distintos. No entanto, são semelhantes na tecnologia usada já que ambos estão baseados e existem graças a blockchain.

Enquanto criptomoedas são intercambiáveis e podem ser divididas em unidades menores, os tokens são usados principalmente como oferta de valorização futura. Eles conferem titularidade sobre ativos reais ou sobre projetos lançados. 

“Compreender a diferença entre tokens e criptomoedas se torna mais ou menos relevante à medida que se escolhe como e porque entrar nesse universo dos ativos digitais”, conclui Cardassi.

Fonte: BlueBenx

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51335/token-e-criptomoeda-qual-a-diferenca/

BPO financeiro: serviço exige cada vez mais automatização

Com a plataforma de gestão vhsys, contador integra áreas como contas a pagar e receber, conciliação bancária e relatórios, ganhando agilidade no processo.

Ampliar o portfólio de serviços e encontrar novas formas de atender os clientes são maneiras importantes dos escritórios contábeis se diferenciarem no mercado. 

Neste contexto, o BPO financeiro traz a chance do contador agregar valor ao seu trabalho e ainda solucionar uma das principais dores dos empreendedores brasileiros: a gestão financeira.

O Business Process Outsourcing (BPO) significa “terceirização de processos de negócios”. 

Dessa forma, o BPO financeiro consiste nessa atuação especificamente na área financeira de uma empresa. 

Esse serviço pode incluir atividades como: gestão de contas a pagar e receber; elaboração de relatórios financeiros; conciliação bancária; fluxo de caixa; planejamento orçamentário; entre outras.

Como começar

Para possibilitar que o BPO financeiro seja feito com assertividade e escalabilidade, além do know how da área contábil, é de extrema importância a automatização. 

Por isso, a utilização de um sistema de gestão empresarial é um aliado do profissional nesse momento.

A fim de facilitar esse processo para os profissionais da área, a vhsys, empresa que desenvolve plataforma de gestão empresarial simples e descomplicada, oferece um programa de parceria para contadores

Ao se tornar parceiro, o escritório contábil adquire vouchers de uso do sistema de gestão. 

Todos os pacotes para BPO Financeiro da vhsys incluem 2 usuários para que o contador e o cliente tenham acesso à plataforma.

Com o uso do vhsys, o contador tem acesso online a funcionalidades como contas a pagar e receber, conciliação bancária, fluxo de caixa, DRE Gerencial, relatórios, etc, trazendo agilidade para os processos do BPO Financeiro. 

Além de serem integrados entre si, esses recursos também se comunicam com outras funcionalidades da plataforma, como emissão de notas.

Mais benefícios para o contador

Para as atividades tradicionais dos escritórios de contabilidade, como escriturações e obrigações acessórias, o recebimento mensal das informações do cliente é fundamental. Nesse aspecto, o vhsys também pode auxiliar os profissionais da área.

Por meio de uma parceria entre a vhsys e a Questor, empresa que atua há mais de 35 anos no mercado de gestão contábil, os contadores têm acesso a uma integração que permite o compartilhamento de forma automática de dados e informações contábeis, entre os sistemas.

Além disso, a empresa uniu forças com a Ottimizza, integrador contábil que tem como objetivo aumentar a produtividade dos escritórios e eliminar tarefas manuais. 

Com a junção das duas tecnologias, a plataforma de gestão empresarial vhsys passou a ser integrada a mais de 40 softwares contábeis.

Como se tornar parceiro

Para garantir uma relação de sucesso entre a vhsys e seus parceiros, a empresa conta com uma área de canais inteiramente dedicada e um setor de suporte ao cliente gratuito e ilimitado. 

Os interessados em se tornar parceiros da vhsys podem entrar em contato diretamente com nossos especialistas por WhatsApp, clicando aqui.  

Também é possível encaminhar um e-mail para a bpo@vhsys.com.br

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51349/bpo-financeiro-servico-exige-cada-vez-mais-automatizacao/

Certificado Digital e a gestão corporativa: como administrar?

A Certificação Digital é um passo essencial para adaptar-se às novidades do mercado com segurança e confiabilidade.

Os Certificados Digitais atuam como um grande facilitador, trazendo vantagens que refletem positivamente na gestão contábil, na redução de deslocamentos, nas assinaturas digitais, nas práticas sustentáveis, entre outros.

Dentre suas diferentes soluções, a Serasa Experian possui uma que faz a diferença nas rotinas tanto de empresas, quanto de pessoas físicas. 

Seja no ambiente corporativo ou na vida pessoal, encontrar um ponto de equilíbrio é fundamental para otimizar as rotinas. E, às vezes, o que pode “virar essa chave” é um pequeno detalhe.

Por exemplo: uma empresa inevitavelmente precisa lidar com uma série de documentos, assinaturas, burocracias e muita atenção para que nada passe despercebido.

Mas como gerenciar melhor tais elementos? O Certificado Digital neste contexto pode apoiar, e muito. Afinal, a solução permite que:

  • Documentos sejam assinados digitalmente com a mesma validade jurídica e de onde estiver;
  • O acesso a portais do governo sejam realizados de forma mais simples e rápida;
  • Documentos não sejam impressos, evitando o acúmulo de papéis e otimizando a gestão;

A tecnologia pode atuar em diferentes áreas e departamentos. Veja alguns exemplos:

  • Gestão de documentos contábeis

Documentos fiscais, comprovantes de pagamentos diversos, extratos bancários são alguns exemplos fundamentais. 

Toda empresa ou indivíduo já precisou lidar com alguns deles junto a um profissional contábil e aqui o Certificado Digital é um grande diferencial para potencializar o armazenamento digital.

  • Segurança na transmissão de dados virtualmente

A solução confere validade jurídica aos documentos eletrônicos. No caso de uma assinatura digital, por ser mais difícil fraudá-la do que uma assinatura em documento físico, a segurança é ainda maior para as partes envolvidas. 

Além disso, com o Certificado Digital, os empregadores podem comunicar ao governo uma série de informações pessoais e reservadas relativas aos trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento, comunicações de acidente de trabalho, aviso prévio, escriturações fiscais e informações sobre o FGTS. 

  • Cenário macroeconômico

O último ano registrou uma alta no número de novos negócios, batendo o recorde de empresas que foram abertas. Ao todo, mais de 4 milhões de companhias estrearam, representando um avanço de 20%, ou 670 mil novas empresas formais se comparado a 2020.

Este avanço muito se dá por conta do “empreendedorismo de necessidade”, nítido em estudos de novas empresas desenvolvidos pela Serasa e pesquisas do governo federal. 

Ainda em 2020, cerca de 3,2 milhões de novos MEIs surgiram, segundo dados da Serasa. Neste contexto, principalmente entendendo os desafios de iniciar um negócio próprio, o Certificado Digital pode apoiar na otimização das demandas, burocracias e na emissão de Notas Fiscais Eletrônicas, por exemplo.

Percebe-se que o Certificado Digital, representado na forma de software (A1) e cartão ou token (A3), faz a diferença em situações distintas. 

Sua aquisição pode ser a virada de chave (mencionada logo no início) que vai transformar para melhor as rotinas e demandas. 

E a sua renovação, tendo em vista que a solução possui prazo de vencimento, pode ser o diferencial contínuo para que todos os contextos apresentados, permaneçam.

E por falar em Renovação, a Serasa Experian está com uma oferta especial para os Certificados Digitais A1: por apenas R$ 49,90 é possível renovar ou fazer a portabilidade diretamente no site. 

A promoção é válida até o dia 4 de maio de 2022 e uma grande oportunidade para não perder as vantagens que a solução oferece no dia a dia.

Sobre a Serasa Experian

A Serasa Experian é líder em serviços de informação e responsável pela maior base de dados da América Latina.

No Brasil, oferecemos os relatórios mais precisos e eficazes do mercado, além de sermos sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, passando por redução do risco de crédito, fraudes, identificação de parceiros, análise de fornecedores, renegociação ou recuperação de dívidas e certificação digital, sendo esta última um segmento em que somos pioneiros do mercado.

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/51344/certificado-digital-e-a-gestao-corporativa-como-administrar/

Projeto de Lei que regulamenta mercado de criptomoedas é aprovado no Senado

Texto aprovado no senado regulamenta também criptoativos e stablecoins. Projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Nesta terça-feira (26), em votação simbólica, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL) que regulamenta o mercado de criptomoedas no Brasil.

O PL, de autoria do senador Flávio Arns (Podemos-PR) abrange moedas digitais e criptoativos, como as NFT’s (Tokens Não-Fungíveis) e stablecoins, que é uma criptomoeda ligada a ativos do mercado tradicional, como o dólar e o ouro.

O texto aprovado define conceitos, diretrizes, sistemas de licenciamento de Exchanges, plataformas para compra e venda de criptos, que estarão sob supervisão e fiscalização pelo Banco Central (BC) e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, o PL também conta com medidas de combate à lavagem de dinheiro e outras práticas ilícitas e penalidades aplicadas à gestão fraudulenta ou temerária de Exchanges de moedas digitais.

Objetivo é estabelecer regras para nortear a comercialização de criptoativos no Brasil, além de regras para proteção e defesa do consumidor, combate a crimes financeiros e transparência das operações.

O relator do tema é o senador Irajá (PSD-TO) e o Projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Criptomoedas no Brasil

Desde agosto de 2019, operações com criptoativos precisam ser declaradas à Receita Federal. 

Esses registros mostram que o número de pessoas físicas envolvidas no mercado quase dobrou, passando de 186.721, no primeiro mês da obrigatoriedade, para 325.066 em fevereiro deste ano.

Já o número de pessoas jurídicas quase quadruplicou, indo de 2.261 para 8.591 no mesmo período.

A guerra na Ucrânia ainda destacou o assunto mundialmente. As movimentações de criptoativos foram usadas tanto para doações para atingidos pelo conflito quanto para proteção do patrimônio financeiro.

Fonte: com informações da CNN 

FONTE:

Novos faixas de renda do Auxílio Brasil pode incluir mais beneficiários

Faixas de renda determinam quem pode ser atendido pelo Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família.

O governo editou na noite da última terça-feira (29) um decreto que reajusta os valores das faixas de renda das famílias consideradas em situação de pobreza ou de extrema pobreza. O ato foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Segundo o decreto, a renda para que uma família seja considerada em situação de extrema pobreza passa de R$ 100 para R$ 105 por pessoa; a da condição de pobreza, de R$ 200 para R$ 210 por pessoa. Na prática, no entanto, esses valores já vinham sendo considerados pelo Ministério da Cidadania.

Essas faixas determinam quem pode ser atendido pelo Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família, destinado a famílias em situação de extrema pobreza. 

As famílias em situação de pobreza também podem receber o benefício, desde que tenham, entre seus membros, gestantes ou pessoas com menos de 21 anos.

Novas regras Auxílio Brasil

O decreto também traz outras alterações no Auxílio Brasil, como a concessão da bolsa de iniciação científica, explica como deve funcionar o ressarcimento de valores e ainda estabelece os agentes pagadores.

Concessão de bolsas científicas

O decreto estabelece uma ordem de prioridade na concessão das bolsas em caso de necessidade de desempate. Terão prioridade:

  • família com menor renda familiar mensal per capita; e
  • família com maior quantidade de integrantes com menos de dezoito anos de idade.

Ressarcimento de valores

O texto define como deverão ser devolvidos os valores recebidos indevidamente por quem prestar informações falsas ao Cadastro Único, ou que usarem algum meio ilícito para conseguir ou permanecer no Auxílio Brasil.

Segundo o decreto, o responsável familiar será notificado e, se não houver dolo (isso é, a intenção de mentir), o benefício será cancelado, mas não haverá outras consequências.

Já o ressarcimento poderá ser feito por meio de cobrança extrajudicial. Quem não fizer a devolução dos recursos recebidos indevidamente ficará impedido de reingressar no programa.

Agentes pagadores

O decreto também estabelece que os bancos privados poderão fazer o pagamento dos benefícios – isso estava restrito às instituições financeiras federais, ou seja, a Caixa Econômica Federal (CEF), embora a prioridade seja para a última.

Com informações do G1

FONTE: https://www.contabeis.com.br/noticias/50994/auxilio-brasil-governo-reajusta-valores-das-faixas-de-renda/