Um check list para os Labs corporativos

Este artigo aponta os principais motivos por que muitos laboratórios de inovação fracassam e o que fazer para evitar isso

A Inovação Aberta foi disseminada entre empresas brasileiras nos últimos anos. Já passa de 100 o número de programas corporativos de aceleração de startups. E muitas dessas empresas têm também os seus Labs, ou laboratórios de inovação.

Tanto programas de aceleração corporativa quanto os labs, entretanto, costumam ter um ciclo de vida curto. Em menos de cinco anos, eles são criados, atingem seu auge, não entregam os resultados esperados e são encerrados. Essa é uma estatística global – há diversos artigos na Harvard Business Review falando sobre o tema, pra quem quiser mais detalhes.https://dda6558028bdf754e05c6204e2f03436.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Há uma série de motivos para isso. Simone Bhan Ahuja, autora do livro “Disrupt-It”, elenca três principais motivos para o fracasso dos Labs: falta de alinhamento com o negócio, falta de métricas para o sucesso, falta de diversidade na equipe. Isso é uma realidade, são fatores extremamente importantes para o sucesso de um lab

Entretanto, eu gostaria de trazer aqui três elementos adicionais, que, segundo minha experiência prática, fazem com que os Labs não entreguem os resultados esperados pela organização.

O primeiro é a ausência de pessoas, nas áreas de negócios, dedicadas à inovação. Em geral, os profissionais, em todas as áreas, já estão envolvidos com seu dia a dia. Estão comprometidos em bater suas metas do trimestre e do ano. Inovações costumam desviá-los deste caminho e trazem incertezas. Quanto maior o ganho potencial, normalmente maior o risco também de não dar certo. E aí, muitas vezes, se engajar num projeto inovador não é interessante, pois pode colocar em risco um resultado a ser alcançado, que vai garantir o bônus daquele time. Com pessoas dedicadas à Inovação, suas metas naturalmente estarão relacionadas ao tema e elas perseguirão este objetivo e buscarão o apoio necessário para que os projetos inovadores não parem.

O segundo elemento é a ausência, nas áreas de negócios, de pessoas apaixonadas por Inovação. Profissionais que sejam, em sua vida pessoal, early adopters de novas tecnologias. Pessoas que gostem de testar as versões novas dos produtos, que estejam sempre lendo sobre novas soluções, que sejam naturalmente curiosas e que gostem de pensar em novas formas de se resolver antigos problemas. Quando a empresa possui pessoas com este perfil, dentro das áreas de negócios, as PoCs (provas de conceito) fluem melhor, a inovação é impulsionada, a experimentação ganha relevância. Estes profissionais se tornam os sponsors das inovações trazidas pelo Lab e cuidam para que elas entrem nas esteiras de produção, após aprovadas.

E o terceiro fator é a definição do que será feito se o piloto der certo. Não é intuitivo se pensar nisso, uma vez que trata-se de um teste. Porém, é muito comum um experimento funcionar e a área de negócios não estar preparada para inserir aquela inovação em seu ambiente de produção. Os sistemas precisam ser alterados e isso exige um investimento que não estava no orçamento. Envolve mudança de processos, que são como hábitos do nosso dia a dia, o que significa dizer que há uma inércia a ser vencida. Existe um processo burocrático, de contratação da solução, que não pode ser desprezado. Há a necessidade de se aprofundar no conhecimento da nova solução. Enfim, dependendo do caso, é uma mudança profunda na área, para a qual o time não se preparou. A situação mais comum é que a área envolvida comece a pensar nisso tudo, somente após o teste concluído e bem sucedido. E, quando se depara com uma série de obstáculos, a inovação fica sob ameaça.

Fica então a recomendação para que os Labs atentem para estes pontos, de forma a evitar aumentar a estatística das iniciativas fracassadas.

fonte: https://valorinveste.globo.com/blogs/seu-negocio/post/2021/05/um-check-list-para-os-labs-corporativos.ghtml

Trocar um bem ou serviço por algo que você queira. Aplicativo é lançado com essa proposta

Finpli foi lançado para testes em março por dois empresários em Curitiba e já conta com 1 mil usuários. Produtos que podem ser cadastrados na plataforma de troca vão desde roupas a imóveis, além serviços, como de beleza e consertos

Ao invés de dinheiro, você já pensou em usar seu trabalho ou oferecer algum bem pessoal em troca do que quer comprar? É com essa proposta de “moedas de troca” não-monetárias que o aplicativo Finpli acaba de ser lançado oficialmente. Na fase de testes, desde março, cerca de 1 mil pessoas já se cadastraram e catalogaram produtos, desde roupas a imóveis, e serviços que possam oferecer em troca de outros bens e serviços que queiram adquirir ou contratar. O que forma um ecossistema próximo a um “escambo virtual”.

Fundado pelos curitibanos Marcelo Kume e Luiz Fernando Gerber, a ideia surgiu quando Kume anunciou um relógio em um site de vendas conhecido e surgiram mais propostas de troca do que de compra. Gerber conta que começaram a pesquisar o mercado no ano passado e observaram que muitas pessoas estavam dispostas a oferecer produtos e serviços ao buscar oportunidades de trocas na internet. Mas faltava uma solução desenvolvida especificamente para esse público.

“As pessoas que gostam de trocar produtos têm dificuldade em encontrar opções na internet. Assim como no caso do anúncio do relógio do Marcelo, muitas oferecem produtos para troca em sites de vendas, para pessoas que não querem trocar. No Finpli todos os anúncios são publicados por pessoas que estão dispostas a estudar propostas de troca”, conta Gerber.

Para promover essa conversa, a empresa foi buscar inspiração nos aplicativos de relacionamentos, como o Tinder: a negociação via chat privado só é iniciada quando houver interesse recíproco na troca.

Quando alguém recebe uma mensagem de interesse em um item anunciado, ela pode visualizar todos os itens da outra parte previamente e, se o interesse é recíproco, o chat privado é iniciado para que elas possam combinar os detalhes da troca”, explica o executivo.

Todos os itens anunciados são cadastrados obrigatoriamente com o preço de referência, para servir como base antes de iniciar uma negociação. Cabe ao usuário avaliar se é interessante realizar a troca. Não há, porém, transações financeiras pelo aplicativo e nem moeda própria. O pagamento e a entrega deve ser combinados entre as pessoas.

O que pode ser ofertado? Produtos de beleza e cuidado pessoal, livros, jogos de videogame, roupas e acessórios, móveis, entre outros – são 35 categorias de produtos ao todo. Já em serviços, o destaque são serviços estética, limpeza, assistências técnicas, cursos e aulas particulares. O que está proibido é oferecimento de produtos que ofereçam risco à saúde ou à segurança, como armas, munições, explosivos, produtos farmacêuticos controlados e animais.

“Como o Finpli é gratuito, ele também é útil para uma grande parcela da população que é desbancarizada (cerca de 34 milhões de pessoas) a adquirir produtos e serviços à base de troca. Com a crise financeira gerada pela pandemia, muitas pessoas perderam a renda e o app é uma opção para quem está enfrentando dificuldades em comprar ou vender”, diz Gerber.

Para se cadastrar, é preciso baixar o aplicativo na Apple Store ou na Google Play e se cadastrar. É preciso, por exemplo, descrever os produtos que deseja trocar, com foto e descritivo, como em qualquer aplicativo de compra e venda, e indicar o preço de referência, que servirá como base para a negociação. Depois, é só esperar pelas ofertas de troca. O aplicativo é gratuito para as pessoas e a startup afirma que não pretende mudar isso.

“A ideia é monetizar de outras formas que não em comissão por cada troca, até porque não estará envolvido dinheiro em nenhuma transação. Por isso, para 2021 não há projeção de faturamento, uma vez que os planos de monetização, que na maioria passam por publicidade, têm relação direta com o tamanho da base”, explica a startup.

O foco este ano, portanto, é em expansão da base de usuários para o Sudeste e Sul – no primeiro mês se restringiu à Curitiba (PR) – e melhorias na funcionalidade e experiência do cliente. Atualmente conta com seis pessoas focadas no desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia, mas em breve, abrirá vagas para times comerciais e de atendimento.

Outro ponto observado é a proximidade física das pessoas. Assim como os aplicativos de relacionamento, usa um sistema de geolocalização para que os usuários encontrem pessoas próximas que tenham os produtos que queiram trocar e fazer a proposta.

“Além da dificuldade de encontrar boas oportunidades, grande parte desse público dá preferência para trocas por proximidade, no próprio bairro. Se, por exemplo, a troca envolver produtos de valores baixos, qualquer custo de deslocamento pode torná-la inviável. No Finpli, a ferramenta de busca por geolocalização facilita a vida dessas pessoas”, conta o empreendedor ao Valor Investe.

fonte: https://valorinveste.globo.com/objetivo/empreenda-se/noticia/2021/05/17/trocar-um-bem-ou-servico-por-algo-que-voce-queira-aplicativo-e-lancado-com-essa-proposta.ghtml?VALOR-INVESTE-POST-TOP-6H-item-sel-13,top,01834342-6553-4a1f-a0eb-31c60c20417b

Poder de Elon Musk sobre o preço do bitcoin é ‘queima-filme’ para o mundo cripto

Enquanto os humores em torno das criptomoedas forem tão facilmente abaláveis, vai ser difícil ver entrarem na blockchain os trilhões de dólares dos quais a economia digital precisa para mudar o mundo

Já está ficando batido: Elon Musk diz que gosta de bitcoin? A cotação dispara. Opa, o presidente da Tesla parece ter mudado de ideia? O preço despenca.

Aconteceu – está acontecendo – de novo nos últimos dias. Na noite de quarta-feira (12), o bitcoin era negociado a US$ 54.501 quando Musk falou em uma rede social que a Tesla ia suspender a decisão, anunciada em março, de aceitar bitcoins na venda de seus carros elétricos.

O motivo alegado pela empresa, ou por seu CEO (a linha entre um e outra é perigosamente tênue), foram ressalvas ambientais; Musk teria finalmente se dado conta de que o bitcoin consome muita energia e de que boa parte dela advém de combustíveis fósseis.

O efeito sobre a cotação foi imediato, com desvalorização de quase 10% até sexta-feira – a queda se ampliou neste fim de semana, e, no domingo à noite, o bitcoin era negociado em torno de US$ 45 mil.

Ao final, uma declaração de um CEO de uma grande companhia fez o mais importante ativo digital do mundo cair 17% em quatro dias e perder mais de US$ 160 bilhões em valor de mercado.

E o bitcoin polui, mesmo?

Sim, o bitcoin consome energia demais. Como o Valor Investe mostrou no ano passado, o “ecossistema” da criptomoeda já usa mais energia do que países com grandes populações, como Filipinas (109,5 milhões de pessoas) e Argentina (45,1 milhões).

Esse gasto se deve principalmente ao processo de registro e verificação das transações na blockchain, conhecido como mineração.

Os mineradores – players em sua maioria de nível industrial, que atuam em “fazendas de mineração” – recebem unidades do bitcoin por esse serviço, e o gasto de energia deles tende a ser maior quanto mais alta for a cotação da criptomoeda (explico isso neste artigo).

Há quem argumente que, segundo estudos, mais de 85% desse enorme consumo de energia está baseado em fontes renováveis, principalmente usinas hidrelétricas.

Mas isso não limpa a ficha do bitcoin, que, na melhor hipótese, está desperdiçando energia produzida às custas de intervenções em sistemas hídricos com imensa pegada de carbono, para usar a terminologia ESG em voga.

Certo. E qual o problema se Musk é influente?

É natural que opiniões de pessoas sobre as perspectivas de um ativo sejam levadas em conta. Em todo investimento, tendências são seguidas em maior ou menor escala, a depender do calibre – normalmente financeiro ou de reputação – de quem fala. E, nos mercados tradicionais, os abalos causados por uma opinião costumam corresponder à relevância da participação do dono da opinião.

Então o preço de uma ação tende a cair se um grande gestor ou analista de mercado, ou um grande investidor, com uma fatia de, digamos, 10% de uma empresa, anunciar que está preocupado com os danos ambientais que ela causa.

No caso da relação entre Elon Musk e o bitcoin, falta razoabilidade; o empresário não é um especialista em criptomoedas, e a Tesla nem sequer vendeu os bitcoins que adquiriu, que nem eram tantos. A empresa informou em janeiro que, no ano passado, investiu US$ 1,5 bilhão de seu caixa na criptomoeda (e, adivinhe?, o preço disparou). A considerar a cotação no último dia de 2020, o total aplicado pela fabricante de carros elétricos corresponde a ínfimos 0,2% de “participação” no bitcoin.

Não deveria ser motivo para sangramentos, mas é. E isso prejudica o ecossistema formado por exchanges, carteiras digitais, fundos, tokens e serviços financeiros, pois afasta participantes e recursos. Principalmente os institucionais, cuja pujança é vista como determinante para um futuro próspero do segmento cripto.

Não por caso, o segundo semestre de 2020, marco da explosão das aplicações institucionais na criptoeconomia, foi também um período de baixa volatilidade do bitcoin, que, em alguns meses, flutuou menos do que as ações da Apple.

Outro problema das disparadas e quedas-livres no embalo de declarações do bilionário presidente da Tesla é que ele – a empresa? – costuma falar primeiro em redes sociais, e não por meio das vias que companhias abertas tradicionalmente usam para comunicar fatos relevantes, como os informes à SEC (U.S. Securities and Exchange Commission, equivalente nos Estados Unidos à CVM no Brasil).

Do jeito que vem sendo feito, quem compra uma ação da Tesla é quase obrigado a abrir uma conta no Twitter e seguir Elon Musk, sob pena de ficar para trás de outros acionistas.

É uma demonstração de vulnerabilidade, um cisco no olho do “G” no ESG (acrônimo em inglês para meio ambiente, social e governança), e mais uma evidência de imaturidade da pioneira e mais popular entre as criptomoedas.

Há problemas também no casuísmo das mudanças de humores; na mesma leva de tuítes em que jogou o bitcoin na fogueira, Musk afirmou que “está em conversas com desenvolvedores para aprimorar o sistema de mineração da dogecoin.

Ela mesma, a criptomoeda que nasceu de uma brincadeira de internet, mas que, nos últimos meses, ganhou um surreal aspecto de investimento sério no embalo de declarações favoráveis de… Elon Musk.

Fica uma impressão de manipulação de um mercado ainda por demais vulnerável a opiniões flutuantes e reações de manadas.

E, mais uma vez, é algo que afugenta do ecossistema cripto investidores que poderiam aprimorar esse setor.

Em certa medida, as coisas são como elas são, e não parece haver muito a fazer para evitar a realidade de que, hoje, a opinião de Elon Musk tem peso no valor relativo do bitcoin.

Mas, inevitável ou não, eis uma consequência: enquanto os humores em torno das criptomoedas forem tão facilmente abaláveis, vai ser difícil ver jorrar blockchain adentro os trilhões de dólares, euros, yuans e, por que não, reais dos quais a economia digital precisa para mudar o mundo.

(Ou melhor: para adentrar a blockchain nas atuais condições, o mais provável é que esse dinheiro exija camadas de serviços que amenizem a volatilidade, em um processo de intermediação que tende a encarecer o investimento e que vai na contramão das premissas de descentralização e empoderamento que inspiraram a criação do bitcoin – mas este é tema para um próximo blog.)

fonte: https://valorinveste.globo.com/blogs/rafael-gregorio/post/2021/05/poder-de-elon-musk-sobre-o-preco-do-bitcoin-e-queima-filme-para-o-mundo-cripto.ghtml

Bancos leiloam 463 imóveis até o fim do mês

Há opções de casas, apartamentos, terrenos, áreas rurais e prédios comerciais com lances que vão de R$ 15,8 mil a R$ 92 milhões

Durante todos os dias úteis deste mês, a plataforma Zukerman Leilões vai leiloar 463 imóveis de várias instituições financeiras, como Bradesco, Santander, Daycoval, Pan, Inter e outras. Os itens estão disponíveis para venda no site oficial da leiloeiraOs lances iniciais vão de R$ 15,8 mil até R$ 92 milhões e o pagamento pode ser à vista ou parcelado, a depender do empreendimento escolhido.

Entre as opções estão casas, apartamentos, terrenos, áreas rurais e prédios comerciais, ocupados e desocupados, com preços considerados abaixo do valor de mercado.

Há oportunidades espalhadas por todo o Brasil, nas seguintes regiões: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Para participar do leilão de imóveis, os interessados devem se cadastrar no site da Zukerman Leilões, ler o edital do lote desejado , se habilitar para fazer os lances e ter a chance de arrematar a propriedade desejada.

fonte: https://valorinveste.globo.com/produtos/imoveis/noticia/2021/05/16/bancos-leiloam-463-imoveis-ate-o-fim-do-mes.ghtml

Índice da velha economia deixa Ibovespa e setor de consumo comendo poeira

Índice de ações de vendedoras de materiais básicos, como celulose, minério e aço, acumula 131% de ganhos em 12 meses, dando um banho nas carteiras teóricas expostas às queridinhas do e-commerce e ao setor bancário

Pode não parecer muuuuito “sexy”, em plena era digital, investir em empresas vendedoras de papel, aço, minério de ferro, painel de madeira, vaso sanitário… Mas não se pode dizer o mesmo do retorno recente que tem sido oferecido pelas ações do setor, na comparação ao da turma mais moderninha.

Na bolsa brasileira, não há um índice dedicado especialmente a tecnologia, até porque até poucos meses atrás quase não havia companhias da área com ações em negociação. Mas o desconhecido “Icon”, índice das empresas de consumo, é o que mais perto chega disso, dado o peso relevante que empresas de e-commerce tem no indicador. Bem, neste ano, este índice acumulava queda de 2% até sexta-feira (14). Em 12 meses, o desempenho é melhor, com avanço de 35%.https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

  • Em comparação, porém, o também pouco famoso “Imat”, índice que espelha o desempenho ponderado das companhias da velha guarda, que fabricam e vendem “materiais básicos” listadas na B3, acumula alta de 30% apenas neste ano, e salta impressionantes 131% em 12 meses.

É interessante comparar esses números também com o desempenho do Ibovespa, principal índice nacional e que todo brasileiro costuma ver noticiário. Este está praticamente no zero a zero no ano, com valorização de 2,4% e sobe 54% em 12 meses.https://datawrapper.dwcdn.net/A3uy5/1/https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

E o desempenho do Ibovespa só não está no vermelho graças a ações de empresas que também aparecem no tal Imat. Casos da mineradora Vale (VALE3), com alta no ano de 32%, e do blocão das vendedoras de aço. Dentre elas, o desempenho mais positivo em 2021 até aqui é de ações da CSN (CSNA3), com 50% de ganhos

Beleza, mas e daqui para frente?

OK, tudo vai bem no retrovisor. Mas você já deve saber que, na hora de investir, o que importa é o futuro, e não o passado, certo?

Bem, passado o vendaval do primeiro ano de pandemia, em que a atividade econômica mundial foi devastada, é com materiais básicos que a riqueza das nações será reconstruída. Literalmente. As grandes economias, com destaque para Estados Unidos e China, prometem liderar o maior crescimento em escala global desde a década de 1970. E, predominantemente, com fortes investimentos em infraestrutura.

Portanto, pode até ser atraente a disrupção prometida por empresas cujo maior valor intrínseco é tecnológico e pouco tangível. Mas, como já tem sido antecipado na bolsa brasileira, não será em vendas on-line que os trilhões de dólares e yuans gastos em infraestrutura vão desembocar aqui no Brasil. E, segundo analistas, a arrancada das ações de vendedoras de materiais básicos, na economia real e nas bolsas, parece mal ter começado.https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O momento definido pelas vendedoras de commodities que integram o Imat é definido pela gestora Priscila Araujo, da Macro Capital, como “alinhamento perfeito dos astros”. Em especial, no caso das empresas de siderurgia.

Nos últimos anos, conforme explica, os preços do aço já andavam depreciados. O que, por baixa demanda, trazia volumes de produção reduzidos. Com a chegada da crise, a oferta diminuiu ainda mais, com a interrupção de extração do minério e de produção de aço em diversos países. No entanto, quando as turbinas da economia mundial foram religadas, surgiu uma superdemanda quase que do dia para noite. E como a retomada da oferta não acompanhou, os preços de minério e aço têm decolado, aparentemente ainda distante de alcançarem seus picos. E, segundo analistas, tendendo a se manter em patamares elevados por bom tempo.

Já seria o suficiente para qualquer empresa de siderurgia encher a burra de dinheiro. Mas as empresas brasileiras — e aí é que entra o “alinhamento dos astros” citado por Araujo —, contam também com a depreciação do real a seu favor. Isso faz com que, no celeiro mundial de um produto ultraprocurado e cada vez mais caro, sua produção seja das mais competitivas. “E, para as empresas, ter a moeda local depreciada com a receita em dólar é o melhor dos mundos”, diz.

E o céu totalmente a favor das siderúrgicas brasileiras ainda não terminou.

A China, maior produtora mundial de aço, com cerca de 60% da oferta global, está determinada a colocar um pé no freio nas emissões de carbono, e isso pode favorecer as empresas brasileiras do setor. “Chega num ponto em que a China pode ter de importar aço, reforçando ainda mais a demanda pelo aço brasileiro”, diz a gestora.

No grupo das siderúrgicas, a empresa favorita de Araujo está ligada ao mercado americano. A Gerdau (GGBR4), entende, será a principal beneficiada pelos planos do presidente Joe Biden de pisar no acelerador dos gastos com infraestrutura pelos próximos anos. E, por ter unidades em território americano, parte dos trilhões a serem desembolsados pela Casa Branca, entende a gestora, tendem a procurar morada nas receitas da empresa.https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.htmlLeia tambémVeja onde estão as oportunidades de ações para a retomada da economia

O setor dos materiais básicos, na visão dela, é o que tem se salvado no cardápio de opções oferecido na bolsa do Brasil. Receosa quanto ao sucesso da reabertura já em curso na economia, pós-pior momento da segunda onda, teme por uma terceira. Gato escaldado, afinal, tem medo de água fria. E, dessa forma, o pouco de ativos nacional em que tem apostado nas carteiras que administra vem desse flanco. Que, independentemente de a vacinação conseguir ou não ser mais veloz que a proliferação da covid-19 no Brasil, tende a garantir bons frutos. Na visão de Araujo, pelo menos até o fim do ano no ritmo forte mostrado pelo retrovisor.

Ainda dentro do Imat, ela destaca a demanda chinesa pelos produtos das companhas de celulose – Klabin (KLBN11), com alta no ano de 5%, e Suzano (SUZB18), de 18% -, embora não preveja ganhos tão poderosos quanto os potencialmente oferecidos pelas vendedoras de aço. E aponta para as ações da petroquímica Braskem, produtora de materiais plásticos com valorização em 2021 de 120%, como forte candidata a manter o fôlego na esteira do crescimento das principais economias. Não só Estados Unidos e China, ressalta, mas também via demanda da Europa.https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

E, expandindo um pouco para vendedoras de commodities de fora da carteira do índice, entende serem merecedoras de maior carinho de investidores o time do agro. “São empresas que se beneficiam com a valorização de terras, e neste momento as companhas têm a seu favor a forte procura por ativos reais, trazida por juros baixos e inflação alta”, diz.

Já para o gestor Marcelo Audi, sócio da Cardinal Partners, a preferida entre as integrantes do Imat é a mineradora Vale. “A empresa vai ter neste ano um resultado três vezes melhor do que o melhor da história dela. No ano que vem, o segundo melhor. Em 2023, o terceiro melhor ano”, diz. “A demanda é boa, a oferta é resiliente e seu ciclo de negócios está no melhor nível possível, maximizando a sua geração de caixa.”

O resultado desse momento, destaca, é uma valorização a partir de novembro de ano passado de nada menos que 80%, quando o papel da mineradora saltou da altura de R$ 60 para R$ 110. “Com esse preço atual, a gente espera que a empresa vá fazer distribuição total de dividendos que vai beirar os 20%”, diz. “É quase um ‘título de renda fixa’, com capacidade de manter essa magnitude de retorno por quem sabe mais quatro anos.”

De acordo com Audi, dado o ritmo atual de preços, podemos estar à beira do início de um “superciclo” das commodities. “Acho que é sempre difícil confirmar se estamos mesmo, mas a cada mês que passa aumenta a probabilidade”, avalia. “A China já vinha nessa recuperação e, agora, a partir do segundo trimestre, já vemos forte recuperação de Estados Unidos e mesmo da Europa, que parecia que ia demorar mais, então devemos ter a favor do Brasil a uma forte recuperação sincronizada dos três grandes blocos do mundo.”https://2b5fa0ffff7aebf7d8fe468a09083930.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Para o pequeno investidor que acredita na tese deste setor, além da compra direta de ações — e de preferência com o devido estudo —, existe a opção de investimento em um fundo que replica exatamente a carteira do Imat. Esse tipo de produto é chamado de ETF, sigla em inglês para Exchange traded fund, que significa dizer que ele é negociado na bolsa. O código na bolsa é MATB11, e o fundo é gerido pelo Itaú.

Segundo Araujo, da Macro Capital, ele pode ser uma opção para quem não tem tempo de analisar cada empresa, mas é preciso ter cuidado ao se investir em índices, dado que podem existir papéis dentro da carteira que o investidor não gostaria de ter, lembrando do caso de Petrobras no Ibovespa e da interferência política que desvalorizou papéis da companhia. Uma alternativa, diz ela, é procurar fundos de ações cujos gestores tenham abraçado a tese do investimento em larga escala nas exportadoras de matérias-primas do Brasil.

Audi, da Cardinal, também diz que, até por dever de ofício, prefere ter liberdade para escolher os ativos. “Feita essa ressalva, é uma opção para quem é leigo, para quem quer um investimento mais simples. Então não deixa de ser uma boa opção.”

fonte: https://valorinveste.globo.com/mercados/renda-variavel/bolsas-e-indices/noticia/2021/05/17/indice-da-velha-economia-deixa-ibovespa-e-setor-de-consumo-comendo-poeira.ghtml

Como gerar mais leads com Whatsapp

Utilize da forma correta

O WhatsApp é tão relevante na vida de boa parte dos consumidores, a primeira ação para gerar leads é abrir esse canal de comunicação.

Ou seja, a sua empresa precisa de um número exclusivamente dedicado para o WhatsApp e começar a divulgação sobre ele.

O ideal é que ele esteja integrado às várias outras estratégias de marketing digital, até mesmo para criar a experiência omnichannel que é tão desejada pelos clientes atuais.

Isso significa, por exemplo, divulgar o número de WhatsApp nas redes sociais, no site e nos outros canais adequados. A ideia é fazer com que as pessoas saibam que a empresa oferece essa possibilidade.

Também é necessário ter um atendimento dedicado e preparado. Ao oferecer uma abordagem direta, personalizada e descomplicada, o público terá uma boa experiência.

Mas, afinal, como fazer com que as pessoas cheguem até à marca? Para isso, podem-se usar recursos como divulgação em massa, promoções direcionadas para esse canal ou estímulo à interação de maneira específica.

O objetivo é inserir essa forma de contato na realidade dos clientes, criando uma possibilidade para gerar leads e a partir do interesse de cada um, é possível qualificar cada pessoa como um lead potencial ou para o pós-venda, por exemplo.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/mais-leads-com-whatsapp

Tecnologia: a missão é identificar as áreas em que as inovações sociais e políticas são necessárias

Um homem da época da primeira revolução tecnológica, olhando para os de hoje em dia, com certeza acharia as atuais instituições sociais e políticas bastante familiares; afinal, não diferem muito das que ele e seus contemporâneos conceberam

Conscientes de que se está vivendo no meio de uma revolução tecnológica, fica cada vez mais uma preocupação com o seu significado para o indivíduo e o seu impacto sobre a liberdade, a sociedade e as instituições políticas. Lado a lado com promessas messiânicas de utopia a serem introduzidas pela tecnologia, encontram-se graves ameaças de escravidão do homem, isolamento de si mesmo e da sociedade e destruição de todos os valores humanos e políticos.

Por mais impressionante que seja a explosão tecnológica de hoje, ela não supera a primeira revolução tecnológica que marcou a vida humana há sete mil anos, quando a primeira grande civilização da humanidade, a civilização fluvial, se consolidou. Primeiro na Mesopotâmia, depois no Egito e no Rio Indo, e finalmente na China, surgiu uma nova sociedade, um novo regime, a cidade fluvial, que logo se tornou um império. Nenhuma outra mudança no estilo de vida do homem e em seus meio de subsistência, nem as mudanças de hoje, revolucionaram tanto a sociedade humana. Aliás, as civilizações fluviais marcaram o início da historia talvez somente porque marcaram o início da escrita.

A era das civilizações fluviais foi predominantemente uma era de inovação tecnológica. Até um passado recente – o século dezoito – , não havia inovação tecnológica comparável, em alcance e extensão, àquelas primeiras mudanças na tecnologia, nas ferramentas e processos. Aliás, a tecnologia do homem permaneceu essencialmente inalterada até o século dezoito, no que diz respeito ao impacto na vida humana e na sociedade.

A era das civilizações fluviais, contudo, não foi apenas uma das principais eras da tecnologia. Ela representa também a era mais produtiva e importante em termos de inovação social e política. O historiador das ideias tende a voltar à Grécia antiga, aos profetas do Antigo Testamento ou à China da primeiras dinastias em busca das fontes de crenças que ainda movem a humanidade até hoje. Só que as principais instituições sociais e políticas antecedem a filosofia política em milhares de anos. Todas foram concebidas e estabelecidas nos primórdios das civilizações fluviais. Qualquer pessoa interessada na história das civilizações sociais e governamentais, e na história dos processos sociais e políticos, terá de voltar à era daquelas primeiras cidades fluviais. Graças ao trabalho de arqueólogos e linguistas nos últimos cem anos, há cada vez mais informações a respeito das civilizações fluviais e é possível sempre recorrer a elas para entender a relação da Antiguidade com a sociedade moderna, uma vez que as instituições sociais e políticas atuais, praticamente sem exceção, foram criadas e estabelecidas nesta época. Seguem alguns exemplos:

1) A cidade fluvial foi a primeira a estabelecer o governo como uma instituição distinta e permanente. Instituiu um governo com uma estrutura hierárquica nítida, em que logo se manifestou a verdadeira burocracia – fator que possibilitou que as cidades fluviais se tornassem impérios fluviais. Algo ainda mais básico: a cidade fluvial foi a primeira a conceber o homem como cidadão, indo além das estreitas fronteiras da tribo e do clã, e reunindo pessoas de origem e raças muito diferentes numa única comunidade. Para isto, foi necessário criar a primeira divindade supratribal, o deus da cidade. Também foi preciso fazer uma distinção, pela primeira vez na história, entre costumes / leis e o desenvolvimento de um sistema legal de códigos impessoal e abstrato. Aliás, praticamente todos os conceitos legais, sejam referentes a leis criminais ou civis, remontam às cidades fluviais. O primeiro grande código civil, o de Hamurabi, que já tem quatro mil anos, ainda se aplicaria a diversas empresas de advocacia da sociedade industrial altamente desenvolvida de hoje.

A cidade fluvial também foi a primeira a desenvolver um exército permanente – não havia outra opção, pois os agricultores eram pessoas indefesas, vulneráveis e, acima de tudo, sedentárias. A primeira cidade fluvial que teve superávit na história da humanidade graças à tecnologia era um alvo atraente para os bárbaros, as tribos nômades do deserto e das espetes. E com o exército surgiram tecnologia e equipamentos específicos de guerra: o cavalo de batalha, o carro de combate, o lança, o escudo, a armadura e a catapulta.

2) Foi na cidade fluvial que as classes sociais se desenvolveram pela primeira vez. Precisava-se de gente permanentemente envolvida na produção agrícola que alimentava toda a cidade; precisava-se de agricultores. Precisava-se de soldados para defendê-los. E precisava-se de uma classe governante com conhecimento, isto é, uma classe sacerdotal. Até o fim do século dezenove, estes três bens enda eram considerados básicos da sociedade. Este tema é aprofundado no livro Oriental Despotism: A Comparative Study of Total Power ( New Haven, Conn., de mil novecentos e cinquenta e sete ).

Ao mesmo tempo, porém, a cidade fluvial dedicava tempo à especialização da mão de obra, resultando no surgimento de diversos artífices – oleiros, tecelões, artesãos de metal etc. – e de profissionais liberais – escribas, advogados, juízes e médicos.

Como produzia mais do que consumia, registrou o primeiro caso de negociações organizadas, o que atraiu não só comerciantes, mas também dinheiro e crédito, além de ter sido criada uma lei de proteção ao estrangeiro, o negociante que vinha de longe. Isto, a propósito, fez surgir a necessidade de criar leis de relações internacionais. Aliás, não existe muita diferença entre os tratados internacionais do século dezenove e os tratados dos impérios fluviais da Antiguidade.

3) A cidade fluvial foi a primeira a organizar e institucionalizar o conhecimento. Como era necessário possuir conhecimento para construir e manter os complexos trabalhos de engenharia que regulavam o abastecimento de água e como precisava administrar complicadas transações econômicas por muitos anos e de uma área de milhares de quilômetros, a cidade fluvial necessitava de cigarros, o que, evidentemente, significava escrita. Necessitava de dados astronômicos, à medida que dependia do calendário. Necessitava de meios de navegação por mar ou terra. Tinha, portando, de transformar as informações requeridas e seu processamento em conhecimento compreensível e ensinável. Como resultado, a cidade fluvial foi responsável pelo desenvolvimento das primeiras escolas e dos primeiros professores. Foi pioneira também na observação sistemática dos fenômenos naturais – aliás, a primeira visão da natureza como algo externo e diferente do homem, governado por leis próprias e independentes.

4) Por fim, a cidade fluvial criou o indivíduo. Fora da cidade, como ainda se vê nas comunidades tribais que sobreviveram até a era atual, só existia a tribo. O homem como indivíduo não era visto ou considerado. Nas cidades fluviais da Antiguidade, porém, o indivíduo tornou-se, por necessidade, o ponto focal. E nesta esteira surgiram não só a compaixão e o conceito de justiça, mas as artes como hoje se as conhece, os poetas e, mais tarde, as religiões e os filósofos.

Estas descrições, evidentemente, são apenas um esboço. O objetivo é se ter uma ideia da magnitude das inovações sociais e políticas que estavam por trás da criação das civilizações fluviais. A intenção é mostrar que as cidades fluviais eram, em essência, modernas, se for entendido o termo, e que, até hoje, a história baseou-se nas fundações estabelecidas há mais de cinco mil anos. Aliás, seria possível afirmar que a história da humanidade nos últimos cinco mil anos foi, em grande parte, uma expansão das instituições sociais e políticas das cidades fluviais a áreas cada vez maiores, isto é, a todas as áreas do planeta onde há abastecimento de água para o cultivo do solo. Em seus primórdios, a cidade fluvial era o oásis de um mundo nômade e tribal. Em mil e novecentos, o mundo nômade e tribal havia se tornado exceção.

A civilização fluvial baseava-se diretamente numa revolução tecnológica. Seria possível chamá-la, sem medo de exagero, de Estado tecnológico. Todas as suas instituições foram respostas a oportunidades e desafios oferecidos pela nova tecnologia. Todas as suas instituições visavam, acima de tudo, a tornar a nova tecnologia produtiva.

Uma digressão:

A história das civilizações fluviais ainda não foi escrita. Existe enorme quantidade de material disponível hoje em dia sobre o assunto. Há cem anos, havia, no máximo, alguns fragmentos. Há também maravilhosas discussões sobre esta ou aquela civilização fluvial, como, por exemplo a da Suméria. No entanto, a missão hercúlea de recriar esta grande realização da humanidade e de contar a história da primeira grande civilização ainda não foi cumprida.

Este deveria ser um trabalho para os historiadores da tecnologia, como Peter Ferdinand Drucker já naquela época professava ser. No mínimo, é necessário um historiador que tenha muito interesse pela tecnologia e verdadeiro conhecimento do assunto. O tema central em torno esta história terá de ser escrita devem ser os impactos e as funções da nova tecnologia e as oportunidades e desafios que a primeira grande revolução tecnológica apresentou. As instituições sociais, políticas e culturais, por mais familiares que sejam hoje em dia – porque são, em grane medida, as instituições com as quais convive-se por cinco mil anos – , eram todas novidades na época e todas resultado da nova tecnologia e das tentativas de solucionar os problemas ocasionados por esta tecnologia.

A argumentação de Drucker na Society for the History of Technology é que a história da tecnologia representa um elemento fundamental na grande trama da história humana. Acredita-se que a história da humanidade não tem como ser adequadamente compreendida sem uma relação com a história do trabalho e das ferramentas humanas, isto é, a história da tecnologia. Alguns dos colegas e amigos de Drucker Lewis Mumford, Fairfield Osborn, Joseph Needham, R. J. Forbes, Cyril Stanly Smith LynnWhite – demonstraram brilhantemente, em seus próprios trabalhos, o profundo impacto da tecnologia na histórica política, social, econômica e cultural. Contudo, embora as mudanças tecnológicas sempre tenham influenciado a forma de viver e trabalhar, em nenhuma outra época a tecnologia influenciou tão diretamente a civilização e a cultura como no período da primeira revolução tecnológica, isto é, durante o surgimento das antigas civilizações fluviais.

Só agora, porém, é possível contar a história. Não há mais como ignorá-la, pois os fatos estão disponíveis. E agora, como também vive-se numa revolução tecnológica, há a capacidade de compreensão o que aconteceu na época – nos primórdios da história. Há um grande trabalho pela frente: mostrar que a abordagem tradicional da história – a abordagem que se ensina na escola – , em que a história relevante começa com os gregos ( ou as dinastias chinesas ), é limitada e não abarca a verdadeira civilização antiga.

Mas houve uma pequena fuga ao tema. A questão colocada no início – o que se pode aprender com a primeira revolução tecnológica em termos de prováveis impactos na humanidade, na sociedade e no governo a partir da nova revolução industrial, a que se está vivenciando no momento. Será que a história da civilização fluvial mostra que o homem é determinado, dominado e coagido por suas realizações técnicas? Ou mostra que o homem é capaz de usar a tecnologia em proveito próprio, dominando as ferramentas que ele mesmo criou?

A resposta que as civilizações fluviais dão a esta pergunta divide-se em três pontos:

1) Sem sombra e dúvida, as grandes mudanças tecnológicas criam a necessidade de inovação social e política, tornando obsoletas as estruturas institucionais vigentes e exigindo novas formas de organização da comunidade, da sociedade e do governo. neste sentido, pode-se afirmar que as mudanças tecnológicas de caráter revolucionário coagem, pois demandam inovação.

2) A segunda resposta também envolve uma forte necessidade. Não restam dúvidas, concluir-se-ia ao analisar as civilizações fluviais, de que mudanças tecnológicas específicas requerem inovações sociais e políticas igualmente específicas. O fato de que as instituições básicas das cidades fluviais do Velho Mundo, apesar de grande diferença cultural, possuíam diversas semelhanças entre si não prova muita coisa. Afinal de contas, devia haver muita difusão cultural na época ( independentemente de se ter entrado ou não no mérito de debater se foi a Mesopotâmia ou a China que inovou primeiro ). No entanto, o fato de as civilizações fluviais do Novo Mundo – em torno do Novo México e da península de Iucatã – , apesar de culturalmente independentes, terem desenvolvidos, milênios depois, instituições em essência muito parecidas com as do Velho Mundo ( por exemplo, um governo organizado, com classes sociais e um exército permanente, além da escrita ) seria forte evidência de que as soluções para as condições criadas pela nova tecnologia têm de ser específicas e são, portanto, limitadas em número e abrangência.

Em outras palavras, uma lição a ser aprendida com a primeira revolução tecnológica é que a nova tecnologia cria o que um filósofo da história poderia chamar de realidade objetiva. E a realidade objetiva tem de ser estudada em seus próprios termos. Tal realidade seria, o exemplo, a transformação do espaço humano, ao longo da primeira revolução tecnológica, de habitat para assentamento, isto é, uma unidade territorial permanente que sempre estará no mesmo lugar – ao contrário dos rebanhos migratórios dos pastores ou dos campos de caça das tribos primitivas. Só isto já inviabilizava a existência das tribos e demandava um governo fixo, impessoal e poderoso.

3) As civilizações fluviais, entretanto, podem ensinar também que a realidade objetiva determina somente os parâmetros gerais das soluções – determina onde, e em que aspecto, as novas instituições são necessárias. Nada é inevitável. A questão de como os novos problemas serão atacados – qual o propósito e os valores das novas instituições – fica em aberto.

Nas civilizações fluviais do Novo Mundo, o conceito de indivíduo, por exemplo, não tinha força. estas civilizações, até onde se sabe, nunca conseguiram separar a lei de costume nem inventaram o dinheiro, apesar das transações bastante desenvolvida.

Mesmo no Velho Mundo, onde uma civilização fluvial podia aprender com as outras, havia grandes diferenças. As civilizações fluviais não eram homogêneas, embora tivessem tarefas similares a realizar, desenvolvendo instituições semelhantes para isto. As diferentes respostas específicas expressavam, acima de tudo, diferentes formas de enxergar propósitos e valores.

O surgimento de um governo burocrático impessoal foi imperativo, caso contrario estas civilizações não teriam dado certo. No Oriente Médio, porém, ficou evidente, desde os primeiros estágios, que um governo destes poderia servir tanto para explorar quanto para reprimir o homem comum, além de estabelecer justiça para todos e proteção para os fracos. Desde o início, o governo no Oriente Médio viu-se envolvido com uma decisão ética crucial. No Egito, contudo esta decisão nunca foi considerada. A questão do propósito do governo nunca foi levantada. E o principal objetivo do governo da China não era a justiça, mas a harmonia.

Foi no Egito que o conceito de indivíduo surgiu pela primeira vez, como testemunha a grande quantidade de escritos, pinturas, estátuas de profissionais – escribas e administradores, por exemplo – que chegou até a civilização atual, a maioria totalmente consciente da singularidade do indivíduo, declarando abertamente sua primazia. No Egito, por exemplo, há o registro dos novos nomes dos arquitetos igualmente importantes que construíram os castelos e palácios de Assur e da Babilônia, muito menos dos primeiros arquitetos da China. Mesmo assim, o Egito suprimiu a noção de indivíduo após um curto período de tempo, durante o qual floresceu 9 talvez como parte da reação contra as perigosas heresias de Akenaton ). Não há vestígios de indivíduos nos registros do Médio Império e do Novo Império, o que talvez explique sua relativa esterilidade.

Nas outras áreas, surgiram duas abordagens básicas completamente diferentes. Uma, a da Mesopotâmia e dos taoistas, pode-se chamar de personalismo, a abordagem que encontra sua maior expressão nos últimos profetas hebreus e nos dramaturgos gregos. Neste texto, a ênfase está em desenvolver ao máximo as capacidades do indivíduo. Na outra abordagem – pode-se chamá-la de racionalismo, ensinada e exemplificada principalmente por Confúcio – , o objetivo é a moldagem do indivíduo de acordo com ideais de retidão e perfeição preestabelecidos. Não é necessário sequer dizer que estas duas abordagens permeiam a atual forma de pensar em relação à educação de hoje.

Outro exemplo são as forças armadas. As civilizações fluviais tiveram de desenvolver um sistema de defesa organizado, mas surgiram três abordagens diferentes: uma classe militar isolada, apoiada por meio de tributos cobrados à classe produtiva, os agricultores; a milícia, saída da própria classe camponesa; e os mercenários. Não foi resta muita dúvida de que, desde o início, todos sabiam que cada uma destas três abordagens teria consequências políticas bastante evidentes. Não foi por coincidência que o Egito, destronando líderes locais insignificantes, nunca desenvolveu uma classe militar profissional permanente.

Até a estrutura de classes, embora comum a todas as civilizações fluviais, mostrava grandes diferenças dependendo da cultura e da época. Era usada para criar castas permanentes e completa imobilidade social, mas também servia para criar alto grau de mobilidade social e considerável número de oportunidades para quem possuía talento e ambição.

Considere-se a ciência. Sabe-se agora que nenhuma civilização antiga superou a China em termos de qualidade e quantidade de observações científicas. No entanto, sabe-se também que a cultura chinesa original não revelou algo que poderia ser chamado de ciência. Talvez por causa de seu racionalismo, os chineses evitam generalizações. E, por mais fantasiosas e especulativas que sejam, são as grandes generalizações do Oriente Médio e a matemática do Egito que apontaram o caminho á ciência sistemática. Os chineses, com seu elevado poder de observação, poderiam obter grande número de informações sobre a natureza, mas sua visão do universo permaneceu totalmente inalterada – em nítido contraste que serviu de base para a ascensão da Europa.

Em suma, a história da primeira revolução tecnológica da humanidade leva às seguintes conclusões:

1) As revoluções tecnológicas criam uma necessidade objetiva de inovações sociais e políticas. Criam também a necessidade de identificação áreas em que as novas instituições são necessárias e as velhas estão se tornando obsoletas.

2) As novas instituições têm de estar de acordo com as novas necessidades específicas. Existem respostas sociais e políticas certas em relação à tecnologia e respostas sociais e políticas erradas. Na medida em que somente uma resposta institucional acertada será eficiente, a sociedade e o governo são, em grande parte, limitados pela nova tecnologia.

3) No entanto, os valores que estas instituições tentam colocar em prática, seus propósitos humanos e sociais, e, talvez mais importante do que isto, a ênfase dada a um propósito em detrimento de outro, estão, em grande medida, dentro do controle humano. A estrutura óssea, a parte sólida da uma sociedade, é definida pelas tarefas que ela precisa cumprir. Mas o ethos da sociedade está nas mãos do homem e é muito mais uma questão de como, não de o que.

Pela primeira vez em milhares de anos, enfrenta-se novamente uma situação comparável ao que os remotos ancestrais do homem enfrentaram na época das civilizações fluviais. não é somente a velocidade da mudança tecnológica que cria a revolução, mas sua abrangência também. hoje em dia, como há sete mil anos, o desenvolvimento tecnológico de muitas áreas está ocorrendo em conjunto, gerando um novo ambiente humano, o que não aconteceu em nenhum outro período – somente entre a primeira revolução tecnológica e a revolução tecnológica que começou há mais de duzentos anos ( ainda em andamento ).

Está-se, portanto, diante da grande missão de identificar as áreas em que as inovações socais e políticas são necessárias; desenvolver instituições para as novas tarefas, instituições que atendam às novas necessidades e funções geradas pelas mudanças tecnológicas; e, por fim – a maior missão de todas – , fazer as novas instituições representarem os valores os valores defendidos, e possuírem propósitos que são considerados certos e sirvam à liberdade, á dignidade e às finalidades humanas.

Se um homem instruído daquela época da primeira revolução tecnológica – um profissional sumério, quem sabe, ou chinês – olhasse para os homens de hoje em dia, ficaria totalmente desconcertado com a atual tecnologia, mas com certeza acharia as atuais instituições sociais e políticas bastante familiares; afinal, até certo ponto elas não diferem muito das instituições que ele e seus contemporâneos conceberam. Com certeza ele daria um sorriso sardônico tanto para aqueles que preveem um paraíso tecnológico quanto para quem prevê um inferno de alienação, de desemprego tecnológico etc. Talvez murmurasse consigo mesmo: “Foi aí que eu entrei em cena.”. Mas para os homens de hoje, ele diria: “Um tempo como foi o meu e como o de vocês, um tempo de verdadeira revolução tecnológica, não é um tempo de exultação, mas também não é um tempo de desespero. É um tempo de trabalho e responsabilidade.”. Outras informações podem ser obtidas no livro Tecnologia, administração e sociedade; de autoria de Peter F. Drucker.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/tecnologia-a-miss%C3%A3o-%C3%A9-identificar-as-%C3%A1reas-em-que-as-inova%C3%A7%C3%B5es-sociais-e-pol%C3%ADticas-s%C3%A3o-necess%C3%A1rias

Competências Individuais e Propósito

Porque eu deveria investir no meu desenvolvimento pessoal

Sempre acreditei que nenhuma competência organizacional, nenhum recurso financeiro ou acadêmico, por mais conceituada que seja a família ou a instituição, são tão importantes quanto as capacidades individuais que trazemos conosco para os desafios da vida e dos negócios.

O grande diferencial competitivo não está no desenvolvimento de um produto fora da curva, de um atendimento encantador (somente), nem tão pouco na sofisticação da estrutura predial projetada para impressionar o cliente. Talvez até agrade por um tempo mas por sí só não será suficiente.

Em um ano tão desafiador como 2020 aprendemos que a grande “virada” propõs um mergulho pra dentro de nós mesmos na grande aventura de se descobrir ou redescobrir o grande propósito pelo qual você nasceu. Perguntas poderosas a respeito de sí podem não somente ressignificar 2020 mas projetar um 2021 mais alinhado ao seu propósito e te fazer mais feliz.

fonte: https://administradores.com.br/artigos/compet%C3%AAncias-individuais-e-prop%C3%B3sito

Pequenas empresas criaram quase duas vezes mais empregos que médias e grandes

Pesquisa do Sebrae mostra recuperação das MPEs como “locomotiva” da economia brasileira

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), com informações do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, revelou que as micro e pequenas empresas (MPEs) criaram, entre julho e outubro deste ano, quase duas vezes mais vagas de trabalho no Brasil do que aquelas abertas por companhias de médio e grande porte no mesmo período. Foram 714,3 mil postos gerados por aquelas, contra 364,8 mil por estas.

“Esses números comprovam a tese que há muito defendida pelo Sebrae. As pequenas empresas contratam mais na expansão. Por isso é tão importante que desenvolvamos políticas de fomento e crédito para esse segmento vital à economia do nosso país. Elas precisam disso para continuar desempenhando seu importante papel”, avaliou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Os dados evidenciam a rápida recuperação do setor de pequenos negócios, que de março a junho foram os que mais desempregaram, com cerca de um milhão de postos encerrados, contra 606 mil contabilizados pelas médias e grandes empresas. Na avaliação global até outubro, as micro e pequenas empresas anotam saldo negativo de geração de emprego de 26 mil, quase dez vezes menor que aquele apresentado pelas médias e grandes (-215,3 mil). “Com o retorno gradual da atividade econômica, as micro e pequenas empresas voltaram a ser a locomotiva da nossa economia, implementando um ritmo de contratação bem mais forte do que as de maior porte”, ressaltou Melles.

A pesquisa também identificou a região Norte como destaque das estatísticas positivas: Roraima e Pará foram os dois estados que mais empregaram no ano até outubro, com índices de 81,12 e 63,21 vagas criadas, respectivamente, para cada mil empregados. São Paulo ficou com o 24º lugar do ranking, com saldo negativo de 13,45, e o Rio de Janeiro foi o estado com o pior desempenho, marcando 41,96 negativos.

Analisando o acumulado de janeiro a outubro, o estudo apontou ainda que as micro e pequenas empresas da Construção Civil foram as que mais empregaram, com 137,1 mil novos postos de trabalho, seguidas pela Agropecuária, com 29,7 mil vagas. Os setores de Comércio e Serviços mantêm saldos negativos de 154,3 mil e 65,7 mil empregos.

fonte: https://administradores.com.br/noticias/pequenas-empresas-criaram-quase-duas-vezes-mais-empregos-que-m%C3%A9dias-e-grandes

Coaching: o caminho para o sucesso!

O processo de coaching leva a tomada de consciência, faz com que o coachee (pessoa que recebe o coaching) reflita sobre suas ações e no que poderá melhorar, potencializando escolhas e levando a mudanças.

O processo de coaching leva a tomada de consciência, faz com que o coachee (pessoa que recebe o coaching) reflita sobre suas ações e no que poderá melhorar, potencializando escolhas e levando a mudanças. O coach (profissional que executa o processo de coaching) tem como característica e foco principal ajudar seu coachee a produzir com excelência fazendo com que conquiste seus objetivos e os da organização. Os benefícios desse processo pode ser notado claramente, aumenta a auto estima, o colaborador torna-se mais produtivo, adquire confiança, clareza em seguir buscando atingir metas. Coaching consiste em conversações ou diálogos através da relação entre perguntas e respostas que mantém entre duas pessoas, coach e coachee. Deve levar a refletir nas respostas onde ele pode melhorar buscando sempre seu desenvolvimento profissional perguntas como por exemplo: “O que você precisa fazer para que isto dê certo?” é diferente de se perguntar : “Onde começou a dá errado”? Tudo é a forma de abordar o coachee, o tom de voz e a linguagem corporal também são super importantes.
Características de um Líder Coaching:

fonte: https://administradores.com.br/artigos/coaching-o-caminho-para-o-sucesso