Com a taxa das blusinhas em até 60% e a desistência das compras internacionais aumentando, governo já estuda a revogação do imposto em 2026

Empreendedores brasileiros veem oportunidade em meio às novas tributações

A taxação das compras internacionais mudou o comportamento do consumidor. Com alíquota de 20% sobre compras internacionais até 50 dólares e 60% para produtos que custam entre 50,01 dólares e 3.000 dólares, as compras realizadas em sites internacionais, como Shein e AliExpress, estão impactando consumidores e empreendedores brasileiros. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que 29% dos brasileiros desistiram de comprar em sites internacionais ao descobrirem que o custo do Imposto de Importação saltou de 13% para 38%. Esse cenário pressiona tanto o consumidor final quanto os varejistas nacionais que competem diretamente com essas plataformas globais, gerando um alerta para o governo, que já estuda a revogação desse imposto em 2026.

Para Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate e especialista em comércio exterior entre Brasil e China, esse momento exige adaptação e visão estratégica por parte dos empreendedores brasileiros. “O aumento da tributação sobre produtos importados, somado ao fim da isenção para compras de até 50 dólares, está tornando muitos itens vindos do exterior significativamente mais caros para o consumidor brasileiro. Isso gera um impacto direto no bolso e força uma mudança no comportamento de compra. No entanto, esse cenário também cria uma oportunidade única para os empreendedores locais se diferenciarem, seja apostando em marcas próprias ou em produtos mais competitivos no mercado nacional,” afirma.

Giraldelli destaca que importar produtos diretamente da China para criar uma marca própria é uma alternativa viável e vantajosa. “Ter uma marca própria é mais fácil do que parece. A China cresceu fabricando marcas próprias para o mundo. Importar diretamente da China produtos com sua própria marca é uma forma de reduzir custos e aumentar a margem de lucro no Brasil”, explica.

De acordo com a pesquisa da CNI, a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também influencia a decisão dos consumidores sobre as compras internacionais. Subiu de 32% para 36%, o total de consumidores que deixaram de importar por causa do custo do imposto.

Fonte: Broto Comunicação

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/74045/taxacao-de-compras-internacionais-impacto-e-oportunidades/

Contas externas ainda estáveis, mas com trajetória preocupante

Apesar das reservas robustas, o déficit em transações correntes cresce e aumenta a dependência de capitais voláteis, elevando a vulnerabilidade do País às oscilações do mercado global.

Neste ano, a dinâmica das contas externas brasileiras voltou ao centro das análises econômicas. O País, que já viveu períodos de maior conforto, hoje vive um cenário que exige atenção redobrada. O déficit em transações correntes segue persistente e vem sendo financiado de maneira cada vez mais dependente de capitais de curto prazo. A balança comercial, que continua contribuindo positivamente, ameniza parte da pressão, mas não compensa os desequilíbrios em serviços e renda primária — fatores que tornam o quadro mais frágil e suscetível a oscilações.

O aumento nas viagens internacionais, nas importações e no consumo de serviços no exterior voltou a pesar sobre as contas externas. Paralelamente, multinacionais instaladas no Brasil retomaram lucros expressivos e intensificaram o envio de dividendos para suas matrizes. Só em 2025, as remessas já superaram US$ 70 bilhões, pressionando fortemente a conta de renda primária. 

Essa situação só não é mais preocupante por dois fatores. O primeiro é externo: a redução dos juros pelo Federal Reserve (FED) diminuiu a atratividade dos ativos norte-americanos, preservando parte do fluxo de capitais para economias emergentes, como o Brasil. O segundo é doméstico: embora o quadro fiscal mais deteriorado tenha afastado investimentos de longo prazo, a manutenção de juros elevados continuou atraindo recursos de perfil mais especulativo. 

O problema é que esse tipo de financiamento só sustenta o balanço de pagamentos no curto prazo, aumentando a vulnerabilidade a choques externos ou mudanças bruscas no humor dos mercados. Se o déficit em transações correntes seguir em alta e ultrapassar o volume de investimento direto no País, a dependência de capitais voláteis vai continuar crescendo, ampliando o risco de instabilidade cambial. 

O Brasil não está às portas de uma crise cambial. As reservas internacionais permanecem robustas e o déficit, mesmo elevado, ainda encontra fontes de financiamento. A apreensão reside na qualidade desses fluxos. Uma alteração na política monetária dos Estados Unidos, um evento geopolítico relevante ou uma piora mais acentuada da confiança interna poderia desencadear saídas rápidas de capitais e pressionar o câmbio. 

A questão, portanto, é recuperar a capacidade de gerar divisas de forma sustentável. Isso envolve ampliar exportações de maior valor agregado, reduzir a dependência de serviços importados e atrair investimentos produtivos que permaneçam em território nacional. Melhorar os fundamentos macroeconômicos, fortalecer setores com potencial competitivo, diversificar a pauta exportadora e promover inovação tecnológica são passos essenciais. Ao mesmo tempo, torna-se fundamental construir um ambiente institucional mais estável, capaz de atrair capital de longo prazo e reduzir a percepção de risco.

A conjuntura atual está longe de ser crítica, mas a trajetória não é confortável. O Brasil precisa transformar a entrada de capital em capacidade produtiva duradoura, e não apenas em consumo imediato ou lucros remetidos ao exterior. Se avançar nessa direção, poderá reduzir a própria vulnerabilidade externa e construir bases mais sólidas para o crescimento. Caso contrário, o País continuará dependente de fluxos especulativos, sempre exposto às oscilações do mercado internacional.

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/74062/contas-externas-ainda-estaveis-mas-com-trajetoria-preocupante/

EUA suspendem tarifa adicional de 40% sobre mais de 200 produtos brasileiros: entenda os impactos para exportadores

Medida tem efeito imediato e amplia competitividade de alimentos, têxteis e outros setores

O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão da tarifa extra de 40% aplicada a mais de 200 produtos brasileiros. A medida, que já está em vigor, representa um alívio direto para empresas exportadoras e setores dependentes do mercado norte-americano.

A decisão tem efeito imediato e reduz significativamente o custo de entrada de mercadorias brasileiras nos EUA, ampliando a competitividade e abrindo espaço para a retomada de contratos suspensos ao longo do período em que a tarifa esteve ativa.

Setores mais favorecidos

A suspensão da tarifa beneficia principalmente segmentos que vinham sendo diretamente afetados pelo acréscimo de custo na exportação:

Segundo analistas, muitos desses setores estavam registrando perda de margens, redução de embarques e aumento da dependência de mercados alternativos. A retirada da tarifa tende a reequilibrar o fluxo comercial e favorecer a retomada do volume de vendas aos EUA.

Entrada em vigor e aspectos operacionais

A medida passou a valer imediatamente após a publicação oficial pelo governo norte-americano. Assim, todos os embarques destinados aos EUA já podem ser realizados sem o acréscimo da tarifa de 40%, desde que cumpram as normas de origem e os requisitos aduaneiros vigentes.

Profissionais de contabilidade e consultores tributários devem revisar contratos e margens, especialmente em setores onde a tarifa tinha maior impacto financeiro.

Impactos econômicos esperados

A suspensão da tarifa tende a gerar efeitos positivos no curto e médio prazo:

Para muitas companhias, a medida pode representar a oportunidade de recuperar participação no mercado americano, que é um dos principais destinos das exportações brasileiras de manufaturados.

Relações comerciais em pauta

A decisão dos Estados Unidos ocorre em um momento de reaproximação comercial entre os dois países, e analistas acreditam que ela pode abrir espaço para avanços em temas como:

Conclusão

A retirada da tarifa de 40% pelos EUA representa um importante alívio para exportadores brasileiros e aumenta a competitividade dos produtos nacionais no mercado norte-americano. Para as empresas, o momento é de revisar custos, ajustar estratégias e aproveitar a retomada das oportunidades comerciais. A medida também reforça a necessidade de acompanhamento constante das regras internacionais para garantir operações seguras e eficientes.

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/73983/eua-suspendem-tarifa-de-40-em-produtos-brasileiros/

Novas regras do Pix que ampliam rastreamento e agilizam devolução em casos de fraudes já estão valendo

Mudanças do Banco Central tornam a recuperação de valores mais eficaz e impactam rotinas financeiras de empresas e contadores.

Entraram em vigor neste domingo (23) as novas regras do Banco Central (BC) para aprimorar o mecanismo de devolução do Pix, ampliando a capacidade de rastrear valores desviados em fraudes, golpes ou situações de coerção. A mudança altera a lógica de recuperação de recursos, que antes dependia exclusivamente da conta utilizada pelo fraudador para iniciar o golpe, um limite que dificultava a devolução, já que criminosos costumam movimentar o dinheiro rapidamente para outras contas.

Com o novo modelo, que é opcional até 2 de fevereiro e que depois passa a ser obrigatório, o sistema do Pix passa a acompanhar o trajeto completo dos valores, mesmo quando eles deixam a conta inicial do golpista. 

O Banco Central explica que essa maior rastreabilidade permitirá identificar a “rede de contas” envolvida e viabilizar a devolução em até 11 dias após a contestação realizada pela vítima.

A autoridade monetária destaca que a regra tende a aumentar significativamente o número de valores recuperados e a identificação de contas utilizadas em fraudes, reforçando o combate a crimes financeiros. O compartilhamento de informações entre instituições participantes também deve ajudar a impedir que essas contas sejam reutilizadas em golpes futuros.

Ferramenta de contestação automática já está disponível nos apps bancários

Desde 1º de outubro, bancos e instituições financeiras passaram a oferecer, dentro do ambiente Pix de seus aplicativos, uma função de autoatendimento para contestar transações suspeitas, sem necessidade de contato com o atendente. A funcionalidade se torna o canal oficial para solicitar devolução de valores desviados por fraude.

Segundo o BC, o autoatendimento acelera o início do processo e aumenta a chance de haver saldo disponível na conta do fraudador ou das contas intermediárias. A agilidade é considerada crucial para que o mecanismo de devolução seja efetivo, já que os criminosos tendem a movimentar o dinheiro imediatamente após o golpe.

O que muda para empresas

A ampliação da rastreabilidade do Pix deve impactar diretamente rotinas de conciliação financeira e controles internos das empresas. Com o novo fluxo de contestação e devolução, transações suspeitas poderão ser identificadas de forma mais rápida, permitindo que departamentos contábeis e financeiros atuem de imediato em eventuais fraudes que afetem contas corporativas. Além disso, a rastreabilidade estendida aumenta a transparência das movimentações e facilita o trabalho de auditorias internas e externas.

A medida também reforça a necessidade de políticas mais robustas de prevenção a fraudes no ambiente empresarial. Ao tornar o caminho do dinheiro mais visível, o Banco Central tende a intensificar a responsabilização de contas intermediárias utilizadas, mesmo que inadvertidamente, em esquemas criminosos. Dessa forma, empresas devem revisar seus processos de cadastro, verificação de identidade de fornecedores e monitoramento de pagamentos instantâneos, reduzindo a exposição ao risco reputacional e financeiro.

Para consultores, contadores e gestores, o novo mecanismo também pode influenciar protocolos de reporte e acompanhamento de incidentes. Como a devolução pode ser solicitada diretamente pelo autoatendimento e concluída em até 11 dias, surge a demanda por modelos mais ágeis de comunicação interna, registro de fraudes e conferência de extratos ligados ao Pix. A partir de fevereiro, quando a regra se torna obrigatória, o tema deve ganhar ainda mais relevância nas práticas de governança e compliance adotadas pelas empresas.

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73997/novas-regras-do-pix-para-devolucao-de-valores-ja-estao-valendo/

Por que o equilíbrio fiscal é importante para os países emergentes?

Gastos controlados e instituições sólidas ajudam a conter preços, estabilizar a economia e proteger o poder de compra.

Economistas costumam insistir que a questão fiscal está no centro dos problemas macroeconômicos globais. Fato é que, nos mercados emergentes, essa questão se torna ainda mais evidente. 

Quando um governo gasta sistematicamente mais do que arrecada, sem apresentar um plano crível de ajuste, o desfecho aparece na forma de inflação persistente, juros elevados, câmbio volátil e, no fim das contas, perda de renda real para a população mais vulnerável.

Um estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) — chamado The Impact of Fiscal Policy on Inflation Expectations — reforça essa dinâmica. A pesquisa mostra que, em economias emergentes, um esforço consistente de consolidação fiscal, especialmente por meio da redução de despesas, tende a reduzir as expectativas de inflação. Isso ocorre porque agentes econômicos, investidores e consumidores passam a acreditar que a pressão sobre os preços será menor no futuro. E quando essa expectativa se torna generalizada, ajuda a conter a inflação, criando um círculo virtuoso de credibilidade e estabilidade. 

O ponto mais intrigante do estudo é a diferença entre emergentes e economias avançadas. Nos países ricos, bancos centrais contam com reputação sólida e autonomia institucional, o que lhes permite manter a inflação sob controle mesmo quando o governo se afasta temporariamente do equilíbrio fiscal. 

Já nos emergentes, qualquer sinal de deterioração das contas públicas acende alertas imediatos. O receio de que o governo recorra à emissão monetária ou tenha dificuldades para honrar a dívida pressiona o câmbio, alimenta a inflação e fragiliza a confiança. 

A análise também indica que a magnitude do ajuste importa. Pequenas correções não alteram substancialmente o cenário. No entanto, quando o governo se esforça — melhorando o saldo primário em mais de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) —, os efeitos sobre as expectativas inflacionárias se tornam marcantes. Esse impacto é ainda maior nos países que já lidam com inflação elevada ou trajetória de dívida considerada insustentável. 

Outro ponto interessante diz respeito ao tipo de ajuste. Cortes de gastos costumam produzir resultados mais efetivos do que aumentos de impostos. Ao reduzir despesas, o governo sinaliza compromisso com a sustentabilidade da dívida. Já elevações tributárias, principalmente sobre os itens que influenciam diretamente os preços (como impostos sobre consumo), podem elevar a própria inflação esperada, anulando parte do benefício fiscal.

O estudo ressalta ainda o papel fundamental das instituições. Quando um país conta com um banco central independente, regras fiscais estáveis ou âncoras de credibilidade bem estabelecidas, o reflexo negativo de políticas fiscais expansionistas tende a ser menor. Em contrapartida, onde essas estruturas são frágeis, qualquer desvio fiscal amplifica a percepção de risco e deteriora rapidamente o ambiente macroeconômico. 

Em última instância, equilíbrio fiscal não é apenas um debate técnico reservado a economistas. Trata-se de um instrumento fundamental para assegurar estabilidade, atrair investimentos e melhorar o bem-estar da população. Países com contas organizadas têm mais espaço para investir em Saúde, Educação e Infraestrutura, sem gerar inflação descontrolada ou ampliar a dívida de modo insustentável. Por isso, quando um economista defende o controle do déficit ou a necessidade de cortar gastos, a discussão vai além de planilhas. 

É preciso preservar o poder de compra, proteger a economia de crises recorrentes e construir um futuro mais próspero e previsível para toda a sociedade. 

fonte: https://www.contabeis.com.br/artigos/73978/por-que-o-equilibrio-fiscal-e-importante-para-os-paises-emergentes/

Como reorganizar as finanças antes de 2026: orientações práticas para quem ainda está no vermelho

Especialista lista ações práticas para quem busca controle financeiro e metas para 2026

Com o fim de 2025 se aproximando, muita gente ainda tenta recuperar o controle das finanças depois de um ano marcado por juros altos e gastos acumulados. Para quem segue endividado, o educador financeiro da Fire|ce, Matheus Oka, afirma que o primeiro passo não é pagar dívidas, mas sim entender a própria situação. “Quem está no vermelho normalmente não sofre só com a dívida, mas com a falta de clareza sobre a própria vida financeira”, explica.

Por onde começar a reorganização

Oka recomenda iniciar com três ações básicas e realistas:

  1. Mapear os gastos no fluxo de caixaListar todos os gastos fixos e variáveis, incluindo parcelas no cartão de crédito. “Sem visualizar tudo o que entra e sai, não existe controle real”, diz o educador.
  2. Atacar primeiro as dívidas mais carasCartão de crédito e cheque especial são prioridade. “O erro é pagar ‘um pouquinho de tudo’. Primeiro você zera o que tem juros altos, depois renegocia o resto”, orienta.

Criar metas financeiras dentro do orçamento mensal

Estabelecer limites para gastos essenciais, não essenciais e um valor fixo para quitação de dívidas. Oka reforça: “É importante não se desesperar. O ideal é ter uma estratégia clara e, se possível, contar com a ajuda de um especialista.”

Os erros mais comuns ao tentar sair das dívidas no fim do ano

Segundo o educador financeiro, os tropeços mais frequentes têm origem na falta de planejamento. Entre eles:

Atitudes simples agora que fazem diferença em 2026

Para quem quer virar o jogo ainda em 2025, Oka lista três ações de efeito imediato:

  1. Criar um mini-orçamento de 90 dias“Quando você controla o curto prazo, ganha poder sobre o longo prazo”, afirma. Planejar dezembro, janeiro e fevereiro evita surpresas e dá previsibilidade.
  2. Cortar um gasto recorrente que não faz faltaAssinaturas pouco usadas, taxas bancárias e pedidos recorrentes de delivery são exemplos. Um único corte já libera dinheiro para iniciar uma reserva ou reduzir dívidas.

Definir um objetivo financeiro claro para 2026

“Quando a pessoa tem um porquê, ela para de agir por impulso”, diz Oka. Ele recomenda metas pequenas para começar, aumentando gradualmente conforme a disciplina financeira cresce.

“O mais importante é agir com planejamento e consistência. Pequenos ajustes hoje podem evitar problemas maiores amanhã e preparar o caminho para um 2026 mais tranquilo financeiramente”, conclui Matheus Oka.

Fonte: 2BPress

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73926/como-sair-das-dividas-dicas-de-especialista-para-2025/

Proximidade da alta temporada de compras: veja barreiras ocultas que impedem sucesso nas vendas

Black Friday expõe fragilidades em infraestrutura legada e silos de dados

O Brasil está se preparando para a época de compras mais movimentada do ano, mas 29% dos líderes de tecnologia do país acreditam que seus sistemas atuais apresentam desempenho insatisfatório durante períodos sazonais de alto tráfego, de acordo com um novo estudo da Galileo Financial Technologies. Mas o que causa esse desempenho insatisfatório para tantos? Com a chegada da Black Friday no fim deste mês, a Galileo mostra as principais barreiras ocultas identificadas em seu Índice de Inclusão Técnica, impedindo as empresas de conquistar mais clientes e maximizar suas vendas.

“Depois de conversar com mais de 600 líderes de tecnologia da América Latina e dos Estados Unidos, identificamos uma série de barreiras ocultas, como sistemas legados complexos e silos de dados onerosos, impedindo empresas focadas no cliente de alcançar consumidores durante os períodos de pico”, explica Abdul Assal, Head de Desenvolvimento de Negócios da Galileo no Brasil e na Colômbia. “Esses problemas não apenas prejudicam as finanças e a eficiência operacional das empresas, mas também impactam diretamente as vendas e novos negócios.”

A boa notícia, segundo a Galileo, é que 59% dos líderes de tecnologia latino-americanos já identificaram problemas de back-end como as principais causas das dificuldades em atender bem aos clientes nos períodos de maior movimento. Em especial, foram apontados fatores críticos que as empresas precisam enfrentar para garantir um serviço mais fluido e inclusivo: infraestrutura legada e silos de dados.

Atualizar sistemas legados pesados é um passo essencial para alcançar um desempenho mais ágil e inclusivo, de acordo com o estudo da Galileo. No entanto, os custos atuais parecem não gerar o retorno esperado. O levantamento mostrou que 65% dos líderes de tecnologia brasileiros destinam mais da metade de seu orçamento de TI à manutenção ou atualização de sistemas antigos. Ao mesmo tempo, três em cada quatro (75%) dos líderes brasileiros entrevistados concordam que esses sistemas limitam sua capacidade de oferecer experiências verdadeiramente inclusivas em produtos e serviços.

“A primeira recomendação para empresas com infraestrutura legada, antes da Black Friday, é verificar se não é possível migrar certas funções para um sistema mais cloud-nativenativo em nuvem com maior capacidade de escala”, comenta Abdul. “Provedores de pagamento podem ajudar a dividir a carga durante transações de alto volume e velocidade, enquanto novas tecnologias de KYC (Conheça Seu Cliente) garantem autenticação quase instantânea, reduzindo a frustração do consumidor nesse período movimentado.”

Os silos de dados também dificultam que empresas latino-americanas ofereçam experiências relevantes a diferentes segmentos de clientes, segundo 87% dos líderes de tecnologia da região. Abdul recomenda realizar testes de estresse que simulem alta demanda antes da temporada de pico, para garantir que todos os sistemas estejam se comunicando corretamente. “Também vale considerar uma análise mais profunda durante o período mais tranquilo do início do ano e, quem sabe, fazer disso uma resolução de Ano Novo, ou seja, encontrar uma solução mais ágil para esse ponto crítico tão comum”, aponta.

Num cenário em que um em cada quatro líderes de tecnologia brasileiros (25%) perdem mais de 20% de novos negócios devido à falta de tecnologias verdadeiramente inclusivas em suas empresas, a Galileo acredita que investimentos inteligentes e direcionados são essenciais. “Os picos sazonais servem como alerta para as empresas que ainda não identificaram as barreiras ocultas que estão custando clientes e vendas. Por isso, este relatório serve como um guia abrangente para resolver essas questões de forma duradoura”, conclui Abdul. “Felizmente, com as novas tecnologias, a maioria das empresas não precisa de uma reformulação completa. Em vez disso, diagnósticos e soluções direcionadas podem gerar resultados significativamente maiores.”

Fonte: Galileo

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73897/sistemas-de-ti-na-america-latina-falham-em-picos-de-trafego/

Brasileiro quer pagar fácil na Black Friday: pagamentos sem fricção serão decisivos para o sucesso nas vendas

Como otimizar a jornada de compra para maximizar conversões na Black Friday

Em 2010, apenas 50 lojas brasileiras participaram da primeira edição da Black Friday no país. Quinze anos depois, o evento se transformou na maior temporada de compras do varejo nacional, com expectativa de movimentar mais de R$ 13 bilhões neste novembro. Mas não foi só o volume de vendas que mudou; o comportamento do consumidor também.o comportamento do consumidor também mudou.

Hoje, mais de 70% das compras da Black Friday são feitas via smartphone, e até 80% das transações são abandonadas antes do pagamento. Nesse cenário altamente competitivo, qualquer atrito na jornada de compra pode custar uma venda, e as empresas já não podem depender apenas de descontos; a experiência de pagamento tornou-se decisiva para maximizar conversões.

“A América Latina tem uma das maiores taxas de abandono de carrinho do mundo, chegando a 87%, mas novas pesquisas mostram onde as empresas brasileiras estão errando e como podem melhorar seu desempenho”, explica Bruno Amador, gerente de produtos para a América Latina da Juspay, fintech indiana especializada em tecnologia de orquestração de pagamentos e membro da INIT (Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento).

De acordo com um estudo recente, quase nove em cada dez consumidores (87,5%) consideram o método de pagamento preferido como fator decisivo na hora da compra. Nesta Black Friday, 85% dos consumidores devem escolher o crédito parcelado como forma de pagamento preferida, à frente do Pix e do débito.

Com a predominância das compras via celular, vale destacar que a taxa de abandono de carrinho nos smartphones é ainda maior do que no desktop ou nas lojas físicas, e as razões também são diferentes.

“Conveniência vai além da rapidez: clientes querem usar seus pagamentos preferidos como Pix, cartões, boleto, parcelamento ou carteiras digitais, sem complicações. Para o público cada vez mais mobile-first, cada etapa extra no checkout aumenta drasticamente o risco de desistência”, comenta Bruno. “As empresas que se destacam são aquelas que já antecipam isso em seus processos, priorizando designs otimizados para celular e recursos como checkout em um clique, preenchimento automático e armazenamento seguro de dados, reduzindo ao mínimo o esforço do usuário e acelerando o pagamento.”

Durante a data, também aumentam as tentativas de fraude, mas verificações excessivamente rígidas podem prejudicar as conversões. O equilíbrio, segundo especialistas, está no uso de ferramentas avançadas de detecção inteligente de risco e tokenização, capazes de adaptar a checagem em tempo real. Assim, clientes confiáveis passam por verificações de baixa fricção, enquanto checagens mais rigorosas são aplicadas apenas quando há indícios concretos de risco.

“O risco de fraude não deve se traduzir em uma má experiência para o cliente legítimo”, ressalta Bruno. “As soluções mais eficazes são as que avaliam o risco de forma dinâmica, protegendo o negócio contra perdas sem comprometer a experiência de compra”.

Por fim, a estabilidade dos sistemas é outro fator crítico frequentemente negligenciado. Os horários de pico da Black Friday funcionam como um verdadeiro teste de estresse, e as falhas ou lentidões nos pagamentos são muito mais comuns quando o tráfego aumenta.

Segundo o especialista, as empresas precisam testar seus sistemas com antecedência, mas a verdadeira garantia vem de parceiros de tecnologia que oferecem backups e roteamento dinâmico. “Essa capacidade é como um seguro contra quedas de sistema, garantindo que o cliente consiga pagar mesmo que um banco ou gateway enfrente instabilidade temporária”, finaliza.

Fonte: Justpay

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73896/black-friday-pagamento-e-experiencia-do-cliente-sao-cruciais/

6 dicas de especialistas para se proteger de golpes nas compras da Black Friday

Especialistas dão 6 dicas essenciais para consumidores aproveitarem as ofertas com tranquilidade

Black Friday se consolidou como uma das datas mais aguardadas pelos consumidores brasileiros, mas junto com, junto com as oportunidades de bons negócios, também crescem os riscos de fraudes. Pesquisa recente da MindMiners revela que 53% dos consumidores se sentem insatisfeitos com a data devido ao aumento prévio de preços para simular descontos, prática conhecida como “Black Fraude”. Além disso, 44% relatam poucos produtos realmente em promoção e descontos baixos ou irrelevantes.

O cenário de desconfiança é real. Ainda segundo a MindMiners, 62% dos consumidores começam a acompanhar e monitorar preços muito antes da data, reflexo direto da falta de credibilidade que se instalou. Para ajudar vocêo consumidor a aproveitar as ofertas com segurança e evitar cair em armadilhas, reunimos orientações de especialistas em diferentes áreas. Confira as principais dicas para fazer compras mais seguras nesta Black Friday.

Confira 6 dicas essenciais para comprar com segurança

Monitore preços com antecedência e desconfie de “descontos” irreais

O consumidor está mais atento e desconfiado, e com razão. O estudo da MindMiners mostra que 9 em cada 10 pessoas nove em cada dez pessoas fazem pesquisa prévia, independentemente de classe, gênero ou geração. Por isso, monitore os valores dos produtos que você deseja o consumidor deseja pelo menos 30 dias antes da Black Friday, garantindo que os descontos apresentados na data sejam reais.

Para compras em plataformas como marketplaces ou sites que revendem produtos recondicionados ou provenientes de logística reversa — formatos que têm cada vez mais conquistado o consumidor —, também vale a orientação. “São canais que já costumam, como prática, apresentar preços abaixo do valor praticado no mercado. Vale observar com antecedência nesses canais os valores dos produtos que o consumidor deseja, checando dessa forma se um desconto compatível ao anunciado foi realmente aplicado. Além disso, cuidadosa atenção com a autenticidade da plataforma ou loja sãoé essencial. Verifique a reputação no Reclame Aqui, nas redes sociais, nas avaliações, e só então opte por realizar a compra”, destaca o especialista em leilões online e CEO da plataforma Kwara, Thiago da Mata.

Cuidado com links suspeitos nas redes sociais

Para 31% da Geração Z, as redes sociais têm papel destacado na data comemorativa, com o TikTok, por exemplo, já funcionando como ferramenta de busca para essa geração durante as promoções nesse período, segundo o levantamento da MindMiners. No entanto, as redes sociais se tornaram terreno fértil para criminosos que criam perfis e anúncios falsos oferecendo promoções tentadoras.

“Os golpistas aproveitam o alto volume de anúncios durante a Black Friday para se camuflar, e as redes sociais são um prato cheio para este momento. Para se proteger, sempre verifique a autenticidade dos perfis das lojas procure. Procure pelo selo de verificação para o caso de lojas grandes ou conhecidas, leia os comentários dos posts, cheque se o número de curtidas nos posts do perfil sãoé compatível ao número de seguidores, cheque e cheque a reputação da loja no Google. Outra dica valiosa é utilizar plataformas de comparação de preços, que reúnem ofertas de diversos sites e facilitam a identificação de promoções reais. E, claro, desconfie de ofertas que parecem boas demais para ser verdade”, orienta a diretora de marketing e especialista em gestão digital, Bruna Madaloni.

A especialista alerta ainda para um tipo de fraude recorrente na Black Friday brasileira: as promoções de empresas de viagem. “É preciso ter atenção redobrada com pacotes turísticos e passagens aéreas em promoção, principalmente de empresas menores ou desconhecidas. Muitas vezes, há vários asteriscos e condições que não ficam claras inicialmente, e o consumidor acaba descobrindo taxas adicionais que fazem o valor final não valer a penanão compensar. Antes de fechar qualquer compra de viagem, leia todas as condições com atenção e pesquise a reputação da empresa.”

Bruna destaca também uma oportunidade estratégica para as marcas durante o período. “A Black Friday não precisa ser apenas sobre descontos agressivos. É um momento excelente para as empresas trabalharem branding, criarem campanhas criativas e até brincarem com o conceito da data. Algumas marcas já fazem isso de forma muito inteligente, trazendo conversas relevantes para seus públicos ao invés deem vez de apenas empurrar promoções. Essa abordagem diferenciada pode gerar muito mais engajamento e conexão genuína com os consumidores”, afirma.

Priorize pagamentos com PIX por aproximação ou por biometria para maior segurança

Ao finalizar a compra de um produto por meio de sites ou aplicativos, a forma de pagamento pode ser determinante para evitar fraudes. O PIX por aproximação ou por biometria no checkout não só agiliza as transações como também adiciona uma camada extra de segurança, reduzindo significativamente o risco de clonagem de cartões e fraudes. Além disso, recentemente o Banco Central passou a permitir a contestação de transações via PIX, o que reforça ainda mais a proteção do consumidor em casos de golpes ou erros de pagamento.

“Neste período de maratona de ofertas, a expectativa é que esse novo recurso simplifique ainda mais as transações, impulsionando tanto o comércio físico quanto o online e aumentando a competitividade entre meios de pagamento como cartões e dinheiro”, destaca o especialista em tecnologia financeira e diretor de negócios da Lina Open X (startup que apoia instituições financeiras em suas necessidades), Murilo Rabusky.

Utilize carteiras digitais para mais segurança e praticidade

As carteiras digitais se consolidaram como uma opção segura e prática para compras online, especialmente em datas de alto volume como a Black Friday. Elas oferecem camadas extras de proteção aos seus dados financeiros, além de agilizar o processo de pagamento.

“As carteiras digitais trazem benefícios importantes para o consumidor, como a criptografia dos dados do cartão, autenticação biométrica e redução do risco de vazamento de informações sensíveis. Durante a Black Friday, quando o volume de transações aumenta exponencialmente, utilizar essas ferramentas pode fazer toda a diferença na segurança da sua compra”, destaca Gustavo Siuves, especialista financeiro e CRO da Azify.

No entanto, é importante tomar alguns cuidados: “sempre utilize carteiras digitais de empresas reconhecidas no mercado, ative a autenticação em duas etapas, mantenha o aplicativo atualizado e nunca compartilhe suas senhas ou códigos de acesso. Desconfie de links que pedem para você o consumidor “atualizar” ou “validar” sua carteira digital, bancos e empresas legítimas nunca fazem esse tipo de solicitação. Segurança precisa ser um ponto-chave em grandes eventos do varejo”, acrescenta Gustavo.

Proteja seus dados pessoais contra vazamentos

Durante a Black Friday, você precisaé preciso redobrar os cuidados com seus dados pessoais. Utilize apenas sites seguros (verifique se a URL começa com “https”), evite fazer compras em redes Wi-Fi públicas e desconfie de cadastros que pedem informações excessivas ou desnecessárias para finalizar a compra.

Ao mesmo tempo, é importante saber que as empresas também têm responsabilidade sobre a segurança dos seus dados. Um estudo da PwC mostra que 90% dos consumidores brasileiros afirmaafirmam que a proteção dos seus dados pessoais é um dos fatores mais importantes para que as empresas conquistem a sua confiança. Simultaneamente, esses clientes exigem experiências altamente personalizadas, desafiando empresas a equilibrar a intimidade das informações com a personalização.

“Estamos entrando em uma era em que a privacidade dos dados não é apenas um direito, mas uma expectativa integrada à experiência digital. Empresas que adotarem modelos proativos de proteção terão uma vantagem competitiva significativa”, reforça Lucas Monteiro, especialista em automação de marketing e experiência digital e Martech Leaderlíder da Keyrus.

Proteja-se de golpes digitais: ofertas falsas, links suspeitos e a importância de manter seus dispositivos seguros

Durante a Black Friday, os cibercriminosos intensificam a criação de lojas virtuais falsas que copiam sites reais para aplicar golpes. A principal isca? Ofertas absurdamente baixas que parecem irresistíveis.

“Muitas fraudes que vemos na Black Friday envolvem lojas falsas oferecendo produtos com valores muito abaixo do mercado para criar aquela oferta irresistível. Aquele iPhone por dois mil reaisR$ 2 mil, por exemplo. O brasileiro gosta de promoção, gosta de ter vantagem, e acaba passando o cartão nesse tipo de oferta absurda. Um ponto importante é: cuidado com as ofertas. Fique atento à reputação do site de e-commerce. Se você vêo consumidor vir alguém oferecendo um produto muito abaixo do valor de mercado, desconfie. Antes de fazer a compra, avalie se a loja tem reclamações no Reclame Aqui, veja o que os usuários falam dessa loja na internet”, alerta o especialista em segurança cibernética e CEO da Security First, Fernando Corrêa.

Além disso, um dos golpes mais comuns durante a Black Friday envolve o envio de links maliciosos por WhatsApp, SMS e e-mail. Os criminosos se aproveitam do alto volume de comunicações nesse período para enviar mensagens falsas que imitam lojas conhecidas, bancos ou até mesmo os Correios e a Receita Federal.

Fernando explica que os e-mails promocionais fraudulentos usam táticas de pressão psicológica: “Nesses e-mails, o atacante vai tentar fazer um apelo para à oferta irresistível: ‘você tem 30 minutos, a oferta expira, só tem mais um produto restante’. Essa urgência gera uma escassez artificial e faz com que a pessoa queira adquirir aquele produto o mais rápido possível, sem avaliar se é legítimo.”

Entre os golpes mais frequentes estão: mensagens informando que “sua compra está retida nos Correios” e solicitando o pagamento de uma taxa para liberação; notificações falsas da Receita Federal sobre supostas pendências; links prometendo descontos exclusivos ou prêmios da Black Friday; e ligações que se passam por centrais de atendimento de bancos pedindo dados pessoais ou senhas.

O especialista alerta ainda para arquivos maliciosos disfarçados de promoções. “Há criminosos que mandam arquivos para a pessoa baixar ou abrir, e com isso acabam infectando a máquina do usuário desatento com algum tipo de malware. Imagina isso no ambiente corporativo: alguém interessado em aproveitar a Black Friday baixa um arquivo no computador da empresa e acaba infectando toda a rede.”

Embora o comportamento do usuário seja o fator mais crítico na Black Friday, a segurança técnica também não pode ser negligenciada. Criminosos exploram vulnerabilidades em sistemas operacionais e aplicativos desatualizados para roubar dados durante períodos de alta movimentação.

Fernando reforça que, na Black Friday, o fator humano é ainda mais crítico. “O mês das ofertas está muito mais relacionado ao comportamento dos usuários. Todo mundo quer aproveitar uma promoção e, para isso, as pessoas acabam baixando arquivos suspeitos ou passando o cartão em sites duvidosos. A principal defesa é desconfiar de ofertas boas demais para serem verdade e sempre verificar a reputação da loja antes de finalizar qualquer compra.”

Com essas orientações em mente, você estará mais preparado para aproveitar as melhores ofertas da Black Friday sem cair em armadilhas. Lembre-se: a melhor compra é aquela feita com segurança e planejamento. Se uma oferta parecer boa demais para ser verdade, provavelmente é um golpe. Pesquise, compare preços e priorize sempre lojas e plataformas confiáveis.

Fonte: Temma


fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73862/black-friday-dicas-para-comprar-com-seguranca-e-evitar-fraudes/

BC informa que 48,6 milhões ainda têm “dinheiro esquecido” nos bancos

Sistema do BC mostra que milhões de brasileiros têm dinheiro esquecido a resgatar; consulta é feita apenas no site oficial.

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (11) que ainda há R$ 9,73 bilhões em “dinheiro esquecido” nas instituições financeiras, considerando valores registrados até setembro. Segundo o balanço, 48,6 milhões de pessoas físicas possuem recursos a receber, totalizando R$ 7,6 bilhões. No caso das empresas, são 4,73 milhões com valores pendentes, somando R$ 2,12 bilhões.

O BC também registrou que R$ 12,21 bilhões já foram devolvidos desde a criação do Sistema de Valores a Receber (SVR). A consulta permanece disponível exclusivamente no site oficial da autarquia.

Embora o prazo de resgate tivesse previsão inicial de encerramento em 16 de outubro de 2024, o Ministério da Fazenda afirmou que não há prazo limite para que os clientes solicitem os valores às instituições financeiras.

Como consultar o dinheiro esquecido

A consulta e solicitação de valores deve ser realizada apenas por meio do endereço oficial do Banco Central: https://valoresareceber.bcb.gov.br

Para receber o dinheiro esquecido, é necessário informar uma chave PIX. Caso o usuário não possua uma chave cadastrada, deverá criar uma ou entrar em contato com a instituição financeira responsável pelo valor esquecido para combinar outra forma de devolução.

No caso de pessoas falecidas, a consulta somente pode ser feita por herdeiros, inventariantes, testamentários ou representantes legais, com o preenchimento de um termo de responsabilidade.

Após a verificação no sistema, é necessário contatar cada instituição listada para seguir os procedimentos de devolução.

Solicitação automática de resgate

Desde 27 de maio, o Banco Central permite habilitar a solicitação automática dos valores. A adesão é opcional. A funcionalidade é válida apenas para pessoas físicas que possuam chave PIX do tipo CPF.

Para habilitar:

  1. É necessário acessar o SVR com conta gov.br nível prata ou ouro.
  2. É exigida a verificação em duas etapas.
  3. O sistema realiza o crédito automático diretamente na conta do cidadão, sem aviso prévio do BC.

Instituições que não aderiram ao termo de devolução via PIX continuam exigindo solicitação manual, inclusive em casos de contas conjuntas.

Dinheiro esquecido: regras de segurança atualizadas

Em fevereiro, o Banco Central atualizou o mecanismo de segurança do Sistema de Valores a Receber. O acesso continua exigindo conta gov.br de nível prata ou ouro, mas passou a requerer duas etapas de verificação.

Para quem ainda não possui o aplicativo gov.br:

  1. Baixar o app no celular.
  2. Preencher as informações solicitadas.
  3. Realizar validação facial.

O acesso ao sistema ocorre mediante CPF e senha, seguido da inserção do código gerado pelo aplicativo.

O que muda para pessoas físicas e empresas

O relatório mais recente reforça que o dinheiro esquecido permanece disponível para:

  1. Pessoas físicas
  2. Pessoas físicas falecidas (via herdeiros)
  3. Pessoas jurídicas

Os valores incluem saldos residuais, cobranças indevidas, tarifas devolvidas, contas encerradas com saldo, consórcios e outras situações registradas pelas instituições financeiras.

Não há mudança nos procedimentos para empresas: todas devem utilizar o mesmo site oficial e seguir as instruções exibidas após a consulta.

Dinheiro esquecido: situação atual e próximos passos

Segundo o Banco Central, o sistema segue operacional e em constante atualização de segurança. O Ministério da Fazenda reiterou que não existe prazo final para resgate. O crédito continuará sendo responsabilidade de cada instituição financeira detentora dos valores.

fonte: https://www.contabeis.com.br/noticias/73847/dinheiro-esquecido-48-6-milhoes-ainda-tem-valores-no-bc/