Incentivos para healthtechs: como empresas de saúde e tecnologia podem pagar menos ISS

Com alíquotas que podem chegar a 5%, o ISS pesa no caixa das healthtechs, mas programas municipais já oferecem redução do imposto e abrem espaço para planejamento tributário estratégico.

Nos últimos anos, o Brasil viu o surgimento acelerado das healthtechs — startups e empresas que unem tecnologia e saúde para resolver desafios históricos do setor.

Mas à medida que crescem, essas empresas enfrentam custos operacionais elevados, principalmente na área tributária. O ISS (Imposto Sobre Serviços) é um dos encargos que mais impactam empresas prestadoras de serviço, como é o caso das healthtechs.

A boa notícia é que alguns municípios já criaram incentivos fiscais para atrair e estimular esse tipo de empresa inovadora. E para contadores e advogados que atuam com startups ou empresas de tecnologia, essa é uma excelente oportunidade de consultoria tributária com alto valor percebido.

Por que o ISS pesa tanto nas healthtechs?

O ISS incide sobre toda prestação de serviço — o que inclui:

  1. Licenciamento de softwares;
  2. Serviços de telemedicina;
  3. Plataformas de agendamento, gestão e monitoramento de saúde;
  4. Análise de dados clínicos e inteligência artificial aplicada à medicina.

Em muitas cidades, a alíquota do ISS pode chegar a 5% sobre o faturamento, o que gera um impacto relevante para empresas que ainda estão em fase de crescimento e reinvestimento.

Quais municípios concedem incentivos para healthtechs?

Várias cidades passaram a enxergar as healthtechs como fator estratégico de desenvolvimento econômico. Por isso, criaram programas municipais que reduzem o ISS ou oferecem benefícios complementares:

São Paulo (SP) – Programa Tech Sampa

  1. Incentivos fiscais e apoio a empresas que atuam em áreas prioritárias como saúde e inovação;
  2. Possibilidade de redução do ISS para 2% (mínimo legal);
  3. Apoio com incubadoras e aceleradoras.

Recife (PE) – Porto Digital

  1. Um dos maiores polos de inovação do Brasil, oferece redução de ISS e IPTU;
  2. Incubação para startups de tecnologia aplicada à saúde;
  3. Linhas de crédito específicas com apoio do BNB e FINEP.

Florianópolis (SC) – Sapiens Parque e MIDITEC

  1. Benefícios municipais para empresas de tecnologia com foco em saúde;
  2. Desconto no ISS e suporte técnico-jurídico da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia).

Belo Horizonte (MG) – San Pedro Valley

  1. Incentivos para empresas de tecnologia com impacto social;
  2. Parcerias com universidades e hospitais para validação de soluções.

Oportunidades para contadores e advogados

Se você atende uma healthtech — ou quer começar a atuar nesse nicho:

  1. Analise onde a empresa está sediada e avalie a viabilidade de migração para um município com benefícios;
  2. Oriente sobre a estruturação societária ideal para aproveitar o incentivo;
  3. Atue no planejamento tributário e financeiro, com simulações de economia de ISS;
  4. Mantenha o compliance necessário para manutenção dos benefícios.

Essa atuação posiciona o profissional como alguém que vai além da contabilidade tradicional, entregando resultados reais e estratégicos.

Conclusão

Healthtechs estão transformando a saúde no Brasil — e quem as assessora tem a chance de transformar seus próprios negócios.Reduzir a carga tributária com inteligência é essencial para a sustentabilidade dessas empresas, e o ISS é o primeiro imposto a ser revisto com atenção.

Contadores e advogados que dominam os incentivos fiscais para healthtechs não apenas entregam economia, mas criam relacionamentos duradouros com empresas que estão moldando o futuro da saúde.

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/74497/healthtechs-podem-pagar-menos-iss/

Proteção de dados e privacidade em 2026

Com a LGPD mais madura e ciberataques em alta, empresas reforçam proteção de dados; contadores podem transformar essa demanda em oportunidade de serviços estratégicos.

A expectativa é de que os investimentos brasileiros em privacidade e segurança da informação acelerem de forma significativa nos próximos anos. Esse avanço é impulsionado tanto pela consolidação da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, quanto pelo crescimento contínuo das ameaças cibernéticas, que pressionam as empresas a reforçarem suas estruturas de proteção.

Projeções de investimento

  1. Expansão Relevante no Setor: Entre 2026 e 2028, o mercado nacional de segurança da informação deve movimentar cerca de R$ 104,6 bilhões, indicando um crescimento acumulado de 43,8% no período;
  2. Alta Anual Consistente: Somente em 2026, estima-se um incremento de aproximadamente 15% nos aportes destinados à área;
  3. Liderança na América Latina: O Brasil mantém a primeira posição regional em investimentos em tecnologia e figura como o 9º país que mais investe em TIC no mundo;
  4. Setor Financeiro como Destaque: Bancos e instituições financeiras seguem na linha de frente, direcionando recursos expressivos para fortalecer a segurança cibernética e proteger operações críticas.

Fatores que impulsionam o crescimento

  1. LGPD mais madura e fiscalização ativa: Com a atuação da ANPD fortalecida já que agora foi elevada ao “status” de Agenda Regulatória, através da MP 1317/2025, as empresas têm sido pressionadas a adotar práticas mais robustas de conformidade, o que naturalmente exige maior investimento.
  2. Escalada de ataques digitais: O Brasil figura entre os países mais visados por cibercriminosos, estimulando organizações de todos os setores a reforçarem suas estratégias de proteção para evitar perdas financeiras e danos reputacionais.
  3. Transformação tecnológica acelerada: A digitalização crescente, o avanço do comércio eletrônico e o uso ampliado de tecnologias como Inteligência Artificial tornam indispensáveis soluções de segurança mais avançadas e eficazes.

Desafios e tendências para os próximos anos

Mesmo com o aumento expressivo de recursos destinados ao setor, ainda há desafios na consolidação de uma proteção de dados eficiente. Entre as principais tendências que devem marcar o período estão:

  1. Uso de arquiteturas híbridas, integrando infraestrutura, segurança e gestão de dados;
  2. Fortalecimento da cultura de segurança, com práticas de security-by-design incorporadas desde a concepção de sistemas e processos, uma das exigência da própria LGPD (artigo 46 §2°, LGPD);
  3. Crescimento na contratação de MSSPs, demonstrando maior adesão à terceirização especializada para a gestão de segurança cibernética.

Resumindo: 2026 é o ano da proteção de dados e da privacidade. Contador, aproveite e ofereça mais esse serviço aos seus clientes.

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/74205/protecao-de-dados-e-privacidade-em-2026/

2026 não terá DIRF: saiba o que revisar e como corrigir dados cadastrais

Com a extinção da DIRF em 2025, entenda como corrigir informações de dependentes, pensão alimentícia e deduções no eSocial e EFD-Reinf.

A Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) foi extinta a partir dos fatos geradores ocorridos em 1º de janeiro de 2025. Isso significa que a declaração anual, da forma como era conhecida, não será mais entregue a partir de 2026, referente ao ano-calendário de 2025.

Com o fim desta obrigação acessória, muitos profissionais responsáveis pelo Fiscal e Departamento Pessoal podem ter dúvidas sobre como corrigir dados cadastrais sem abrir a folha de pagamento. Afinal, desde o começo de 2025, é obrigatório fazer entregas mensais via eSocial e EFD-Reinf. Então, saiba agora o que fazer se, por exemplo, cadastrou um dependente e esqueceu de vincular ao Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF).

Com o fim da DIRF o que deveria ter sido feito em 2025 em relação ao eSocial?

Antes de mais nada, é importante ressaltar que, sem a DIRF em 2026, o principal ponto de atenção é a integração e o envio correto das informações pelas obrigações acessórias que a substituíram, ou seja, o e-Social e a EFD-Reinf.

Com o fim da DIRF, novos campos do e-Social precisavam de atenção especial no seu preenchimento, como:

  1. Informação de Dependentes
  2. Pensão Alimentícia
  3. Plano de Saúde
  4. Reembolso do Plano de Saúde
  5. Deduções de IRRF
  6. Previdência Complementar

O que fazer se houve erro sobre valores no preenchimento dos novos campos do eSocial, em substituição da DIRF?

Se os campos do eSocial não foram preenchidos corretamente mensalmente com relação a valores ou se for necessário corrigir informações que antes eram prestadas na DIRF, é preciso reabrir os meses com pendência para fazer a correção.

O que é importante revisar?

  1. Confira se os dependentes cadastrados no sistema da folha de pagamento estão com os dados corretos, principalmente o CPF e os dados de incidência no IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte). Além disso, vale conferir se os dados foram enviados corretamente para o eSocial;
  2. Se o dependente for pensionista, reveja as regras de rateio para garantir que os valores enviados ao eSocial estejam corretos;
  3. Sempre utilize a rotina do sistema para lançamento do plano de saúde, do reembolso do plano de saúde e da previdência complementar e nunca informe diretamente no holerite do empregado;
  4. Garanta que a configuração sobre o desconto simplificado esteja configurada corretamente;
  5. Faça a conferência dos valores gerados pelo sistema antes de liberar a informação.

Com informações adaptadas IOB Notícias

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74493/dirf-extinta-saiba-como-corrigir-dados-no-esocial-e-efd-reinf/

Regimes Aduaneiros Especiais: como os CFOs podem se preparar para não perderem caixa durante a transição da Reforma Tributária

Especialistas alertam para a complexidade e riscos de créditos tributários durante a transição da Reforma Tributária.

Empresas que atuam com processos de importação e exportação no Brasil precisam se preparar para evitar problemas de caixa durante o período de transição da Reforma Tributária. Quem faz esse alerta é André Barros, CEO da eComex, empresa brasileira pioneira no mercado de soluções de tecnologia para gestão, otimização e automatização de operações de comércio exterior e logística internacional.

Segundo André, as mudanças previstas pela Reforma Tributária devem aumentar a complexidade tributária aplicada às empresas, sobretudo durante o período de transição, no qual as organizações deverão conviver com as novas determinações, sem deixar de cumprir com as obrigações atuais.

“Além do curto período que as empresas terão para se adaptar – considerando que 2026 será o “ano teste” da Reforma, a ser plenamente implementada em 2033, conforme cronograma previsto pelo Governo – outro ponto de atenção para as empresas está relacionado não só às mudanças aprovadas, como também às previstas, já que ainda falta bastante coisa a ser regulamentada tanto em relação a um possível aumento da carga tributária para algumas operações quanto à redução ou até extinção de benefícios fiscais antes disponíveis”, explica o executivo.

No caso das empresas exportadoras e importadoras, que acabam acumulando milhões, ou até bilhões de reais em créditos tributários, há ainda outro agravante: o risco da empresa não conseguir utilizar esse benefício, o que pode ocasionar, além de um problema de caixa, um problema de resultado contábil.

“Cabe ressaltar que o crédito tributário acumulado é reconhecido como um ativo, somado positivamente na composição do balanço, porém, sem o dinheiro estar, de fato, no caixa. Caso a empresa não consiga transformar esse valor em caixa, em algum momento, durante uma auditoria, será preciso declarar esses créditos que não foram monetizados como resultado. Portanto, o montante acumulado que era, até então, um direito, passa a ser descontado, e transformado em um valor a deduzir”, completa.

Soluções possíveis

Diante desse cenário, uma das estratégias mais eficientes para evitar grandes perdas monetárias é contar com o suporte de consultorias, soluções tecnológicas e um time especializado em análises, projeções e estratégias para planejamento tributário. Isso porque, dependendo da característica da operação da empresa, é possível fazer a combinação de diferentes benefícios, como os Regimes Aduaneiros Especiais (voltados a incentivos para indústria e exportação), que podem ajudar a equilibrar o caixa das empresas.

“Implementados para tentar desonerar a carga tributária de setores, como a indústria, a fim de tornar seus produtos mais acessíveis no mercado, os Regimes Aduaneiros Especiais são ferramentas estratégicas criadas pelo governo federal para reduzir custos, simplificar processos e estimular o comércio exterior brasileiro. Com benefícios tributários e operacionais, esses programas ajudam empresas a ganhar competitividade e crescer de forma sustentável no mercado global”, explica André.

Exemplos práticos

Para aproveitar essas vantagens, porém, é essencial entender as características e requisitos de cada regime.

“Considerado o Regime Aduaneiro Especial mais moderno, o Recof (Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado), por exemplo, ainda não resolve todas as questões tributárias das operações. Por isso, uma maneira de complementar seus benefícios é o RESI (Regime Especial Simplificado de Exportação), que estende ao ICMS os mesmos benefícios que o Recof proporciona para os tributos federais. Dessa forma, é possível combinar diferentes regimes, como Recof com RESI, Recof com RESI e Drawback Isenção ou ainda uma estrutura mais ampla, que inclua Recof, RESI, Drawback Isenção e Drawback Intermediário Isenção, maximizando os benefícios fiscais e a competitividade das operações”, exemplifica o executivo.

Segundo André, outra solução é mapear na cadeia de fornecedores possíveis oportunidades de negociação de venda com suspensão de tributo.

“Cabe ressaltar, porém, que essa é uma análise que precisa ser feita com muito cuidado, com a ajuda da tecnologia e de especialistas capacitados não só para acompanhamento e sustentação dos processos, como para evitar o risco de decisões erradas, que podem gerar multas e sanções”, reitera.

Agenda dos CFOs

Apesar das soluções para melhorar a performance de caixa das empresas com altos valores de créditos tributários acumulados durante a Reforma Tributária, outro ponto essencial para o sucesso dessa estratégia é uma maior integração entre as áreas de Comércio Exterior (Comex), fiscal e tributária, sob a gestão dos CFOs.

“Enquanto a Receita Federal fiscaliza as operações aduaneiras sob um viés estritamente tributário, os profissionais do Comex focam na execução eficiente das operações. Em meio a esse contexto, o papel dos CFOs será cada vez mais fundamental não só para chegar no momento da transição da Reforma com o menor volume de crédito acumulado possível, como para ganhar competitividade e melhorar sua performance de caixa ao olhar de maneira estratégica para a área na qual existe dinheiro na mesa”, conclui.

Fonte: eComex

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/74461/reforma-tributaria-alerta-para-empresas-de-importacao-e-exportacao/

O fim da contabilidade reativa: 4 tendências que vão dominar 2026

Relatórios de sustentabilidade, IA preditiva e tokenização moldarão o futuro financeiro

No mundo dos negócios, 2026 não será apenas “mais um ano fiscal”. Estamos entrando na era da Contabilidade Estratégica em Tempo Real. Se a sua gestão ainda enxerga o contador apenas como o “gerador de guias de impostos”, sua empresa já está obsoleta.

Confira as tendências que serão o divisor de águas entre o lucro e a insolvência em 2026:

1. Relatórios de Sustentabilidade e o Padrão ISSB

A contabilidade agora tem cor: Verde. Em 2026, as normas do International Sustainability Standards Board (ISSB) deixam de ser um diferencial para se tornarem um pré-requisito de crédito.

2. IA Preditiva e Auditoria em Tempo Real

Esqueça esperar o fechamento do mês para saber se houve lucro. Em 2026, a Inteligência Artificial integrada aos ERPs fará a Auditoria Contínua.

3. A Tokenização de Ativos e Contabilidade em Blockchain

A digitalização da economia chegará ao balanço patrimonial com força total. De imóveis a recebíveis, tudo será tokenizado.

4. BPO Financeiro como Pilar de Inteligência

O modelo tradicional de “departamento financeiro interno” está morrendo para as PMEs e até grandes empresas. A tendência para 2026 é o BPO (Business Process Outsourcing) de Inteligência.

Conclusão

Em 2026, a contabilidade será a principal arma competitiva. Quem dominar os números, dominará o mercado. Quem ignorar, será apenas um número na estatística de falências.

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/74468/contabilidade-estrategica-tendencias-para-2026/

Competitividade do MEI exige ajustes após reforma tributária, diz especialista

Especialistas alertam que, apesar de preservado, o MEI pode sofrer impactos indiretos da reforma tributária, comprometendo sua competitividade.

A Emenda Constitucional nº 132/2023, que instituiu a reforma tributária sobre o consumo, promove a mais profunda reorganização do sistema tributário brasileiro desde a Constituição de 1988. Embora o regime do Microempreendedor Individual (MEI) tenha sido formalmente preservado, com a manutenção do recolhimento fixo por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), especialistas alertam que os efeitos indiretos da mudança podem comprometer a competitividade desses empreendedores de forma silenciosa, porém estrutural.

A reforma substitui cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por dois novos impostos, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), dentro de um modelo de IVA Dual. O MEI permanece fora desse sistema, mas segue inserido em cadeias produtivas que passarão a operar sob novas regras de creditamento tributário.

Segundo o advogado tributarista Gabriel Vieira, a preservação formal do regime próprio do MEI não significa isolamento em relação aos impactos da reforma, especialmente no mercado B2B. “O MEI passará a enfrentar um desafio competitivo relevante: ele não gera créditos de IBS e CBS para compradores pessoas jurídicas. Como o regime não se submete ao IVA Dual, clientes empresariais não poderão se creditar dessas aquisições, diferentemente do que ocorre quando compram de empresas enquadradas no Simples Nacional ou no regime normal”, explica.

Diante da impossibilidade de geração desses créditos, empresas contratantes tendem a reavaliar decisões comerciais ao selecionar fornecedores. Para o advogado, trata-se menos de uma escolha subjetiva e mais de racionalidade econômica. “Para grandes empresas, crédito tributário é cálculo, não preferência, e isso coloca o MEI em desvantagem estratégica”, afirma.

Outro ponto sensível destacado pelo especialista é o limite anual de faturamento do MEI, atualmente fixado em R$ 81 mil. Embora a reforma não tenha alterado esse teto, o valor é amplamente considerado defasado diante da inflação acumulada e da realidade dos pequenos negócios. “Sem uma revisão, o país continuará reproduzindo a chamada ‘armadilha do crescimento’: basta que o microempreendedor amplie minimamente sua receita para ser compelido a migrar para o Simples Nacional, enfrentando um salto abrupto de carga tributária”, observa.

A reforma também altera o ambiente regulatório e federativo. A criação do IBS e da CBS centraliza a legislação estadual e municipal sob a gestão de um Comitê Gestor, o que tende a reduzir conflitos normativos e a chamada guerra fiscal, mas também pode intensificar o rigor da fiscalização.

Para Vieira, “a unificação das legislações estaduais e municipais sob um Comitê Gestor tende a promover maior uniformidade regulatória e segurança jurídica. Para o microempreendedor, isso significa menos disputas interpretativas, embora o nível de fiscalização deva se tornar mais rigoroso”.

Diante desse cenário, o advogado defende a necessidade de ajustes legislativos para preservar o papel do MEI como instrumento de inclusão produtiva. “Para que o MEI continue sendo um mecanismo de inclusão econômica,ee não apenas um regime de subsistência, serão indispensáveis avanços na legislação complementar”, sustenta.

Segundo ele, embora a reforma não altere diretamente o imposto fixo do MEI, ela modifica de forma profunda o ambiente econômico ao seu redor. “Ao redesenhar a lógica de créditos, as cadeias produtivas, a fiscalização e os incentivos, a reforma cria um cenário em que o microempreendedor pode perder espaço se o Congresso não avançar nos ajustes necessários.”

O MEI representa a maior política de formalização já implementada no país, reunindo mais de 15 milhões de inscritos. Garantir a competitividade desse regime, conclui o especialista, é essencial para a sustentabilidade do empreendedorismo popular e para a preservação da base econômica que sustenta milhões de pequenos negócios no Brasil.

Fonte: Q Comunicação

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74425/reforma-tributaria-mei-pode-perder-competitividade/

Fechamento Fiscal: Dicas para Vender sua Empresa em 2026

O fechamento fiscal é crucial para quem pretende vender a empresa. Saiba como organizar suas finanças e evitar erros que podem impactar o valuation.

O final do ano costuma ser bastante acelerado para a maioria das empresas, especialmente no quesito financeiro. De acordo com uma pesquisa realizada pela plataforma Xero, da Austrália, 71% dos proprietários e tomadores de decisão sentem que o período é estressante, e a principal razão (em 33% dos casos) é a conformidade tributária. Também foram citados coletaa coleta de dados financeiros (32%) e conciliação de prazos com operação diária (26%).

Para quem pretende vender a empresa, captar investimento ou entrar em um processo de M&A em 2026, o período de fechamento fiscal é ainda mais crítico: é literalmente quando compradores começam a formar sua primeira impressão sobre a saúde financeira do negócio. Segundo Rodrigo Baraldi, Conselheiro Estratégico de M&As com mais de 100 operações assessoradas que movimentaram R$ 10,2 bilhões, “O fechamento do balanço fiscal é crucial para futuros compradores, que vão olhar com atenção para cada detalhe. Erros nesse momento podem reduzir o valuation do negócio, aumentar custos com impostos ou até impedir acordos completamente”, afirma.

Segundo o especialista, um dos motivos mais comuns para a desistência de compradores é a falta de confiança nos números e documentos apresentados pelo empresário, quando há inconsistências entre o discurso e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). “Por menor que seja a empresa, é preciso ter os principais indicadores financeiros na mão, com periodicidade mínima. Isso inclui fluxo de caixa, prazo médio de recebimento, prazo médio de pagamento, ciclo financeiro, índice de liquidez, dívida líquida e EBITDA”, aponta Rodrigo.

O fim de ano escancara os problemas, mas também serve como oportunidade para “resetar” o jogo. A seguir, Baraldi lista algumas práticas que podem “arrumar a casa” e ajudar os negócios a iniciarem o próximo ano com mais estrutura.

1- Contratação de CFO

Pode ser difícil entender qual é o momento de adicionar um Diretor Financeiro, ou CFO, na equipe. A verdade é que, em empresas em fase de consolidação e crescimento, essa é uma figura essencial para a inteligência financeira. “É comum que o CFO só chegue quando os problemas já estão grandes, com caixa desorganizado, indicadores inconsistentes e uma visão limitada do negócio. Quanto antes tudo começar a ser arrumado, melhor”, comenta Rodrigo.

Não à toa, as companhias têm contratado CFOs com mais bagagem nos últimos anos. Segundo a análise da Russell Reynolds, 40% das contratações globais no ano passado foram de CFOs já experientes, com histórico de trabalho em empresas públicas.

2- Revisão tributária

Mapear créditos não aproveitados, corrigir enquadramentos e eliminar potenciais contingências: tudo isso faz parte de uma boa revisão tributária de fim de ano. A regularização de obrigações acessórias se torna ainda mais relevante frente a um M&A, já que compradores buscam empresas com menor exposição a autuações e disputas fiscais.

“Cuidar de toda a relação com impostos antes de um acordo é fundamental para não ser pego de surpresa na hora de uma auditoria, que poderia pôr tudo a perder”, ressalta o conselheiro.

3- Revisão de processos

A mudança de ciclo oferece uma chance para ajustar a operação. Processos podem ser redesenhados para reduzir gargalos, relatórios podem ser padronizados e indicadores podem ser monitorados com mais rigor. Esses movimentos melhoram a previsibilidade do negócio, competência cada vez mais valorizada em operações de fusões e aquisições.

“Processos mal definidos geralmente resultam em uma gestão lenta e excesso de pessoas no time, ou colaboradores mal distribuídos. Além da produtividade, isso impacta em diversas métricas financeiras”, conta Rodrigo.

4- Cultura organizacional

O final de ano também é uma oportunidade de preparar mudanças e adaptações, quando necessário, para a cultura interna da empresa. Em alguns casos, não se trata de alterações, mas de aplicar ferramentas e processos para gestão cultural, de forma que ela se torne estruturada e forte no evento de um M&A.

“Toda empresa tem uma cultura que a define. Algumas são intencionais, outras acidentais, mas todas têm. Negligenciar isso pode ser o fim de um acordo ou do próprio negócio”, finaliza Baraldi.

Fonte: EDB Comunicação

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74379/fechamento-fiscal-dicas-para-vender-sua-empresa-em-2026/

CNPJ terá combinação de letras e números a partir de julho de 2026

Mudança anunciada pela Receita Federal cria novo formato alfanumérico para o CNPJ, sem alterar numerações já existentes.

A Receita Federal informou, por meio da Instrução Normativa RFB nº 2.229, de 15 de outubro de 2024, que o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) passará a ter um novo padrão de identificação. A alteração, que atende à necessidade de ampliar a disponibilidade de numerações, prevê a adoção de um formato alfanumérico a partir de julho de 2026. O anúncio foi realizado pela própria autarquia, responsável por administrar e padronizar o registro de pessoas jurídicas no país.

A mudança ocorrerá de forma gradual e não afetará os números de CNPJ já existentes, que permanecerão válidos. A reformulação busca ampliar a capacidade de geração de novas combinações, diante da crescente demanda por registros empresariais.

Como será o novo formato alfanumérico

De acordo com a Receita Federal, o novo padrão manterá a estrutura de 14 posições atualmente utilizada no CNPJ. Entretanto, haverá alterações na composição dos blocos numéricos. As oito primeiras posições, destinadas à identificação da raiz, passarão a conter letras e números. As quatro posições seguintes, referentes ao número de ordem do estabelecimento, também serão alfanuméricas. Já os dois últimos dígitos seguirão sendo números, correspondentes ao dígito verificador (DV).

A Receita Federal esclarece que a implementação não terá impacto sobre registros já emitidos. Os DVs também serão preservados, ainda que a rotina de cálculo receba ajustes técnicos para permitir a interpretação de caracteres alfanuméricos.

Cálculo do dígito verificador permanece com módulo 11

Apesar do novo formato, o cálculo do dígito verificador continuará utilizando o módulo 11. A diferença estará na atribuição de valores decimais aos caracteres alfanuméricos, conforme tabela ASCII, subtraindo-se o valor 48 para obtenção da equivalência.

Segundo a explicação apresentada, as letras passam a assumir valores numéricos específicos. Exemplos citados incluem A=17, B=18 e C=19. A fórmula ajustada permitirá que caracteres não numéricos sejam processados sem modificar a lógica central do módulo 11, mantendo a segurança e a validade do código identificador.

Transição gradual e preservação dos registros existentes

A Receita Federal informou que a adoção do modelo alfanumérico será realizada de forma progressiva, garantindo tempo de adaptação para sistemas públicos e privados. A implementação está prevista para julho de 2026 e não exigirá alterações retroativas. Dessa forma, empresas, órgãos públicos e instituições financeiras poderão conviver com os dois modelos — o atual e o novo — sem necessidade de substituição ou recadastramento.

A autarquia afirma que o objetivo da mudança é assegurar a continuidade das políticas públicas relacionadas ao registro de pessoas jurídicas, além de ampliar a capacidade de geração de numerações válidas. A atualização do CNPJ busca atender à crescente demanda decorrente da expansão econômica e da digitalização dos processos de formalização.

Disponibilidade de informações e legislação relacionada

A Receita Federal disponibilizou informações sobre a mudança no endereço: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas-e-atividades/cnpj-alfanumerico

Além disso, a Instrução Normativa RFB nº 2.119, de 6 de dezembro de 2022, foi listada como legislação relacionada no comunicado original.

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73792/cnpj-tera-novo-formato-a-partir-de-julho-de-2026/

MPEs: 5 tendências que vão moldar os negócios em 2026

Do uso estratégico de dados à automação, descubra as mudanças que vão transformar a gestão e a competitividade das micro e pequenas empresas no próximo ano.

Segundo dados do Sebrae e do Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas representam cerca de 90% dos negócios formais no Brasil. Com 2025 chegando ao fim, o foco dos empreendedores já se volta para 2026, um ano que deve exigir inovação, agilidade e gestão estratégica para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo.

Iniciativas de digitalização e gestão integrada devem ganhar força em 2026, segundo especialistas do setor. Para Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, a adoção de tecnologia será determinante no próximo ano. 

“A capacidade de digitalizar processos, interpretar dados e se adaptar rapidamente será decisiva para quem quer crescer de forma sustentável”, afirma Stocco.

Confira cinco tendências que prometem orientar as MPEs em 2026:

1. Gestão digital integrada: mais do que uma vantagem, a digitalização completa se torna um requisito de sobrevivência. Sistemas que unificam finanças, estoque, vendas e emissão de notas fiscais passam a ser essenciais para manter o controle e a eficiência operacional.

2. Estratégia baseada em dados: indicadores e relatórios detalhados permitem aos empreendedores acompanhar o desempenho do negócio, identificar oportunidades de crescimento e ajustar estratégias de forma ágil. A análise de dados deixa de ser opcional e se torna parte da rotina de gestão.

3. Conformidade fiscal e obrigações digitais: com a ampliação de sistemas governamentais digitais, manter-se em dia com obrigações fiscais e contábeis exige atenção redobrada. Ferramentas de gestão fiscal são aliadas para reduzir riscos de autuações e erros no fechamento contábil.

4. Meios de pagamento integrados: a automatização e integração dos pagamentos facilitam o fluxo de caixa, reduzem custos e agilizam processos internos, permitindo que pequenas empresas se concentrem em crescimento e atendimento ao cliente.

5. Automação e inteligência artificial: ferramentas de IA ajudam desde o atendimento ao cliente até a definição de preços e controle de estoque. A automação libera tempo dos gestores para decisões estratégicas e aumenta a produtividade do negócio.

Stocco reforça que apoiar a digitalização das MPEs não é apenas uma questão de competitividade individual: é fundamental para fortalecer todo o ecossistema empresarial brasileiro.

“Investir em tecnologia, gestão de dados e automação hoje é preparar as micro e pequenas empresas para liderarem o mercado amanhã”, conclui ele.

Com informações do Contadores.cnt.br

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74163/5-tendencias-que-vao-impactar-as-mpes-em-2026/

Como preparar sua empresa para 2026: análises estratégicas que garantem crescimento e segurança

Descubra as etapas fundamentais para decisões mais assertivas, reduzir riscos e fortalecer a estrutura do seu negócio para o próximo ano.

À medida que 2025 se encerra, muitas empresas começam a desenhar suas estratégias para 2026. Antes de definir metas ousadas ou investir em novos projetos, é fundamental avaliar o cenário atual do negócio com precisão. 

O planejamento eficaz exige dados confiáveis, visão realista e decisões estratégicas — nada de basear planos apenas em expectativas ou otimismo. Dito isso, veja quais são as 5 análises que definem o sucesso das empresas

1. Avaliação financeira: entenda a realidade do seu negócio

O ponto de partida é um diagnóstico financeiro completo. Isso significa analisar não só números, mas também interpretar balanços, fluxo de caixa e indicadores de desempenho.

É importante verificar liquidez, endividamento, margens operacionais e ciclo financeiro. Esses dados mostram se a empresa está preparada para crescer ou se precisa primeiro reestruturar dívidas e otimizar custos.

2. Revisão tributária e compliance fiscal

Em 2026, a fiscalização tributária continuará intensa, com atenção a obrigações como SPEDeSocial e EFD-Reinf.

Revisar o regime tributário da empresa — Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real — identificar créditos pendentes e mapear riscos fiscais é essencial. Empresas que investem em compliance reduzem o risco de autuações e fortalecem sua base para investimentos futuros.

3. Custos e precificação: evite surpresas

Conhecer o custo real de produtos e serviços é vital. Muitos negócios subestimam despesas fixas e indiretas, como encargos trabalhistas e depreciação, o que pode comprometer a rentabilidade.

O planejamento de 2026 deve incluir análise de ponto de equilíbrio, revisão da estrutura de custos e definição de preços baseados em dados precisos, utilizando ferramentas de gestão que permitam controle de despesas e centros de custos.

4. Cenário econômico e regulatório: fique atento às mudanças

O ambiente externo impacta diretamente os negócios. Em 2026, fatores como inflação, taxa SelicReforma Tributária (PEC 45/110) e novas exigências de ESG e legislação trabalhista devem influenciar decisões estratégicas.

Monitorar essas variáveis ajuda a ajustar investimentos, planejar fluxo de caixa e antecipar mudanças que possam afetar operações e competitividade.

5. Capital humano e eficiência operacional

Nenhuma estratégia prospera sem equipes capacitadas. Avaliar talentos, identificar gargalos, investir em treinamentos e criar processos eficientes é essencial para o crescimento sustentável.

A retenção de profissionais-chave e a preparação da equipe para novas demandas garantem que a empresa possa executar planos estratégicos com segurança e produtividade.

O planejamento para 2026 não é sobre adivinhar o futuro, mas agir com clareza e método. Negligenciar análises financeiras, fiscais, operacionais ou de pessoas aumenta o risco de definir metas irreais.

Empresas que planejam com base em dados e estratégia sabem onde investir, onde crescer e até quando é necessário pausar projetos. O sucesso do próximo ano começa agora, com decisões conscientes e gestão inteligente.

Governança e compliance

Investir em governança corporativa e compliance não é apenas uma exigência legal, mas uma estratégia para proteger a empresa de riscos fiscais, trabalhistas e reputacionais. Processos bem estruturados e políticas internas claras ajudam a prevenir erros e fraudes, garantindo segurança para sócios, investidores e colaboradores.

Para contadores, essa área representa uma oportunidade de atuar como consultores estratégicos, orientando sobre a implementação de controles internos, auditorias periódicas e práticas de transparência fiscal. Esse acompanhamento fortalece a confiança no negócio e na tomada de decisão.

Além disso, a governança eficiente facilita a adaptação às mudanças regulatórias e às novas exigências tributárias e contábeis. Empresas com compliance ativo conseguem reduzir passivos, melhorar a relação com órgãos fiscalizadores e se posicionar de forma competitiva no mercado.

Com informações adaptadas do Mundo RH

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74155/planejamento-2026-5-analises-que-garantem-o-sucesso/