Como gerar mais leads com Whatsapp

Utilize da forma correta

O WhatsApp é tão relevante na vida de boa parte dos consumidores, a primeira ação para gerar leads é abrir esse canal de comunicação.

Ou seja, a sua empresa precisa de um número exclusivamente dedicado para o WhatsApp e começar a divulgação sobre ele.

O ideal é que ele esteja integrado às várias outras estratégias de marketing digital, até mesmo para criar a experiência omnichannel que é tão desejada pelos clientes atuais.

Isso significa, por exemplo, divulgar o número de WhatsApp nas redes sociais, no site e nos outros canais adequados. A ideia é fazer com que as pessoas saibam que a empresa oferece essa possibilidade.

Também é necessário ter um atendimento dedicado e preparado. Ao oferecer uma abordagem direta, personalizada e descomplicada, o público terá uma boa experiência.

Mas, afinal, como fazer com que as pessoas cheguem até à marca? Para isso, podem-se usar recursos como divulgação em massa, promoções direcionadas para esse canal ou estímulo à interação de maneira específica.

O objetivo é inserir essa forma de contato na realidade dos clientes, criando uma possibilidade para gerar leads e a partir do interesse de cada um, é possível qualificar cada pessoa como um lead potencial ou para o pós-venda, por exemplo.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/mais-leads-com-whatsapp

Tecnologia: a missão é identificar as áreas em que as inovações sociais e políticas são necessárias

Um homem da época da primeira revolução tecnológica, olhando para os de hoje em dia, com certeza acharia as atuais instituições sociais e políticas bastante familiares; afinal, não diferem muito das que ele e seus contemporâneos conceberam

Conscientes de que se está vivendo no meio de uma revolução tecnológica, fica cada vez mais uma preocupação com o seu significado para o indivíduo e o seu impacto sobre a liberdade, a sociedade e as instituições políticas. Lado a lado com promessas messiânicas de utopia a serem introduzidas pela tecnologia, encontram-se graves ameaças de escravidão do homem, isolamento de si mesmo e da sociedade e destruição de todos os valores humanos e políticos.

Por mais impressionante que seja a explosão tecnológica de hoje, ela não supera a primeira revolução tecnológica que marcou a vida humana há sete mil anos, quando a primeira grande civilização da humanidade, a civilização fluvial, se consolidou. Primeiro na Mesopotâmia, depois no Egito e no Rio Indo, e finalmente na China, surgiu uma nova sociedade, um novo regime, a cidade fluvial, que logo se tornou um império. Nenhuma outra mudança no estilo de vida do homem e em seus meio de subsistência, nem as mudanças de hoje, revolucionaram tanto a sociedade humana. Aliás, as civilizações fluviais marcaram o início da historia talvez somente porque marcaram o início da escrita.

A era das civilizações fluviais foi predominantemente uma era de inovação tecnológica. Até um passado recente – o século dezoito – , não havia inovação tecnológica comparável, em alcance e extensão, àquelas primeiras mudanças na tecnologia, nas ferramentas e processos. Aliás, a tecnologia do homem permaneceu essencialmente inalterada até o século dezoito, no que diz respeito ao impacto na vida humana e na sociedade.

A era das civilizações fluviais, contudo, não foi apenas uma das principais eras da tecnologia. Ela representa também a era mais produtiva e importante em termos de inovação social e política. O historiador das ideias tende a voltar à Grécia antiga, aos profetas do Antigo Testamento ou à China da primeiras dinastias em busca das fontes de crenças que ainda movem a humanidade até hoje. Só que as principais instituições sociais e políticas antecedem a filosofia política em milhares de anos. Todas foram concebidas e estabelecidas nos primórdios das civilizações fluviais. Qualquer pessoa interessada na história das civilizações sociais e governamentais, e na história dos processos sociais e políticos, terá de voltar à era daquelas primeiras cidades fluviais. Graças ao trabalho de arqueólogos e linguistas nos últimos cem anos, há cada vez mais informações a respeito das civilizações fluviais e é possível sempre recorrer a elas para entender a relação da Antiguidade com a sociedade moderna, uma vez que as instituições sociais e políticas atuais, praticamente sem exceção, foram criadas e estabelecidas nesta época. Seguem alguns exemplos:

1) A cidade fluvial foi a primeira a estabelecer o governo como uma instituição distinta e permanente. Instituiu um governo com uma estrutura hierárquica nítida, em que logo se manifestou a verdadeira burocracia – fator que possibilitou que as cidades fluviais se tornassem impérios fluviais. Algo ainda mais básico: a cidade fluvial foi a primeira a conceber o homem como cidadão, indo além das estreitas fronteiras da tribo e do clã, e reunindo pessoas de origem e raças muito diferentes numa única comunidade. Para isto, foi necessário criar a primeira divindade supratribal, o deus da cidade. Também foi preciso fazer uma distinção, pela primeira vez na história, entre costumes / leis e o desenvolvimento de um sistema legal de códigos impessoal e abstrato. Aliás, praticamente todos os conceitos legais, sejam referentes a leis criminais ou civis, remontam às cidades fluviais. O primeiro grande código civil, o de Hamurabi, que já tem quatro mil anos, ainda se aplicaria a diversas empresas de advocacia da sociedade industrial altamente desenvolvida de hoje.

A cidade fluvial também foi a primeira a desenvolver um exército permanente – não havia outra opção, pois os agricultores eram pessoas indefesas, vulneráveis e, acima de tudo, sedentárias. A primeira cidade fluvial que teve superávit na história da humanidade graças à tecnologia era um alvo atraente para os bárbaros, as tribos nômades do deserto e das espetes. E com o exército surgiram tecnologia e equipamentos específicos de guerra: o cavalo de batalha, o carro de combate, o lança, o escudo, a armadura e a catapulta.

2) Foi na cidade fluvial que as classes sociais se desenvolveram pela primeira vez. Precisava-se de gente permanentemente envolvida na produção agrícola que alimentava toda a cidade; precisava-se de agricultores. Precisava-se de soldados para defendê-los. E precisava-se de uma classe governante com conhecimento, isto é, uma classe sacerdotal. Até o fim do século dezenove, estes três bens enda eram considerados básicos da sociedade. Este tema é aprofundado no livro Oriental Despotism: A Comparative Study of Total Power ( New Haven, Conn., de mil novecentos e cinquenta e sete ).

Ao mesmo tempo, porém, a cidade fluvial dedicava tempo à especialização da mão de obra, resultando no surgimento de diversos artífices – oleiros, tecelões, artesãos de metal etc. – e de profissionais liberais – escribas, advogados, juízes e médicos.

Como produzia mais do que consumia, registrou o primeiro caso de negociações organizadas, o que atraiu não só comerciantes, mas também dinheiro e crédito, além de ter sido criada uma lei de proteção ao estrangeiro, o negociante que vinha de longe. Isto, a propósito, fez surgir a necessidade de criar leis de relações internacionais. Aliás, não existe muita diferença entre os tratados internacionais do século dezenove e os tratados dos impérios fluviais da Antiguidade.

3) A cidade fluvial foi a primeira a organizar e institucionalizar o conhecimento. Como era necessário possuir conhecimento para construir e manter os complexos trabalhos de engenharia que regulavam o abastecimento de água e como precisava administrar complicadas transações econômicas por muitos anos e de uma área de milhares de quilômetros, a cidade fluvial necessitava de cigarros, o que, evidentemente, significava escrita. Necessitava de dados astronômicos, à medida que dependia do calendário. Necessitava de meios de navegação por mar ou terra. Tinha, portando, de transformar as informações requeridas e seu processamento em conhecimento compreensível e ensinável. Como resultado, a cidade fluvial foi responsável pelo desenvolvimento das primeiras escolas e dos primeiros professores. Foi pioneira também na observação sistemática dos fenômenos naturais – aliás, a primeira visão da natureza como algo externo e diferente do homem, governado por leis próprias e independentes.

4) Por fim, a cidade fluvial criou o indivíduo. Fora da cidade, como ainda se vê nas comunidades tribais que sobreviveram até a era atual, só existia a tribo. O homem como indivíduo não era visto ou considerado. Nas cidades fluviais da Antiguidade, porém, o indivíduo tornou-se, por necessidade, o ponto focal. E nesta esteira surgiram não só a compaixão e o conceito de justiça, mas as artes como hoje se as conhece, os poetas e, mais tarde, as religiões e os filósofos.

Estas descrições, evidentemente, são apenas um esboço. O objetivo é se ter uma ideia da magnitude das inovações sociais e políticas que estavam por trás da criação das civilizações fluviais. A intenção é mostrar que as cidades fluviais eram, em essência, modernas, se for entendido o termo, e que, até hoje, a história baseou-se nas fundações estabelecidas há mais de cinco mil anos. Aliás, seria possível afirmar que a história da humanidade nos últimos cinco mil anos foi, em grande parte, uma expansão das instituições sociais e políticas das cidades fluviais a áreas cada vez maiores, isto é, a todas as áreas do planeta onde há abastecimento de água para o cultivo do solo. Em seus primórdios, a cidade fluvial era o oásis de um mundo nômade e tribal. Em mil e novecentos, o mundo nômade e tribal havia se tornado exceção.

A civilização fluvial baseava-se diretamente numa revolução tecnológica. Seria possível chamá-la, sem medo de exagero, de Estado tecnológico. Todas as suas instituições foram respostas a oportunidades e desafios oferecidos pela nova tecnologia. Todas as suas instituições visavam, acima de tudo, a tornar a nova tecnologia produtiva.

Uma digressão:

A história das civilizações fluviais ainda não foi escrita. Existe enorme quantidade de material disponível hoje em dia sobre o assunto. Há cem anos, havia, no máximo, alguns fragmentos. Há também maravilhosas discussões sobre esta ou aquela civilização fluvial, como, por exemplo a da Suméria. No entanto, a missão hercúlea de recriar esta grande realização da humanidade e de contar a história da primeira grande civilização ainda não foi cumprida.

Este deveria ser um trabalho para os historiadores da tecnologia, como Peter Ferdinand Drucker já naquela época professava ser. No mínimo, é necessário um historiador que tenha muito interesse pela tecnologia e verdadeiro conhecimento do assunto. O tema central em torno esta história terá de ser escrita devem ser os impactos e as funções da nova tecnologia e as oportunidades e desafios que a primeira grande revolução tecnológica apresentou. As instituições sociais, políticas e culturais, por mais familiares que sejam hoje em dia – porque são, em grane medida, as instituições com as quais convive-se por cinco mil anos – , eram todas novidades na época e todas resultado da nova tecnologia e das tentativas de solucionar os problemas ocasionados por esta tecnologia.

A argumentação de Drucker na Society for the History of Technology é que a história da tecnologia representa um elemento fundamental na grande trama da história humana. Acredita-se que a história da humanidade não tem como ser adequadamente compreendida sem uma relação com a história do trabalho e das ferramentas humanas, isto é, a história da tecnologia. Alguns dos colegas e amigos de Drucker Lewis Mumford, Fairfield Osborn, Joseph Needham, R. J. Forbes, Cyril Stanly Smith LynnWhite – demonstraram brilhantemente, em seus próprios trabalhos, o profundo impacto da tecnologia na histórica política, social, econômica e cultural. Contudo, embora as mudanças tecnológicas sempre tenham influenciado a forma de viver e trabalhar, em nenhuma outra época a tecnologia influenciou tão diretamente a civilização e a cultura como no período da primeira revolução tecnológica, isto é, durante o surgimento das antigas civilizações fluviais.

Só agora, porém, é possível contar a história. Não há mais como ignorá-la, pois os fatos estão disponíveis. E agora, como também vive-se numa revolução tecnológica, há a capacidade de compreensão o que aconteceu na época – nos primórdios da história. Há um grande trabalho pela frente: mostrar que a abordagem tradicional da história – a abordagem que se ensina na escola – , em que a história relevante começa com os gregos ( ou as dinastias chinesas ), é limitada e não abarca a verdadeira civilização antiga.

Mas houve uma pequena fuga ao tema. A questão colocada no início – o que se pode aprender com a primeira revolução tecnológica em termos de prováveis impactos na humanidade, na sociedade e no governo a partir da nova revolução industrial, a que se está vivenciando no momento. Será que a história da civilização fluvial mostra que o homem é determinado, dominado e coagido por suas realizações técnicas? Ou mostra que o homem é capaz de usar a tecnologia em proveito próprio, dominando as ferramentas que ele mesmo criou?

A resposta que as civilizações fluviais dão a esta pergunta divide-se em três pontos:

1) Sem sombra e dúvida, as grandes mudanças tecnológicas criam a necessidade de inovação social e política, tornando obsoletas as estruturas institucionais vigentes e exigindo novas formas de organização da comunidade, da sociedade e do governo. neste sentido, pode-se afirmar que as mudanças tecnológicas de caráter revolucionário coagem, pois demandam inovação.

2) A segunda resposta também envolve uma forte necessidade. Não restam dúvidas, concluir-se-ia ao analisar as civilizações fluviais, de que mudanças tecnológicas específicas requerem inovações sociais e políticas igualmente específicas. O fato de que as instituições básicas das cidades fluviais do Velho Mundo, apesar de grande diferença cultural, possuíam diversas semelhanças entre si não prova muita coisa. Afinal de contas, devia haver muita difusão cultural na época ( independentemente de se ter entrado ou não no mérito de debater se foi a Mesopotâmia ou a China que inovou primeiro ). No entanto, o fato de as civilizações fluviais do Novo Mundo – em torno do Novo México e da península de Iucatã – , apesar de culturalmente independentes, terem desenvolvidos, milênios depois, instituições em essência muito parecidas com as do Velho Mundo ( por exemplo, um governo organizado, com classes sociais e um exército permanente, além da escrita ) seria forte evidência de que as soluções para as condições criadas pela nova tecnologia têm de ser específicas e são, portanto, limitadas em número e abrangência.

Em outras palavras, uma lição a ser aprendida com a primeira revolução tecnológica é que a nova tecnologia cria o que um filósofo da história poderia chamar de realidade objetiva. E a realidade objetiva tem de ser estudada em seus próprios termos. Tal realidade seria, o exemplo, a transformação do espaço humano, ao longo da primeira revolução tecnológica, de habitat para assentamento, isto é, uma unidade territorial permanente que sempre estará no mesmo lugar – ao contrário dos rebanhos migratórios dos pastores ou dos campos de caça das tribos primitivas. Só isto já inviabilizava a existência das tribos e demandava um governo fixo, impessoal e poderoso.

3) As civilizações fluviais, entretanto, podem ensinar também que a realidade objetiva determina somente os parâmetros gerais das soluções – determina onde, e em que aspecto, as novas instituições são necessárias. Nada é inevitável. A questão de como os novos problemas serão atacados – qual o propósito e os valores das novas instituições – fica em aberto.

Nas civilizações fluviais do Novo Mundo, o conceito de indivíduo, por exemplo, não tinha força. estas civilizações, até onde se sabe, nunca conseguiram separar a lei de costume nem inventaram o dinheiro, apesar das transações bastante desenvolvida.

Mesmo no Velho Mundo, onde uma civilização fluvial podia aprender com as outras, havia grandes diferenças. As civilizações fluviais não eram homogêneas, embora tivessem tarefas similares a realizar, desenvolvendo instituições semelhantes para isto. As diferentes respostas específicas expressavam, acima de tudo, diferentes formas de enxergar propósitos e valores.

O surgimento de um governo burocrático impessoal foi imperativo, caso contrario estas civilizações não teriam dado certo. No Oriente Médio, porém, ficou evidente, desde os primeiros estágios, que um governo destes poderia servir tanto para explorar quanto para reprimir o homem comum, além de estabelecer justiça para todos e proteção para os fracos. Desde o início, o governo no Oriente Médio viu-se envolvido com uma decisão ética crucial. No Egito, contudo esta decisão nunca foi considerada. A questão do propósito do governo nunca foi levantada. E o principal objetivo do governo da China não era a justiça, mas a harmonia.

Foi no Egito que o conceito de indivíduo surgiu pela primeira vez, como testemunha a grande quantidade de escritos, pinturas, estátuas de profissionais – escribas e administradores, por exemplo – que chegou até a civilização atual, a maioria totalmente consciente da singularidade do indivíduo, declarando abertamente sua primazia. No Egito, por exemplo, há o registro dos novos nomes dos arquitetos igualmente importantes que construíram os castelos e palácios de Assur e da Babilônia, muito menos dos primeiros arquitetos da China. Mesmo assim, o Egito suprimiu a noção de indivíduo após um curto período de tempo, durante o qual floresceu 9 talvez como parte da reação contra as perigosas heresias de Akenaton ). Não há vestígios de indivíduos nos registros do Médio Império e do Novo Império, o que talvez explique sua relativa esterilidade.

Nas outras áreas, surgiram duas abordagens básicas completamente diferentes. Uma, a da Mesopotâmia e dos taoistas, pode-se chamar de personalismo, a abordagem que encontra sua maior expressão nos últimos profetas hebreus e nos dramaturgos gregos. Neste texto, a ênfase está em desenvolver ao máximo as capacidades do indivíduo. Na outra abordagem – pode-se chamá-la de racionalismo, ensinada e exemplificada principalmente por Confúcio – , o objetivo é a moldagem do indivíduo de acordo com ideais de retidão e perfeição preestabelecidos. Não é necessário sequer dizer que estas duas abordagens permeiam a atual forma de pensar em relação à educação de hoje.

Outro exemplo são as forças armadas. As civilizações fluviais tiveram de desenvolver um sistema de defesa organizado, mas surgiram três abordagens diferentes: uma classe militar isolada, apoiada por meio de tributos cobrados à classe produtiva, os agricultores; a milícia, saída da própria classe camponesa; e os mercenários. Não foi resta muita dúvida de que, desde o início, todos sabiam que cada uma destas três abordagens teria consequências políticas bastante evidentes. Não foi por coincidência que o Egito, destronando líderes locais insignificantes, nunca desenvolveu uma classe militar profissional permanente.

Até a estrutura de classes, embora comum a todas as civilizações fluviais, mostrava grandes diferenças dependendo da cultura e da época. Era usada para criar castas permanentes e completa imobilidade social, mas também servia para criar alto grau de mobilidade social e considerável número de oportunidades para quem possuía talento e ambição.

Considere-se a ciência. Sabe-se agora que nenhuma civilização antiga superou a China em termos de qualidade e quantidade de observações científicas. No entanto, sabe-se também que a cultura chinesa original não revelou algo que poderia ser chamado de ciência. Talvez por causa de seu racionalismo, os chineses evitam generalizações. E, por mais fantasiosas e especulativas que sejam, são as grandes generalizações do Oriente Médio e a matemática do Egito que apontaram o caminho á ciência sistemática. Os chineses, com seu elevado poder de observação, poderiam obter grande número de informações sobre a natureza, mas sua visão do universo permaneceu totalmente inalterada – em nítido contraste que serviu de base para a ascensão da Europa.

Em suma, a história da primeira revolução tecnológica da humanidade leva às seguintes conclusões:

1) As revoluções tecnológicas criam uma necessidade objetiva de inovações sociais e políticas. Criam também a necessidade de identificação áreas em que as novas instituições são necessárias e as velhas estão se tornando obsoletas.

2) As novas instituições têm de estar de acordo com as novas necessidades específicas. Existem respostas sociais e políticas certas em relação à tecnologia e respostas sociais e políticas erradas. Na medida em que somente uma resposta institucional acertada será eficiente, a sociedade e o governo são, em grande parte, limitados pela nova tecnologia.

3) No entanto, os valores que estas instituições tentam colocar em prática, seus propósitos humanos e sociais, e, talvez mais importante do que isto, a ênfase dada a um propósito em detrimento de outro, estão, em grande medida, dentro do controle humano. A estrutura óssea, a parte sólida da uma sociedade, é definida pelas tarefas que ela precisa cumprir. Mas o ethos da sociedade está nas mãos do homem e é muito mais uma questão de como, não de o que.

Pela primeira vez em milhares de anos, enfrenta-se novamente uma situação comparável ao que os remotos ancestrais do homem enfrentaram na época das civilizações fluviais. não é somente a velocidade da mudança tecnológica que cria a revolução, mas sua abrangência também. hoje em dia, como há sete mil anos, o desenvolvimento tecnológico de muitas áreas está ocorrendo em conjunto, gerando um novo ambiente humano, o que não aconteceu em nenhum outro período – somente entre a primeira revolução tecnológica e a revolução tecnológica que começou há mais de duzentos anos ( ainda em andamento ).

Está-se, portanto, diante da grande missão de identificar as áreas em que as inovações socais e políticas são necessárias; desenvolver instituições para as novas tarefas, instituições que atendam às novas necessidades e funções geradas pelas mudanças tecnológicas; e, por fim – a maior missão de todas – , fazer as novas instituições representarem os valores os valores defendidos, e possuírem propósitos que são considerados certos e sirvam à liberdade, á dignidade e às finalidades humanas.

Se um homem instruído daquela época da primeira revolução tecnológica – um profissional sumério, quem sabe, ou chinês – olhasse para os homens de hoje em dia, ficaria totalmente desconcertado com a atual tecnologia, mas com certeza acharia as atuais instituições sociais e políticas bastante familiares; afinal, até certo ponto elas não diferem muito das instituições que ele e seus contemporâneos conceberam. Com certeza ele daria um sorriso sardônico tanto para aqueles que preveem um paraíso tecnológico quanto para quem prevê um inferno de alienação, de desemprego tecnológico etc. Talvez murmurasse consigo mesmo: “Foi aí que eu entrei em cena.”. Mas para os homens de hoje, ele diria: “Um tempo como foi o meu e como o de vocês, um tempo de verdadeira revolução tecnológica, não é um tempo de exultação, mas também não é um tempo de desespero. É um tempo de trabalho e responsabilidade.”. Outras informações podem ser obtidas no livro Tecnologia, administração e sociedade; de autoria de Peter F. Drucker.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/tecnologia-a-miss%C3%A3o-%C3%A9-identificar-as-%C3%A1reas-em-que-as-inova%C3%A7%C3%B5es-sociais-e-pol%C3%ADticas-s%C3%A3o-necess%C3%A1rias

Competências Individuais e Propósito

Porque eu deveria investir no meu desenvolvimento pessoal

Sempre acreditei que nenhuma competência organizacional, nenhum recurso financeiro ou acadêmico, por mais conceituada que seja a família ou a instituição, são tão importantes quanto as capacidades individuais que trazemos conosco para os desafios da vida e dos negócios.

O grande diferencial competitivo não está no desenvolvimento de um produto fora da curva, de um atendimento encantador (somente), nem tão pouco na sofisticação da estrutura predial projetada para impressionar o cliente. Talvez até agrade por um tempo mas por sí só não será suficiente.

Em um ano tão desafiador como 2020 aprendemos que a grande “virada” propõs um mergulho pra dentro de nós mesmos na grande aventura de se descobrir ou redescobrir o grande propósito pelo qual você nasceu. Perguntas poderosas a respeito de sí podem não somente ressignificar 2020 mas projetar um 2021 mais alinhado ao seu propósito e te fazer mais feliz.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/compet%C3%AAncias-individuais-e-prop%C3%B3sito

Pequenas empresas criaram quase duas vezes mais empregos que médias e grandes

Pesquisa do Sebrae mostra recuperação das MPEs como “locomotiva” da economia brasileira

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, revelou que as micro e pequenas empresas (MPEs) criaram, entre julho e outubro deste ano, quase duas vezes mais vagas de trabalho no Brasil do que aquelas abertas por companhias de médio e grande porte no mesmo período. Foram 714,3 mil postos gerados por aquelas, contra 364,8 mil por estas.

“Esses números comprovam a tese que há muito defendida pelo Sebrae. As pequenas empresas contratam mais na expansão. Por isso é tão importante que desenvolvamos políticas de fomento e crédito para esse segmento vital à economia do nosso país. Elas precisam disso para continuar desempenhando seu importante papel”, avaliou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Os dados evidenciam a rápida recuperação do setor de pequenos negócios, que de março a junho foram os que mais desempregaram, com cerca de um milhão de postos encerrados, contra 606 mil contabilizados pelas médias e grandes empresas. Na avaliação global até outubro, as micro e pequenas empresas anotam saldo negativo de geração de emprego de 26 mil, quase dez vezes menor que aquele apresentado pelas médias e grandes (-215,3 mil). “Com o retorno gradual da atividade econômica, as micro e pequenas empresas voltaram a ser a locomotiva da nossa economia, implementando um ritmo de contratação bem mais forte do que as de maior porte”, ressaltou Melles.

A pesquisa também identificou a região Norte como destaque das estatísticas positivas: Roraima e Pará foram os dois estados que mais empregaram no ano até outubro, com índices de 81,12 e 63,21 vagas criadas, respectivamente, para cada mil empregados. São Paulo ficou com o 24º lugar do ranking, com saldo negativo de 13,45, e o Rio de Janeiro foi o estado com o pior desempenho, marcando 41,96 negativos.

Analisando o acumulado de janeiro a outubro, o estudo apontou ainda que as micro e pequenas empresas da Construção Civil foram as que mais empregaram, com 137,1 mil novos postos de trabalho, seguidas pela Agropecuária, com 29,7 mil vagas. Os setores de Comércio e Serviços mantêm saldos negativos de 154,3 mil e 65,7 mil empregos.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/pequenas-empresas-criaram-quase-duas-vezes-mais-empregos-que-m%C3%A9dias-e-grandes

Coaching: o caminho para o sucesso!

O processo de coaching leva a tomada de consciência, faz com que o coachee (pessoa que recebe o coaching) reflita sobre suas ações e no que poderá melhorar, potencializando escolhas e levando a mudanças.

O processo de coaching leva a tomada de consciência, faz com que o coachee (pessoa que recebe o coaching) reflita sobre suas ações e no que poderá melhorar, potencializando escolhas e levando a mudanças. O coach (profissional que executa o processo de coaching) tem como característica e foco principal ajudar seu coachee a produzir com excelência fazendo com que conquiste seus objetivos e os da organização. Os benefícios desse processo pode ser notado claramente, aumenta a auto estima, o colaborador torna-se mais produtivo, adquire confiança, clareza em seguir buscando atingir metas. Coaching consiste em conversações ou diálogos através da relação entre perguntas e respostas que mantém entre duas pessoas, coach e coachee. Deve levar a refletir nas respostas onde ele pode melhorar buscando sempre seu desenvolvimento profissional perguntas como por exemplo: “O que você precisa fazer para que isto dê certo?” é diferente de se perguntar : “Onde começou a dá errado”? Tudo é a forma de abordar o coachee, o tom de voz e a linguagem corporal também são super importantes.
Características de um Líder Coaching:

fonte: https://administradores.com.br/artigos/coaching-o-caminho-para-o-sucesso

Funcionários desmotivados no trabalho: como reverter a situação

A mudança do mindset organizacional melhora o desempenho das empresas e alavanca resultados

Segundo o Índice de Saúde Organizacional, recente pesquisa realizada e divulgada pela consultoria McKinsey, os brasileiros estão entre os mais desmotivados profissionalmente. O estudo com 82 empresas que somam 170 mil funcionários diz que a motivação profissional nem sempre está vinculada ao salário. Um dos maiores motivos para a falta de ânimo no trabalho é que a maioria dos colaboradores gosta de se sentir parte da empresa, estão buscando inovar, mas muitas vezes não recebem nenhum incentivo da liderança.

A pesquisa mostra também que aumentar o senso de responsabilidade das pessoas, de uma forma que elas se sintam parte do negócio e acreditem que o que fazem tem valor e é reconhecido, é uma das principais maneiras para motivar os funcionários.

“É importante desenvolver um certo grau de autonomia, quanto mais o trabalhador estiver envolvido, maior a probabilidade de atuar utilizando o mindset de crescimento e de trazer bons resultados para a empresa”, afirma Solange Mata Machado, autora do livro “Desconstruindo o Mindset e Construindo Inovação”, publicado pela editora Évora. Abaixo, ela explica como alterar a programação mental para alavancar resultados tanto para os funcionários quanto para as empresas, fazendo com que se sintam mais motivados.

Mindset e a cultura organizacional

O conceito de mindset está centrado na crença de se poder ou não alterar os traços pessoais. “No mindset fixo, as pessoas acreditam que tais características são inatas e não podem ser alteradas. Já no mindset de crescimento, são aquelas que creem no controle e mudança dessas características, a partir do esforço”, conta a autora. Ao utilizar os dois, é possível adquirir a capacidade de olhar para o presente enquanto se pensa no futuro.

As empresas tradicionais, criadas com base no comando-controle tendem a desenvolver o mindset fixo, pois privilegiam o status e a certeza em detrimento da autonomia. Por outro lado, as startups, por exemplo, desenvolvem culturas organizacionais que fomentam a inovação e a criatividade, incentivando a autonomia e os relacionamentos sociais. Essas dimensões incentivam o mindset de crescimento.

A autonomia é reconhecida pelo nosso cérebro como um processo de recompensa, que aumenta nossa atenção e impulsiona a vontade de transformar e colaborar. “Fazer um mapeamento das habilidades dos funcionários, determinando tarefas e responsabilidades, mas dando liberdade para a tomada de decisões é um passo importante para incentivar essa autonomia. Compartilhar conhecimento e informações que melhorem o desempenho e demonstrar confiança no funcionário também ajuda nesse processo”, explica Solange.

O que as empresas precisam se perguntar é como identificar os mindsets em seus funcionários para incentivá-los em um processo de aprendizado contínuo, demonstrando interesse naquilo que é pensado e realizado por esses trabalhadores. “Dessa maneira, eles se sentirão confortáveis e produtivos nas funções em que atuam”, finaliza a autora.

*Solange Mata Machado 
é diretora-executiva da Imaginar Solutions. Doutora e mestre em inovação e competitividade pela FGV com pós-doutorado (pós-doc) em neurociência aplicada à tecnologia pela UFMG.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/funcion%C3%A1rios-desmotivados-no-trabalho-como-reverter-a-situa%C3%A7%C3%A3o

Por que o comportamento dos líderes precisa mudar?

“Por décadas a figura ideal de um líder de sucesso foi o de uma pessoa que trabalha 18 horas por dia na maioria dos dias do ano”

Não é comum a relação entre as palavras líder e equilíbrio. O único conceito que “aproximou” essas duas palavras foi o de inteligência emocional, mas ainda assim não no seu sentido mais amplo e adequado.

Por décadas a figura ideal de um líder de sucesso foi o de uma pessoa que trabalha 18 horas por dia na maioria dos dias do ano, tem hábitos alimentares que dariam inveja ao Garfield, coloca a própria a família em segundo plano, usa toda a sua saúde para crescer na carreira e ter um bom plano de assistência médica (pois sabe que em breve vai precisar de um muito bom), não tem tempo nem para uma simples caminhada, e não faz ideia do que seja autoconhecimento.

Esses líderes “ideais” são agora clientes VIP dos melhores hospitais e clínicas psiquiátricas, vivendo a base de remédios e cada vez mais frustrados em suas altas posições se perguntando secretamente o motivo de não estarem satisfeitos mesmo tendo obtido tanto sucesso na carreira.

Acontece que ninguém nunca contou para esses profissionais algo muito elementar e inerente a todos os seres humanos; independente das nossas crenças, todos nós somos constituídos por três pilares básicos: físico, mental e espiritual.

Nosso corpo físico é um sistema que aprendemos a sabotar desde a mais tenra infância sob o apoio e influência dos nossos próprios pais, que apenas repetem comportamentos aprendidos em um ciclo vicioso sem fim. A escolha por se alimentar de produtos processados aliada ao estilo de vida sedentário tem levado cada vez mais pessoas a um último terço da vida triste, muitas vezes desejando já ter partido muito tempo antes.

Já a nossa mente ainda hoje é um dos assuntos mais estudados pela ciência devido à grande falta de entendimento sobre como ela funciona. O resultado desse desconhecimento é um descontrole de funções muito poderosas, como a memória e a imaginação, que podem, se bem usadas, nos levar a conquistas inimagináveis ou a doenças como a depressão ou síndrome do pânico.

Entender como a sua mente e a mente dos seus liderados funciona é uma das principais habilidades de um líder verdadeiramente completo, o líder do futuro! Mas isso, infelizmente, não é algo que nos ensinam na escola, nem na faculdade e nem no MBA. Como uma pessoa pode controlar uma habilidade que não tem ideia de como funciona? E pior ainda, como essa mesma pessoa pode liderar centenas, por vezes milhares de pessoas sem ter controle da sua própria mente?

O último pilar que compõe todas as pessoas e, consequentemente, todos os líderes, é o espiritual. Na maioria das vezes, ele passa bem longe de qualquer aspecto religioso e é altamente subestimado ou até sufocado propositalmente. Pessoas com um alto QE (quociente espiritual) são pessoas que priorizam a prática do autoconhecimento, são conduzidas por valores e ideais, usam a adversidade como uma ponte para crescer, pois as observam como oportunidade, e conseguem deslocar a sua própria visão e colocá-la em uma outra perspectiva ao olhar para uma determinada situação. O respeito e o acolhimento pela diversidade sequer é uma questão para elas, são curiosas e tem insights que nos levam à aquela famosa pergunta: como ninguém pensou nisso antes?

Por outro lado, as demais pessoas olham para eles e têm as seguintes reações: “o que posso fazer para conseguir moldar aquela pessoa?”; “ela tem algo diferente que não sei bem o que é.”; “essa pessoa ilumina o ambiente quando chega.”; “essa pessoa tem um olhar diferenciado”.

Estamos em um processo constante de evolução e caminhamos para um momento em que o líder ideal será alguém que busca continuamente o equilíbrio entre esses três pilares, pois já aprendeu que sem equilíbrio o caminho leva a extremos que de um lado e de outro não traz satisfação, realização e o sentimento de propósito que tanto buscamos em nossas vidas.

*Zenaldo Magalhães é diretor de Operações na Concentrix Brasil, companhia global especializada em outsourcing e em prestação de serviços.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/por-que-o-comportamento-dos-l%C3%ADderes-precisa-mudar

Como liderar uma equipe: 5 razões pelas quais os colaboradores se demitem

O que leva sua empresa a perder um bom funcionário – e o que fazer para evitá-lo?

Você sabe quais são as 5 razões pelas quais os melhores colaboradores se demitem de uma empresa – mesmo quando gostam do trabalho?

Para ser o melhor em seu segmento, você deve primeiramente encontrar seus melhores funcionários. Perder qualquer um deles pode ser terrível, pois gera despesas para encontrar, integrar e treinar um substituto, e com isso o resto da equipe também sofre até que a vaga seja preenchida novamente.

No vídeo abaixo, ajudamos você a entender o que pode levar sua empresa a perder um de seus colaboradores – e agir para que isso possa ser evitado:https://www.youtube.com/embed/p4YEBS8b1U0

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fonte: https://administradores.com.br/noticias/como-liderar-uma-equipe-5-raz%C3%B5es-pelas-quais-os-colaboradores-se-demitem

Dinheiro não traz felicidade? Conheça as 4 bases para uma vida feliz

Será que a busca por riqueza e bens materiais é suficiente?

Você sabia que o segredo da felicidade está no seu cérebro?

Muitas pessoas acham que a fonte de uma vida feliz é a riqueza. Dinheiro é necessário e muito útil para viver, mas apenas bens materiais não trazem felicidade.

Confira no vídeo abaixo as 4 bases para te levar a uma vida feliz – que não tem nada a ver com riqueza:https://www.youtube.com/embed/my-e2it_YEk

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6 motivos para entender que a inovação tecnológica não é coisa do futuro

A inovação tecnológica nas empresas já não é uma tendência, mas, sim, um mecanismo de sobrevivência, diante da acirrada competitividade no mercado

Que a inovação tecnológica vem revolucionando a forma das empresas fazerem negócios não é novidade. Mas a rapidez com que esses recursos estão evoluindo, e o quanto exponenciam resultados, talvez ainda não seja de amplo conhecimento.

É difícil imaginar a dinâmica de empreendimentos, de todos os portes, não ser afetada por essa modernização. E, por isso, fica a reflexão: qual a relação do seu negócio com as tecnologias? O assunto recebe cada dia mais destaque no mundo dos negócios, e empresas de todos os tipos e tamanhos têm investido pesado nessa estratégia.

Separei algumas dicas com novidades e os seis principais motivos para que as pequenas e médias empresas precisam aportar na tecnologia.

1. Agilidade nos processos

Os avanços tecnológicos modificaram bastante a forma de atuação das empresas. No cenário atual, boa parte das atividades são realizadas pelas máquinas, sobretudo aquelas repetitivas. Hoje, esses equipamentos vêm adquirindo inclusive a capacidade de raciocinar.

O uso de softwares modernos simplifica e agrega velocidade em todos os setores — o que levaria horas ou dias para se executar manualmente, essas ferramentas conseguem resolver em poucos minutos. E isso é benéfico tanto para grandes empreendimentos quanto os de pequeno e médio porte.

2. Redução dos custos

A implementação de tecnologias não é um processo simples, e depende de um investimento inicial que pode ser considerado caro por muitos empreendedores. No entanto, se analisarmos os resultados a longo prazo, a redução dos custos operacionais são bem evidentes e demonstram a eficiência da estratégia.

Ao automatizar tarefas, o gestor tem maior controle dos dados que são gerados na rotina empresarial e, consequentemente, uma melhor percepção daquilo que funciona bem, dos pontos fracos que necessitam de aprimoramento.

Dessa forma, ele consegue identificar gargalos com mais facilidade e distribuir corretamente os recursos. Além disso, o auxílio da tecnologia reduz significativamente os prejuízos causados por erros, pois eles passam a acontecer com menos frequência, e isso evita o retrabalho e desperdício de recursos.

Ademais, a automatização contribui para o melhor aproveitamento das equipes, que são liberadas dos trabalhos repetitivos e passam a desempenhar papéis estratégicos na organização.

3. Melhoria no controle de qualidade

O investimento em um bom software aumenta a capacidade de registro, organização e gerenciamento de dados sobre tudo o que se passa na empresa, inclusive dos históricos de relacionamentos com os seus clientes.

Com esse domínio, o controle sobre todas as operações e também sobre a qualidade dos seus produtos ou serviços é muito mais efetivo. Além de tornar os procedimentos mais ágeis, o uso de ferramentas modernas auxilia na manutenção de um padrão sempre elevado.

4. Atração e fidelização de clientes

Outro aspecto positivo da implementação de novas tecnologias é a otimização do relacionamento com os clientes. Em primeiro lugar, graças aos recursos das mídias sociais, as empresas conseguem estabelecer uma interação mais próxima com o público, o que representa uma excelente estratégia para gerar engajamento.

Para as etapas de atendimento, a Inteligência Artificial aprimora cada vez mais o tempo e a qualidade nas respostas aos consumidores, os chatbots.

A medida em que as tecnologias se tornam parte do funcionamento das empresas, inclusive as de pequeno e médio porte, o que se obtém é o aumento da sua capacidade de personalização, e não restam dúvidas de que clientes satisfeitos estão mais propensos à fidelização.

5. Engajamento e motivação dos colaboradores

A gestão de talentos é sempre um grande desafio para os empreendedores. Se você não oferece um ambiente de trabalho agradável, com as ferramentas necessárias para que os funcionários rendam mais, e uma gestão que os faça sentir valorizados, dificilmente vá conseguir manter a motivação do time.

Lembre-se de que profissionais engajados com a cultura da empresa e com os valores que ela gera no mercado são mais produtivos. E o uso das tecnologias é importante para se atingir esse objetivo — eles ficam, por exemplo, menos presos aos trabalhos repetitivos e sentem-se mais úteis.

6. Melhoria na comunicação

Uma das questões que colocam em xeque o desempenho de qualquer empreendimento é a falha na comunicação. Isso pode trazer desde problemas de desempenho até erros mais graves, que comprometam a imagem da marca.

Se funcionários e gestores não “falam a mesma língua”, se há ruídos na troca de mensagens, fica bem difícil manter um alinhamento de ideias, para fazer com que cada envolvido entenda o seu papel para o alcance das metas.

Por essa razão, é fundamental investir na comunicação interna do ambiente de trabalho. Hoje, há uma infinidade de recursos que facilitam os diálogos do dia a dia. Dentre eles, podemos destacar os softwares de gestão, que reúnem informações de todos os setores em uma única plataforma e ainda permitem o acesso remoto pelos envolvidos.

Nesse contexto, os sistemas de telefonia IP possibilitam o recebimento de chamadas do telefone comercial mesmo que o funcionário esteja fora da empresa. Além disso, temos os aplicativos de troca de mensagens e as ferramentas de telecomunicações em geral.

Implementar tecnologias para melhorar a comunicação interna garante à organização rapidez para solucionar suas demandas diárias e, assim, evitar dores de cabeça futuras.

Quais as consequências ao não aderir a inovação tecnológica?

A não inclusão de inovações tecnológicas nos processos corporativos pode desencadear uma série de consequências negativas, que vão resultar na perda de competitividade da empresa.

Em um mercado em que todos estão buscando alternativas que tragam eficiência e, ao mesmo tempo, economia de custos sem a perda da qualidade, ficar de fora dessa tendência pode custar a sobrevivência do negócio. Separei alguns dos principais efeitos: perda financeira, falta de informações exatas dos clientes e fornecedores, perda de venda, controle de compra e estoque ineficiente.

A inovação tecnológica nas empresas já não é uma tendência, mas, sim, um mecanismo de sobrevivência, diante da acirrada competitividade no mercado. Por isso, sua incorporação à rotina do empreendimento é um assunto que deve ser dominado com urgência. Os benefícios da estratégia são muitos e é melhor não perder tempo para usufruí-los.

Georgia Roncon é especialista em Gestão Empresarial e Marketing pela FGV. É cofundadora da AGE GROUP, que atua em Turismo, Investimentos e com Educação em Inovação e Tecnologia com o ECQ Lifelong Learning, que opera tanto no Brasil e nos EUA.